domingo, 8 de agosto de 2010

FEITIÇARIA EVANGELICA


O fenômeno evangélico no Brasil adquiriu uma caricatura dantesca.
O Evangelho de Jesus Cristo ficou em segundo plano em nome de “uma nova visão” .
Ser cristão evangélico no Brasil implica uma identidade difusa:

1) Ser “crente” se resume basicamente à magia religiosa, exercitada em auditórios onde se promete cura e proteção, sucesso
financeiro e soluções imediatas para problemas e conflitos;

2) O discipulado de Jesus foi substituído pela venda de soluções fáceis;

3) A vida comunitária foi substituída pela metodologia empresarial como recurso de expansão;

4) A celebração da fé foi substituída por rituais grotescos, numa mistura de
superstição,feitiçaria gospel e macumba “ao contrário”;


5) Pastores foram substituídos por gurus, apóstolos e outros heróis, mais ocupados em comandar um
grande exército que em conduzir pessoas à intimidade com Deus;

6) A Bíblia foi substituída por uma teologia popular, com discursos extraídos das falas dos líderes
carismáticos, na qual o sentido original da bíblia é deturpado e diluído
de boca em boca até chegar ao último da fila como sal que para nada
mais presta;

7) O engajamento no Reino de Deus foi substituído pela adesão ao “ministério
do fulano”, às “coberturas do sicrano” e à “visão do beltrano”;

8) A cruz, como símbolo maior do cristianismo, foi substituída por bonés, adesivos e camisetas com
estampas da comunidade A, ministério B e apóstolo C.

Enfim, parece mesmo que “outro evangelho” está sendo anunciado,
e por ser outro deve ser anátema (maldito).

Pr. Ed René Kivitz

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