domingo, 26 de setembro de 2010

Santo Agostinho: Biografia e Sermões

por
C. Folch Gomes

Quem foi Santo Agostinho?


O mais profundo filósofo da era patrística e um dos maiores gênios teológicos de todos os tempos foi Santo Agostinho (354-430), cuja influência plasmou a Idade Média.
Nasceu em Tagaste (Numídia), filho de um funcionário municipal, Patrício, e de Mônica, fervorosa cristã, que a Igreja venera como santa.
Como estudante, vivia desregradamente. Contraiu uma ligação – que iria durar até 384, e da qual teve um filho, Adeodato. Em 374, lendo o Hortensius, de Cícero, sentiu-se atraído por uma vida menos sensual e mais dedicada à busca da verdade. Passou a freqüentar as lições dos maniqueus, que lhe pareciam propor a autêntica forma de cristianismo, em oposição à doutrina da Igreja, “uma história de velhas”.
De 375 a 383 estabeleceu-se em Cartago, como professor de eloqüência, e daí por diante obteve exercer a mesma função do outro lado do mar, em Milão. Já o inquietavam agora fortes dúvidas sobre a verdade do maniqueísmo.
Em Milão, travou conhecimento com o neoplatonismo. Ao mesmo tempo ouvia regularmente os sermões de santo Ambrosio, onde percebia um catolicismo mais sublime do que o imaginado, e lia são Paulo. Um dia, julgando ouvir a voz de uma criança: “Tolle, lege”, abriu ao acaso as Epístolas de são Paulo, que tinha ao lado e passou a sentir que “todas as trevas da dúvida se dissipavam”. Fez-se batizar no sábado santo de 387, com seu filho e com seu filho Alípio. Pouco depois morria a mãe, que muito havia orado por sua conversão. Voltando à África, viveu vários anos em retiro de oração e estudos. Em 390, perdeu o filho. Tanta era a fama que granjeara, de ciência e virtudes, que o povo o escolheu para o sacerdócio. Em 395 foi sagrado bispo no pequeno porto de Hipona. Ali então desenvolveu a intensa atividade teológica e pastoral, dando máxima expressão a seus dotes extraordinários no plano da especulação, da exegese e da penetração psicológica da alma humana. Lutou contra as heresias da época, o maniqueísmo, o donatismo, o arianismo e o pelagianismo. Morreu em Hipona a 28 de agosto de 430.
Principais obras: Confissões, autobiografia escrita entre 397 e 400, uma das obras-primas da literatura universal; A Cidade de Deus, apologia da antiguidade cristã e ensaio de filosofia da História; De Trinitate; Enchiridion, compêndio de doutrina cristã; várias obras polêmicas contra as heresias mencionadas, entre as quais Contra Faustum, De spiritu et littera, De natura er gratia, De gratia et libero arbitrio, De correptione et gratia, De praedestinatione sanctorum; obras exegéticas, como Enarrationes in Psalmos, De genesi ad litteram, Tratado sobre o Evangelho de São João; obras pastorais, como De catechizandis rudibus; cerca de 400 sermões e muitas cartas.
Fonte: C. Folch Gomes
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. Antologia dos Santos Padres. 2 Edição. São Paulo, Edições Paulinas, 1979. pp. 334-339, 360-367.

Abaixo, pequenos excertos de alguns de seus sermões e obras.


Sermão:
“ NA VIGÍLIA DA PÁSCOA”
(P.L. 38, 1087s)


O bem-aventurado apóstolo Paulo, exortando-nos a que o imitemos, dá entre outros sinais de sua virtude o seguinte: “freqüente nas vigílias” [2Cor 11,27].

Com quanto maior júbilo não devemos também nós vigiar nesta vigília, que é como a mãe de todas as santas vigílias, e na qual o mundo todo vigia?
Não o mundo, do qual está escrito: “Se alguém amar o mundo, nele não está a caridade do Pai, pois tudo o que há no mundo é concupiscência dos olhos e ostentação do século, e isto não procede do pai” [1Jo 2,15].

Sobre tal mundo, isto é, sobre os filhos da iniqüidade, reinam o demônio e seus anjos. E o Apóstolo diz que é contra estes que se dirige a nossa luta: “Não contra a carne e o sangue temos de lutar, mas contra os principados e as potestades, contra os dominadores do mundo destas trevas” [Ef 6,12].
Ora, maus assim fomos nós também, uma vez; agora, porém, somos luz no Senhor. Na Luz da Vigília resistamos, pois, aos dominadores das trevas.
Não é, portanto, esse o mundo que vigia na solenidade de hoje, iras aquele do qual está escrito: “Deus estava reconciliando consigo o mundo, em Cristo, não lhe imputando os seus pecados” [2Cor 5,19].

E é tão gloriosa a celebridade desta vigília, que compele a vigiarem na carne mesmo os que, no coração, não digo dormirem, mas até jazerem sepultos na impiedade do tártaro. Vigiam também eles esta noite, na qual visivelmente se cumpre o que tanto tempo antes fora prometido: “E a noite se iluminará como o dia” [Sl 138,12]. Realiza-se isto nos corações piedosos, dos quais se disse: “Fostes outrora trevas, mas agora sois luz no Senhor”. Realiza-se isto também nos que zelam por todos, seja vendo-os no Senhor, seja invejando ao Senhor. Vigiam, pois, esta noite, o mundo inimigo e o mundo reconciliado. Este, liberto, para louvar o seu Médico; aquele, condenado, para blasfemar o seu juiz. Vigia um, nas mentes piedosas, ferventes e luminosas; vigia o outro, rangendo os dentes e consumindo-se. Enfim, ao primeiro é a caridade que lhe não permite dormir, ao segundo, a iniqüidade; ao primeiro, o vigor cristão, ao segundo o diabólico. Portanto, pelos nossos próprios inimigos sem o saberem eles, somos advertidos de como devamos estar hoje vigiando por nós, se por causa de nós não dormem também os que nos invejam.
Dentre ainda os que não estão assinalados com o nome de cristãos, muitos são os que não dormem esta noite por causa da dor, ou por vergonha. Dentre os que se aproximam da fé, há os que não dormem por temor. Por motivos vários, pois, convida hoje à vigília a solenidade (da Páscoa), Por isso, como não deve vigiar com alegria aquele que é amigo de Cristo, se até o inimigo o faz, embora contrariado? Como não deve arder o cristão por vigiar, nessa glorificação tão grande de Cristo, se até o pagão se en- vergonha de dormir? Como não deve vigiar em sua solenidade, o que já ingressou nesta grande Casa, se até o que apenas pretende nela ingressar já vigia?
Vigiemos, e oremos; para que tanto exteriormente quanto interiormente celebremos esta Vigília. Deus nos falará durante as leituras; falemo-lhe também nós em nossas preces. Se ouvimos obedientemente as suas palavras, em nós habita Aquele a quem oramos.

Sermão:
“SOBRE A RESSURREIÇÃO DE CRISTO, SEGUNDO SÃO MARCOS”
(P.L. 38, 1104-1107)


A ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo lê-se estes dias, como é costume, segundo cada um dos livros do santo Evangelho. Na leitura de hoje ouvimos Jesus Cristo censurando os discípulos, primeiros membros seus, companheiros seus porque não criam estar vivo aquele mesmo por cuja morte choravam. Pais da fé, mas ainda não fiéis; mestres - e a terra inteira haveria de crer no que pregariam, pelo que, aliás, morreriam - mas ainda não criam. Não acreditavam ter ressuscitado aquele que haviam visto ressuscitando os mortos. Com razão, censurados: ficavam patenteados a si mesmos, para saberem o que seriam por si mesmos os que muito seriam graças a ele.
E foi deste modo que Pedro se mostrou quem era: quando iminente a Paixão do Senhor, muito presumiu; chegada a Paixão, titubeou. Mas caiu em si, condoeu-se, chorou, convertendo-se a seu Criador.
Eis quem eram os que ainda não criam, apesar de já verem. Grande, pois, foi a honra a nós concedida por aquele que permitiu crêssemos no que não vemos! Nós cremos pelas palavras deles, ao passo que eles não criam em seus próprios olhos.
A ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo é a vida nova dos que crêem em Jesus, e este é o mistério da sua Paixão e Ressurreição, que muito devíeis conhecer e celebrar. Porque não sem motivo desceu a Vida até a morte. Não foi sem motivo que a fonte da vida, de onde se bebe para viver, bebeu desse cálice que não lhe convinha. Por que a Cristo não convinha a morte.
De onde veio a morte?
Vamos investigar a origem da morte. O pai da morte é o pecado. Se nunca houvesse pecado ninguém morreria. O primeiro homem recebeu a lei de Deus, isto é, um preceito de Deus, com a condição de que se o observasse viveria e se o violasse morreria. Não crendo que morreria, fez o que o faria morrer; e verificou a verdade do que dissera quem lhe dera a lei. Desde então, a morte. Desde então, ainda, a segunda morte, após a primeira, isto é, após a morte temporal a eterna morte. Sujeito a essa condição de morte, a essas leis do inferno, nasce todo homem; mas por causa desse mesmo homem, Deus se fez homem, para que não perecesse o homem. Não veio, pois, ligado às leis da morte, e por isso diz o Salmo: “Livre entre os mortos” [Sl 87].
Concebeu-o, sem concupiscência, uma Virgem; como Virgem deu-lhe à luz, Virgem permaneceu. Ele viveu sem culpa, não morreu por motivo de culpa, comungava conosco no castigo mas não na culpa. O castigo da culpa é a morte. Nosso Senhor Jesus Cristo veio morrer, mas não veio pecar; comungando conosco no castigo sem a culpa, aboliu tanto a culpa como a castigo. Que castigo aboliu? O que nos cabia após esta vida. Foi assim crucificado para mostrar na cruz o fim do nosso homem velho; e ressuscitou, para mostrar em sua vida, como é a nossa vida nova. Ensina-o o Apóstolo: “Foi entregue por causa dos nossos pecados, ressurgiu por causa da nossa justificação” [Rm 4,25].

Como sinal disto, fora dada outrora a circuncisão aos patriarcas: no oitavo dia todo indivíduo do sexo masculino devia ser circuncidado. A circuncisão fazia-se com cutelos de pedra: porque Cristo era a pedra. Nessa circuncisão significava-se a espoliação da vida carnal a ser realizada no oitavo dia pela Ressurreição de Cristo. Pois o sétimo dia da semana é o sábado; no sábado o Senhor jazia no sepulcro, sétimo dia da semana. Ressuscitou no oitavo. A sua Ressurreição nos renova. Eis por que, ressuscitando no oitavo dia, nos circuncidou.
É nessa esperança que vivemos. Ouçamos o Apóstolo dizer. “Se ressuscitasses com Cristo...” [Cl 3,1] Como ressuscitamos, se ainda morremos? Que quer dizer o Apóstolo: “Se ressuscitasses com Cristo?” Acaso ressuscitariam os que não tivessem antes morrido? Mas falava aos vivos, aos que ainda não morreram ... os quais, contudo, ressuscitaram: que quer dizer?
Vede o que ele afirma: “Se ressuscitasses com Cristo, procurai as coisas que são do alto, onde Cristo está assentado à direita de Deus, saboreai o que é do alto, não o que está sobre a terra. Porque estais mortos!”

É o próprio Apóstolo quem está falando, não eu. Ora, ele diz a verdade, e, portanto, digo-a também eu... E por que também a digo? “Acreditei e por causa disto falei” [Sl 115].
Se vivemos bem, é que morremos e ressuscitamos. Quem, porém, ainda não morreu, também não ressuscitou, vive mal ainda; e se vive mal, não vive: morra para que não morra. Que quer dizer: morra para que não morra? Converta-se, para não ser condenado.
“Se ressuscitasses com Cristo”, repito as palavras do Apóstolo, “procurai o que é do alto, onde Cristo está assentado à direita de Deus, saboreai o que é do alto, não o que é da terra. Pois morrestes e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a vossa vida, aparecer, então também aparecereis com ele na glória”. São palavras do Apóstolo. A quem ainda não morreu, digo-lhe que morra; a quem ainda vive mal, digo-lhe que se converta. Se vivia mal, mas já não vive assim, morreu; se vive bem, ressuscitou.
Mas, que é viver bem? Saborear o que está no alto, não o que sobre a terra. Até quando és terra e à terra tornarás? Até quando lambes a terra? Lambes a terra, amando-a, e te tornas inimigo daquele de quem diz o Salmo: “os inimigos dele lamberão a terra” [Sl 79,9].

Que éreis vós? Filhos de homens. Que sois vós? Filhos de Deus.
Ó filhos dos homens, até quando tereis o coração pesado? Por que amais a vaidade e buscais a mentira? Que mentira buscais? O mundo.
Quereis ser felizes, sei disto. Dai-me um homem que seja ladrão, criminoso, fornicador, malfeitor, sacrílego, manchado por to- dos os vícios, soterrado por todas as torpezas e maldades, mas não queira ser feliz. Sei que todos vós quereis viver felizes, mas o que faz o homem viver feliz, isso não quereis procurar. Tu, aqui, buscas o ouro, pensando que com o ouro serás feliz; mas o ouro não te faz feliz. Por que buscas a ilusão? E com tudo o que aqui procuras, quando procuras mundanamente, quando o fazes amando a terra, quando o fazes lambendo a terra, sempre visas isto: ser feliz. Ora, coisa alguma da terra te faz feliz. Por que não cessas de buscar a mentira? Como, pois, haverás de ser feliz? “Ó filhos dos homens, até quando sereis pesados de coração, vós que onerais com as coisas da terra o vosso coração?” [Sl 4,3] Até quando foram os homens pesados de coração? Foram-no antes da vinda de Cristo, antes que ressuscitasse o Cristo. Até quando tereis o coração pesado? E por que amais a vaidade e procurais a mentira? Querendo tornar-vos felizes, procurais as coisas que vos tornam míseros! Engana-vos o que descaiais, é ilusão o que buscais.
Queres ser feliz? Mostro-te, se te agrada, como o serás. Continuemos ali adiante (no versículo do Salmo): “Até quando sereis pesados de coração? Por que amais a vaidade e buscais a mentira?” “Sabei” - o quê? – “que o Senhor engrandeceu o seu Santo” [Sl 4,3].
O Cristo veio até nossas misérias, sentiu a fone, a sede, a fadiga, dormiu, realizou coisas admiráveis, padeceu duras coisas, foi flagelado, coroado de espinhos, coberto de escarros, esbofeteado, pregado no lenho, traspassado pela lança, posto no sepulcro; mas no terceiro dia ressurgiu, acabando-se o sofrimento, morrendo a morte. Eia, tende lá os vossos olhos na ressurreição de Cristo; porque tanto quis o Pai engrandecer o seu Santo, que o ressuscitou dos mortos e lhe deu a honra de se assentar no Céu à sua direita. Mostrou-te o que deves saborear se queres ser feliz, pois aqui não o poderás ser. Nesta vida não podes ser feliz, ninguém o pode.
Boa coisa a que desejas, mas não nesta terra se encontra o que desejas. Que desejas? A vida bem-aventurada. Mas aqui não reside ela.
Se procurasses ouro num lugar onde não houvesse, alguém, sabendo da sua não existência, haveria de te dizer: “Por que estás a cavar? Que pedes à terra? Fazes uma fossa na qual hás de apenas descer, na qual nada encontrarás!”
Que responderias a tal conselheiro? “Procuro ouro”. Ele te diria: “Não nego que exista o que descias, mas não existe onde o procuras”.
Assim também, quando dizes: “Quero ser feliz”. Boa coisa queres, mas aqui não se encontra. Se aqui a tivesse tido o Cristo, igualmente a teria eu. Vê o que ele encontrou nesta região da tua morte: vindo de outros paramos, que achou aqui senão o que existe em abundância? Sofrimentos, dores, morte. Comeu contigo do que havia na cela de tua miséria. Aqui bebeu vinagre, aqui teve fel. Eis o que encontrou em tua morada.
Contudo, convidou-te à sua grande mesa, à mesa do Céu, à mesa dos anjos, onde ele é o pão. Descendo até cá, e tantos males recebendo de tua cela, não só não rejeitou a tua mesa, mas prometeu-te a sua.
E que nos diz ele?
“Crede, crede que chegareis aos bens da minha mesa, pois não recusei os males da vossa”.
Tirou-te o mal e não te dará o seu bem? Sim, da-lo-á. Pro- meteu-nos sua vida, mas é ainda mais incrível o que fez: ofereceu-nos a sua morte. Como se dissesse: “À minha mesa vos convido. Nela ninguém morre, nela está a vida verdadeiramente feliz, nela o alimento não se corrompe, mas refaz e não se acaba. Eia para onde vos convido, para a morada dos anjos, para a amizade do Pai e do Espírito Santo, para a ceia eterna, para a fraternidade comigo; enfim, a mim mesmo, à minha vida eu vos conclamo! Não quereis crer que vos darei a minha vida? Retende, como penhor a minha morte”.
Agora, pois, enquanto vivemos nesta carne corruptível, mor- ramos com Cristo pela conversão dos costumes, vivamos com Cristo pelo amor da justiça.
Não haveremos de receber a vida bem-aventurada senão quando chegarmos àquele que veio até nós, e quando começarmos a viver com aquele que por nós morreu.

DO COMENTÁRIO AO EV. DE S. JOÃO (tract. XXIV)
(P.L. 35, 1592s)


A linguagem dos milagres

Os milagres realizados por Nosso Senhor Jesus Cristo são obras divinas e convidam o espírito humano a elevar-se das coisas visíveis ao conhecimento de Deus. E como Deus não é de natureza que possa ser visto pelos olhos do corpo; e como, de outro lado, os milagres que ele realiza ao governar e administrar a Criação, tornaram-se tão comuns pela sua freqüência, que ninguém presta atenção à admirável e espantosa ação de Deus na menor semente, ele reservou-se, em sua misericórdia, a realização de certos fatos, em momentos oportunos, fora do curso habitual da natureza. Assim os homens passam a ficar admirados, presenciando fatos raros, embora não maiores do que os que se consideraram vulgares, em razão da assiduidade com que se realizam.
Governar todo o mundo é maior maravilha do que saciar cinco mil homens com cinco pães. Todavia, ninguém se admira com aquilo, mas se enche de admiração por isto, não porque seja maior, mas por- que não é freqüente.

Quem sustenta ainda hoje o universo inteiro, se não aquele que, a partir de poucas sementes, Multiplica as searas? Há aqui uma operação divina. A multiplicação de poucos grãos, de que resulta a produção das searas, é feita pelo mesmo que, nas suas mãos, multiplicou os cinco pães.
Nas irão de Cristo estava esse poder. Os cinco pães eram, de certo modo, sementes que, se não foram lançadas à terra, foram multiplicadas por aquele que fez a terra.
Foi, pois, apresentado aos sentidos um meio de, e elevar o espírito, foi dada aos olhos uma ocasião de se exercitar a inteligência, e de nos fazer contemplar, através de obras visíveis, o Deus invisível.
Mas não é a única coisa que devemos considerar nos milagres de Cristo. Perguntemos aos próprios milagres o que eles nos dizem de Cristo: se soubermos compreendê-los, veremos que eles têm a sua linguagem.
Cristo é o Verbo de Deus, e todo ato realizado pelo Verbo é para nós uma palavra.
Já notamos, pela narração feita no evangelho, a grandeza deste milagre, a multiplicação dos pães. Investiguemos agora a sua profundeza. Não nos deleitemos apenas com a aparência exterior do fato, perscrutemos seu segredo, pois o fato externo tem alguma coisa de íntimo.
Vemos, contemplamos, alguma coisa de grande, de sublime, e de inteiramente divino, pois só Deus o pode realizar, e então, pela consideração da obra, somos levados a louvar o autor. Se víssemos, em qualquer parte, uma carta muito bem escrita, não nos bastaria elogiar o copista que desenhou as letras com tanta beleza e perfeição, mas deveríamos ler o que elas exprimem. Da mesma forma, quem observa o fato, agrada-se com sua beleza, e admira seu autor; mas quem compreende o sentido faz por assim dizer a sua leitura. Uma coisa é ver uma pintura, contentar-se com ver e louvar esse trabalho. já o mesmo não se dá cem uma carta, pois somos convidados a ler o que ela diz. Quando vês uma carta e não a sabes ler, perguntas: “que está escrito aqui?” já vês algo, e todavia ainda perguntas. E aquele a quem pedes o entendimento do que vês te mostrará algo mais. Ele tem um poder de visão, tu tens outro. Será que não vês como ele os caracteres? E, no entanto, não conheces como ele os sinais. Vês e admiras; ele vê, admira e compreende...

COMENTÁRIO AO EVANGELHO DE SÃO JOÃO
(P.L. 3, 1851-1853)


“Não vós me escolhesses, eu vos escolhi” [Jo 15,16]. Eis a inefável graça! Que éramos nós quando não tínhamos ainda escolhido a Cristo, e por isso não o amávamos? Como poderia amá-lo aquele que não o escolheu? Acaso já ocorria conosco o que se canta no Salmo: “escolhi, antes, ser humilde na casa do Senhor do que habitar nas moradas dos pecadores” [Sl 83,11]? Não, decerto. Que éramos, senão iníquos e perdidos? Nem sequer tínhamos acreditado nele, para sermos por ele escolhidos. Se nós escolhemos já acreditando nele, eram escolhidos os que escolhia. Ele disse, porém: “não fostes vós que me escolhesses”. Porque foi “a sua misericórdia que se antecipou a nós” [Sl 58,11].
Por aí se vê quanto é destituída de razão a maneira de raciocinar dos que defendem a presciência de Deus contra a graça de Deus. Dizem que fomos escolhidos “antes da constituição do mundo” [Ef 1,4], porque Deus previu que havíamos de ser bons, e não que ele mesmo nos haveria de fazer bens. Ora, não é isto e que diz ele, quando diz: “Não fostes vós que me escolhesses”. Se nos tivesse escolhido porque previra que havíamos de ser bons, teria igualmente previsto que nós primeiramente o havíamos de escolher. Não podíamos ser bons de outro modo. a não ser que se chamasse bom quem não escolheu o bem.

Que escolheu ele nos que não são bons? Não foram escolhidos por terem sido bons. Nunca seriam bons se não tivessem sido escolhidos. Se sustentarmos que já havia méritos, a graça já não seria graça.
A escolha é obra da graça, como diz o Apóstolo: “no tempo presente subsiste um resto, por causa da escolha da graça” [Rm 11,5]. E acrescenta: “se isto foi pela graça, não foi pelas obras; de outra sorte, a graça já não seria graça”.

Ouve-me, ó ingrato, ouve-me! “Não fostes vós que me escolhestes, mas eu que vos escolhi”. Não tens razão para dizer: fui escolhido porque já acreditava. Se acreditavas nele, já o tinhas escolhido. Mas ouve: “Não fostes vós que me escolhesses”. Não tens razão para dizer: antes de acreditar, já realizava boas ações, e por isso fui escolhido. Se o Apóstolo diz: “o que não procede da fé é pecado” [Rm 14,23], que obras boas podem existir anteriores à fé? Ao ouvir dizer: “Não fostes vós que me escolhesses”, que devemos pensar? Que éramos maus e fomos escolhidos para nos tornarmos bons pela graça de quem nos escolheu. A graça não teria razão de ser se os méritos a precedessem. Mas a graça é graça. Não encontrou méritos, foi a causa dos méritos. Vede, caríssimos, como o Senhor não escolhe os bons mas escolhe para fazer bons.
“Eu vos escolhi e vos constituí para que vades e produzais frutos, e o vosso fruto permaneça” [Jo 15,16].

Referira-se a esse fruto quando dissera: “sem mim nada podeis fazer”. Escolheu, pois, e constituiu-nos para irmos e produzir os fruto. Não tínhamos qualquer fruto que fosse a razão de ser de nossa eleição. “Para que vades e produzais fruto'. Vamos para produzir. Ele é o caminho por onde vamos, e onde nos colocou para que vamos. Em tudo se antecipou a nós a sua misericórdia. “E para que vosso fruto permaneça, a fim de que tudo o que pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda” [Jo 15,16].
Permaneça, pois, o amor. Ele mesmo será a nosso fruto. O amor agora existe em desejo e não em plena abundância, mas pelo próprio desejo que alimentarmos em nós, tudo o que pedirmos em nome do Filho unigênito no-lo concederá o Pai. Não vamos julgar que pedimos em nome do Salvador. Só podermos pedir em nome do Salvador o que convém à nossa salvação.
[...]
Constituiu-nos em situação de produzirmos fruto, isto é, de nos amarmos mutuamente. Nunca poderíamos produzir este fruto são a sua cooperação, assim como os ramos nada podem produzir sem a videira. A caridade, portanto, tal como a definiu o Apóstolo: “nascida de um coração puro, da boa consciência e da fé não fingida” [1Tm 1,5] é o nosso fruto. É como ela que nos amamos uns aos outros e que amamos a Deus.
Nunca poderíamos amar-nos mutuamente com verdadeiro amor se não amássemos a Deus. Ama o próximo como a si mesmo aquele que ama a Deus. Se não ama a Deus não se ama a si mesmo.
“Nestes dois mandamentos se compendiam toda a - Lei e os Profetas” [Mt 22,40]. É este nosso fruto, e o Senhor nos deu um preceito quanto a este fruto ao dizer-nos: “o que vos mando é isto: que vos amais uns aos outros” [Jo 15,17].

Quando o apóstolo Paulo queria recomendar os frutos do Espírito em oposição às obras da carne colocou em primeiro lugar, à maneira de cabeça, este: “o fruto do Espírito é a caridade”. Só depois enumerou os demais, nascidos e intimamente ligados à cabeça: “a alegria, a paz, a longanimidade, a benignidade, a bondade, a fé, a mansidão e a continência”.

Como pode alegrar-se convenientemente quem não ama o bem de onde procede a alegria? Como se pode ter verdadeira paz, senão com aquele a quem, verdadeiramente se ama? Como se pode perseverar no bem com longanimidade se não se ama com intensidade? Quem pode ser benigno se não ama aquela a quem corre? Quem pode ser bom se não se torna bem pela prática do amor? Quem pode ter uma fé efetiva se a caridade não faz que a mesma se acompanhe de obras? Quem pode ser utilmente manso, se o amor não moderar a ira? Quem pode conter-se e não praticar a torpeza se a caridade não o levar a amar a honestidade?
Razão tinha o bem Mestre para encarecer tanto a caridade como se fosse o seu único mandamento. Sem a caridade os outros bens não são proveitosos. Mas a caridade, por sua vez, não pode existir sem os outros bens, pelos quais o homem se torna bom.


A PREDESTINAÇÃO DOS SANTOS
(c. 10 e 15: P.L. 44, 974s. 981s)


A diferença entre a predestinação a graça
[...]
Entre a graça e a predestinação existe unicamente esta diferença que a predestinação é uma preparação para a graça, e a graça é já a doação efetiva da predestinação.
E assim, o que diz o Apóstolo: “(a salvação) não provém das obras, para que ninguém se vanglorie; pois somos todos obra de Deus, criados no Cristo Jesus para realizar boas obras” [Ef 2,9s] significa a graça; mas o que segue: “as quais Deus de antemão dispôs para caminharmos nelas”, significa a predestinação, que não se pode dar sem a presciência, por mais que a presciência possa existir sem a predestinação.
Pela predestinação, Deus teve presciência das coisas que haveria de realizar; por isto; foi dito: “Ele fez o que ia ser” [Is 45 seg. os LXX]. Mas a presciência pode versar também sobre as coisas que Deus não faz, como o pecado - de qualquer espécie que seja. Embora haja pecados que são castigos de outros pecados, conforme foi dito: “entregou-os Deus a uma mentalidade depravada, para que fizessem o que não convinha” [Rm 1,28], não há nisto pecado per parte de Deus, mas justo juízo. Portanto, a predestinação divina, que versa sobre o que é bom, e uma preparação, para graça, como já disse, sendo que a graça é efeito da predestinação. Por isto, quando Deus prometeu a Abraão a fé de muitos povos, dentro de sua descendência, disse: “eu te fiz pai de muitas nações” [Gn 17,4s], e o Apóstolo comenta: “assim é em virtude da fé, para que, por graça, seja a promessa estendida a toda a descendência” [Rm 4,16]: a promessa não se baseia na nossa vontade mas na predestinação.
Deus prometeu, não o que os homens realizam, mas o que Ele mesmo havia de realizar. Se os homens praticam boas obras no que se refere ao culto divino, provém de Deus cumprirem eles o que lhes mandou, não provém deles que Deus cumpra o que prometeu; de outro modo, teria provindo da capacidade humana, e não do poder divino, que se cumprissem as divinas promessas, irias em tal caso os homens teriam dado a Abraão o que Deus lhe prometera! Não foi assim que Abraão creu; ele “creu, dando glória a Deus e convencido de que Deus era poderoso para realizar sua promessa” [Rm 4,21]. O Apóstolo não emprega o verbo “predizer” ou “pré conhecer” (na verdade Deus é poderoso para predizer e pré-conhecer as coisas), mas ele diz: “poderoso para realizar”, e portanto, não obras alheias, mas suas.
Pois bem; porventura prometeu Deus a Abraão que em sua descendência haveria as boas obras dos povos, como coisa que Ele realiza, sem prometer também a fé - como se esta fosse obra dos homens? E então Ele teria tido, quanto a essa fé, apenas “presciência”? Não é certamente o que diz o Apóstolo, mas sim que Deus prometeu a Abraão filhos, os quais seguiriam suas pisadas no caminho da fé: isto o afirma claríssimamente.
[...]
Jesus Cristo, exemplar supremo da predestinação
O mais ilustre exemplar da predestinação e da graça é o próprio Salvador do mundo, mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo. Pois para chegar a ser tudo isto, com que méritos anteriores - seja de obras, seja de fé - pôde contar a natureza humana que nele reside?
Peço que me responder: aquele homem [A palavra “homem” significa aqui, conforme se vê pelo contexto que “natureza humana”, embora não no sentido genérico desta expressão] que foi assumido, em unidade de pessoa, pelo Verbo eterno com o Pai, para ser Filho Unigênito de Deus, de onde mereceu isto? Houve algum mérito que tivesse ocorrido antes? Que fez ele, que creu, que pediu previamente para chegar a tal inefável excelência? Não foi acaso pela virtude e assunção do mesmo Verbo que aquele homem, desde que, começou a existir, começou a ser Filho único de Deus? Não foi acaso o Filho único de Deus aquele que a mulher, cheia de graça, concebeu? Não foi o único Filho de Deus quem nasceu da Virgem Maria, por obra do Espírito Santo, sem a concupiscência da carne e por graça singular de Deus? Acaso se pôde temer que aquele homem chegasse a pecar, quando crescesse na idade e usasse o livre arbítrio? Acaso carecia de vontade livre ou não era esta tanto mais livre, nele, quanto mais impossível que estivesse sujeita ao pecado? Todos estes dons, singularmente admiráveis, e outros ainda, que se possam dizer, em plena verdade, serem dele, recebeu-os de maneira singular, nele, a nossa natureza humana sem que houvesse quaisquer merecimentos precedentes.
Interpele então alguém a Deus e diga-lhe: “por que também não sou assim?” E se, ouvindo a repreensão: “ó homem, quem és tu para pedires contas a Deus” [Rm 9,20], ainda persistir interpelando, com maior imprudência: “por que ouço isto: ó homem, quem és tu? pois se sou o que estou escutando, isto é, homem - como o é aquele de quem estou falando - por que não hei de ser o mesmo que ele?” Pela graça de Deus ele é tão grande e tão perfeito! E por que é tão diferente a graça, se a natureza é igual? Certamente, não existe em Deus acepção de pessoas [Cl 3,25]: quem seria o louco, já nem digo o cristão, que o pensasse?
Fique manifesta, portanto, para nós, naquele que é nossa cabeça, a própria fonte da graça que se difunde por todos os seus membros, conforme a medida de cada um. Tal é a graça, pela qual se faz cristão um homem desde o momento em que principia a crer; e pela qual o homem unido ao Verbo, desde o primeiro momento seu, foi feito Jesus Cristo. Fique manifesto que essa graça é do mesmo Espírito Santo, por obra de quem Cristo nasceu e por obra de quem cada homem renasce; do mesmo Espírito Santo, por quem se verificou a isenção de pecado naquele homem e por quem se verifica em nós a remissão dos pecados.
Deus, sem dúvida, teve a presciência de que realizaria tais coisas. É esta a predestinação dos santos, que se manifesta de modo mais eminente no Santo dos santos; quem poderia negá-lo, dentre os que entendem retamente os ensinamentos da verdade? Pois sabemos que também o Senhor da glória foi predestinado, enquanto homem tornado Filho de Deus. Proclama-o o Doutor das Gentes no começo de suas epístolas: “Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para ser apóstolo, escolhido para o Evangelho de Deus, que Ele de antemão havia prometido por meio dos profetas, nas santas Escrituras, acerca de seu Filho o que nasceu da estirpe de Davi segundo a carne e foi constituído Filho de Deus, poderoso segundo O Espírito de santidade desde sua ressurreição entre os mortos” [Rm 1,1-4]. Jesus foi, portanto, predestinado: aquele que segundo a carne haveria de ser filho de Davi seria também Filho de Deus poderoso, segundo o Espírito da santificação pois nasceu do Espírito Santo e da Virgem.

DO COMENTÁRIO AO SALMO 125
(P.L. 37, 1665)

A ajuda recíproca
Vemos às vezes que um rico é pobre, e o pobre pode oferecer-lhe E préstimos. Eis, chega alguém à beira de um rio, e quanto tem de posses tem de delicado: não conseguirá atravessar; se tira a roupa para nadar, teme resfriar-se, adoecer, morrer... Chega um pobre, mais robusto e preparado. Ajuda o rico a atravessar, faz es- mola ao rico.
Portanto, não se considerem pobres somente os que não têm dinheiro. Observe cada um em que é pobre, porque talvez seja rico sob outro aspecto e possa prestar ajuda. Talvez possas ajudar alguém com teus braços e até mais do que se o ajudasses com teu dinheiro. Aquele lá precisa de um conselho e tu sabes dá-lo; nisto ele é po- bre e és rico, e então nada tens a perder- dá-lhe um. bom conselho e faz-lhe tua esmola.
Neste momento, irmãos, enquanto falo convosco, sois como mendigos diante de Deus. Deus é quem nos dá, e nós damos a vós; todos recebermos dele, o único rico.
Assim procede o corpo de Cristo, assim se entrelaçam seus membros e se unir, na caridade e no vínculo da paz: quando alguém possui e sabe dar a quem não possui. No que tens, és rico; e é pobre quem não tem isso.
Amai-vos pois, e querei-vos bem. Não cuideis apenas de vós iremos, pensai nos precisados que vos rodeiam. E embora isto acarrete fadigas e sofrimentos, nesta vida, não percais a coragem: semeai nas lágrimas, colhereis na alegria. Pois não é assim, irmãos meus? O agricultor, quando lavra a terra e põe as sementes, não está às vezes receoso do vento frio eu da chuva? Olha o céu e o vê ameaçador; treme de frio, mas vai em frente e semeia, pois receia que, esperando um dia sereno, passe o tempo e já não possa semear. Não vossas boas obras, irmãos! Semeai no inverno, semeai boas obras iremos quando chorais, pois 'quem semeia nas lágrimas, colhe na alegria" [Sl 125,5].

O CANTO DO ROUXINOL


A paz do Senhor a todos, espero que estejam muito bem, pois com Jesus tudo sempre vai muito bem.Charles Spurgeon ouviu, certa vez, que em determinado local da Inglaterra os rouxinóis cantavam de maneira mais graciosa que em qualquer outra parte do mundo. Ele resolveu viajar até este lugar para poder comprovar por si mesmo.

Ele reservou um quarto em uma pousada e lhe informaram: “Quando começar a escurecer, olhe para o espinheiro em frente. Você verá um rouxinol. Você ouvirá sua canção.” Mas ao aproximar-se a noite, o tempo esfriou e começou a chover.

Spurgeon perdeu as esperanças de ouvir o pássaro. De repente, ele ouviu a bela e emocionante canção do rouxinol, clara e doce. Ele olhou pela janela. Lá, pousado no espinheiro, debaixo de uma chuva torrencial, o pequeno pássaro estava erguendo sua voz em uma canção verdadeiramente linda.

Ele comentou: “Era tão doce e tão bonito que eu não creio que possa escutar algo tão comovente até ouvir os anjos cantarem.” A seguir, refletiu Spurgeon: “O Deus do rouxinol é o Deus que eu sirvo. Mesmo na escuridão, sentindo frio, na chuva ou entre espinhos, Ele pode me levar a entoar belas canções”.

Pense nisso…

A despeito das adversidades o rouxinol não deixou de usar o talento recebido, produzindo, entre circunstâncias desfavoráveis, um momento de raro esplendor.

Quantas vezes basta um pequeno problema familiar, um aborrecimento no trabalho, uma simples dor de cabeça para dizermos que não temos ânimo para louvar a Deus e que não sentimos vontade de orar.

Também nas horas difíceis, precisamos mostrar o quanto somos gratos ao Senhor e o quanto reconhecemos seu amor por nós.
Se você está passando por aflições, cante para Deus. Se a sua vida lhe parece escura e tempestuosa, levante seus olhos para cima e diga: “Senhor, eu confio em Ti”.

Logo a chuva passará, o sol voltará a brilhar e dos momentos sombrios permanecerá apenas o canto de gozo de seu coração.
Há milhares de coisas, em nosso dia a dia, que se transformam em algemas, quando proferimos maldições e frases pessimistas. Enquanto poderíamos usá-las como instrumentos de aprendizagem se apenas mudássemos nossa atitude!

Quando louvamos demonstramos nossa fé e impulsionamos o mundo espiritual a nosso favor.

AT 16:25-26 diz: “E, perto da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus, e os outros presos os escutavam. E de repente sobreveio um tão grande terremoto, que os alicerces do cárcere se moveram, e logo se abriram todas as portas, e foram soltas as prisões de todos”.

Quando eles oravam e cantavam hinos a Deus, sobreveio um terremoto, as correntes se quebraram, os alicerces do cárcere se moveram, as portas se abriram e todos foram soltos…

Quando oramos e louvamos a Deus, independentemente da situação, o Senhor move barreiras, provoca terremotos a nosso favor….
E todos ao nosso redor são beneficiados com nossa vitória!
Não apenas você, mas todos de sua casa!

Lembre-se que independente do clima, se faz frio ou calor, os pássaros, pela manhã são os primeiros a cantar e são os seres mais livres de cuidados que conhecemos.

Cante também à noite… Cantar é a última coisa que fazem os pássaros,quando já completaram seu trabalho diário, quando deram o último vôo do dia e apanharam seu último bocado.

No ramo mais alto, eles cantam um canto de louvor.
Se os pássaros, que não possuem entendimento, louvam, o que te impede de louvar?

No Salmo 150, versículo 6, a Palavra nos diz: – “Tudo quanto tem fôlego louve ao SENHOR”.

Pense nisso…

Faça como os pássaros que na chuva ou no sol, no frio ou no calor, sempre tem um cântico a entoar…

Creia que através de seu louvor sincero, Deus estará te dando a vitória…
Um grande abraço,
Fiquem na paz do Senhor.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Usos & Costumes I

Vestimenta

Algumas denominações dão um valor excessivo ao chamado Uso & Costume, a ponto de excluir do rol de membros irmãos que não se enquadram na visão dos seus fundadores ou teólogos. À luz da Bíblia é impossível afirmar que a mulher ou o homem não deve usar determinada vestimenta.




O homem no princípio de sua existência andava nu, Gn 2.25. As primeiras roupas que usou eram feitas de peles de animais, Gn 3.21. Subseqüentemente os materiais empregados no fabrico de vestimentas eram a lã, Gn 31.19; Lv 13.47; Jó 31.20, o linho, Ex 11.31; Lv 16.4, o linho fino, Gn 41.42, e finíssimo, Lc 16.19, a seda, Ez 14.10,13; Ap 18.12, o saco de cilício, Ap 6.12, e as peles de camelo, Mt 3.4. As peças essenciais dos trajes do homem e da mulher eram duas: Uma túnica, espécie de camisa de mangas curtas, chegando até aos joelhos, Gn 37.3; 2Sm 13.18, às vezes tecida de alto a baixo e sem costura, Jo 19.23, 24, cingida por um cinto; eram iguais para ambos os sexos, a diferenciação estava no estilo e na forma de usá-las. Outra peça consistindo em um manto, Rt 3.15; 1Rs 11.30; At 9.39, feito de um pano de forma quadrada, guarnecido de fitas, Nm 15.38; Mt 23.5. Punha-se sobre o ombro esquerdo, passando uma das extremidades por cima ou por baixo do braço direito. A parte inferior do baixo manto chama-se orla, Ag 2.12; Zc 8.23. As vestes dos profetas eram de peles de ovelhas, ou de cabritos, 2Rs 1.8; Zc 3.4; Hb 11.37, e também de peles de camelo, Mt 3.4. Outra peça de roupa era às vezes usada entre a túnica e a manta, por pessoas de distinção, e oficialmente pelo sumo sacerdote, Lv 8.7; 1Sm 2.19; 18.4; 24.4; 2Sm 13.18; 1Cr 15.27; Jó 1.20. Era uma veste comprida sem mangas, apertada na cinta. Os cintos serviam para facilitar os movimentos do corpo e eram feitos de couro, linhos crus ou finos, 2 Rs 1.8; Jr 13.1; Ez 16.10, muitas vezes bem elaborados com decorações artísticas, Ex 18.39; 39.29; Dn 2.5; Ap 1.13. A espada era levada à cinta e o dinheiro também, Jz 3.16; 1Sm 25.13; Mt 10.9. Fora de casa traziam sandálias, sapato rudimentar, feitas com uma sola de madeira ou de couro, Ex 16.10, apertadas aos pés nus por meio de correias, passando pelo peito do pé e à roda dos artelhos, Gn 14.23; Is 5.27; At 12.8. O povo comum andava com a cabeça descoberta. Às vezes traziam turbantes, Jó 29.14; Is 3.20; Ez 23.20. O véu era usado pelas mulheres em presença de pessoas estranhas, Gn 24.65; Ct 5.7, se bem que muitas vezes elas saíam com as faces descobertas, Gn 24.16; 26.8.

Os santos são sensíveis à voz do Espírito Santo e antes de usar determinadas vestes, procuram conhecer a vontade de Deus. Não é conveniente ao homem usar roupas sabidamente femininas.

As mulheres devem vestir-se com sabedoria visando apenas a edificação do próximo, jamais, despertar a sensualidade ou desejos lascivos. Vestes transparentes, decotes profundos, saias e blusas curtas, calças apertadas (justas) e toda a espécie de roupas que mostram ou marcam o corpo despertando a sensualidade devem ser rejeitadas. É preciso cuidado com os extremos, o uso de vestidos e saias cobrindo os tornozelos, blusas com mangas até os pulsos e golas à altura do pescoço; não é sinal de santidade, geralmente desperta a rejeição no próximo impedindo que exalemos o bom perfume de Cristo.

O uso de roupas de "marca" ou "etiqueta" de modo geral é um canal aberto para o devorador (são caríssimas) e que desperta no coração a vaidade. Basicamente, quem usa uma roupa de griffe o faz para que o próximo veja. A moda não é feita para o povo de Deus, que devem optar pela simplicidade de aços, a exemplo de nosso Senhor.

"Quero também que as mulheres sejam sensatas e usem roupas decentes e simples. Que elas se enfeitem, mas não com penteados complicados, nem com jóias de ouro ou de pérolas, nem com roupas caras! Que se enfeitem com boas ações, como devem fazer as mulheres que dizem que são dedicadas a Deus!" 1 Tm 2:9,10

Jóias e Maquiagem


O uso de jóias e bijuterias não é errado, no entanto, é preciso que sejam sensatos. Os servos de Deus não deve assemelhar-se à uma "perua". A ostentação é um pecado.
O uso de maquiagem não é condenado por Deus, no entanto, às mulheres precisam ser sensíveis ao Espírito e não optar por nada demasiadamente pesado. O equilibro se aplica também a esta área.

"Não procure ficar bonita usando enfeites, penteados exagerados, jóias ou vestidos caros." 1Pe 3.3

Finalizando, medite:
"Todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm; todas são lícitas, mas nem todas edificam. Ninguém busque o seu próprio interesse, e sim o de outrem." 1Co 10.23,24

Elias R. de Oliveira
Bibliografia: D. Bíblia John Davis

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

PROGRAMAÇÃO ORIENTADA A OBJETO

Introdução

Existem no mercado muitos livros e outras referências bibliográficas apresentando os conceitos da Tecnologia de Objetos e os benefícios de sua utilização. Além disso, a grande maioria dos softwares comerciais, especialmente os do ambiente Windows, já incorporam características orientadas a objetos. Porém, ainda percebe-se muito ceticismo na comunidade de profissionais de desenvolvimento de sistemas organizacionais. Em parte pela falta de cultura na utilização de metodologias, e muitas vezes por não acreditarem que é possível aplicar os conceitos OO em suas empresas.

São comuns casos em que se aplica análise baseada em objetos para especificação do sistema, mas a implementação é feita em um ambiente que não suporta a orientação a objetos. Em outros casos, parte-se de uma definição tradicional de sistema e o software é construído com uso de algum mecanismo de orientação a objetos, porém sem respeitar uma arquitetura verdadeiramente orientada a objetos. Em ambas as situações, não se obtêm todos os benefícios associados à Tecnologia de Objetos, e as iniciativas acabam sendo consideradas frustrantes ou pouco vantajosas.

A fim de se alcançar tais benefícios, é necessária a aplicação da orientação a objetos em todo o ciclo de desenvolvimento do sistema. Para tanto, obviamente, é preciso um completo entendimento da tecnologia e a obtenção de respostas para questões não abordadas pela bibliografia disponível.



Programação Orientada a Objetos

Programação orientada a objetos (POO) é uma metodologia de programação adequada ao desenvolvimento de sistemas de grande porte, provendo modularidade e reusabilidade. A POO introduz uma abordagem na qual o programador visualiza seu programa em execução como uma coleção de objetos cooperantes que se comunicam através de mensagens. Cada um dos objetos é instância de uma classe e todas as classes formam uma hierarquia de classes unidas via relacionamento de herança. Existem alguns aspectos importantes na definição de POO:

Usa objetos, e não funções ou procedimentos como seu bloco lógico fundamental de construção de programas

Objetos comunicam-se através de mensagens

Cada objeto é instância de uma classe

Classes estão relacionadas com as outras via mecanismos de herança

Programação orientada a objetos dá ênfase à estrutura de dados, adicionando funcionalidade ou capacidade de processamento a estas estruturas. Em linguagens tradicionais, a importância maior é atribuída a processos, e sua implementação em subprogramas. Em uma linguagem como Pascal, procedimentos ativos agem sobre dados passivos que foram passados a eles. Em linguagens orientadas a objetos, ao invés de passar dados a procedimentos, requisita-se que objetos realizem operações neles próprios.

Alguns aspectos são fundamentais na definição de programação orientada a objetos, que serão devidamente investigados neste trabalho:

Abstração de dados

Objetos

Mensagens

Classes

Herança

Polimorfismo

Objetos

Na visão de uma linguagem imperativa tradicional (Pascal, C, COBOL, etc.), os objetos aparecem como uma única entidade autônoma que combina a representação da informação (estruturas de dados) e sua manipulação (procedimentos), uma vez que possuem capacidade de processamento e armazenam um estado local. Pode-se dizer que um objeto é composto de:

Propriedades: são as informações, estruturas de dados que representam o estado interno do objeto. Em geral, não são acessíveis aos demais objetos.

Comportamento: conjunto de operações, chamados de métodos, que agem sobre as propriedades. Os métodos são ativados (disparados) quando o objeto recebe uma mensagem solicitando sua execução. Embora não seja obrigatório, em geral uma mensagem recebe o mesmo nome do método que ela dispara. O conjunto de mensagens que um objeto está apto a receber está definido na sua interface.

Identidade: é uma propriedade que diferencia um objeto de outro; ou seja, seu nome.

Enquanto que os conceitos de dados e procedimentos são freqüentemente tratados separadamente nas linguagens de programação tradicionais, em POO eles são reunidos em uma única entidade: o objeto. A figura 1.1 apresenta uma visualização para um objeto.

Figura 1.1. Representação para um objeto



No mundo real não é difícil a identificação de objetos (em termos de sistemas, objetos são todas as entidades que podem ser modeladas, não apenas os nossos conhecidos objetos inanimados). Como exemplo, em uma empresa pode-se identificar claramente objetos da classe empregado.

Um empregado possui uma identidade própria, seu nome: José da Silva. Possui também propriedades como: endereço, idade, dependentes, salário, cargo, entre outras. O comportamento pode ser determinado por operações como: aumentar salário, listar dependentes e alterar cargo. As propriedades somente podem ser manipuladas através das operações definidas na interface do objeto, de modo que a forma de armazenamento das propriedades e a implementação das operações são desconhecidas pelas outras entidades externas (encapsulamento de informações).

Figura 1.2. O objeto "Empregado"

Benefícios proporcionados pelos objetos:

Uma vez que objetos utilizam o princípio da abstração de dados, o encapsulamento de informação proporciona dois benefícios principais para o desenvolvimento de sistemas:

Modularidade: o código fonte para um objeto pode ser escrito e mantido independentemente da código fonte de outros objetos. Além disso, um objeto pode ser facilmente migrado para outros sistemas.

Ocultamento de informação: um objeto tem uma interface pública que os outros objetos podem utilizar para estabelecer comunicação com ele. Mas, o objeto mantém informações e métodos privados que podem ser alterados a qualquer hora sem afetar os outros objetos que dependem dele. Ou seja, não é necessário saber como o objeto é implementado para poder utilizá-lo.

Mensagens

Um objeto sozinho não é muito útil e geralmente ele aparece como um componente de um grande programa que contem muitos outros objetos. Através da interação destes objetos pode-se obter uma grande funcionalidade e comportamentos mais complexos.

Objetos de software interagem e comunicam-se com os outros através de mensagens. Quando o objeto A deseja que o objeto B execute um de seus métodos, o objeto A envia uma mensagem ao objeto B. Algumas vezes o objeto receptor precisa de mais informação para que ele saiba exatamente o que deve fazer; esta informação é transmitida juntamente com a mensagem através de parâmetros.

Uma mensagem é formada por três componentes básicos:

o objeto a quem a mensagem é endereçada (receptor)

o nome do método que se deseja executar

os parâmetros (se existirem) necessários ao método

Classe

"É a definição dos atributos e funções de um tipo de objeto. Cada objeto individual é então criado com base no que está definido na classe. Por exemplo, homo sapiens é um classe de mamífero; cada ser humano individual é um objeto dessa classe."

Objetos de estrutura e comportamento idênticos são descritos como pertencendo a uma classe, de tal forma que a descrição de suas propriedades pode ser feita de uma só vez, de forma concisa, independente do número de objetos idênticos em termos de estrutura e comportamento que possam existir em uma aplicação. A noção de um objeto é equivalente ao conceito de uma variável em programação convencional, pois especifica uma área de armazenamento, enquanto que a classe é vista como um tipo abstrato de dados, uma vez que representa a definição de um tipo.

Cada objeto criado a partir de uma classe é denominado de instância dessa classe. Uma classe provê toda a informação necessária para construir e utilizar objetos de um tipo, cada instância pertence a uma classe e uma classe pode possuir múltiplas instâncias. Devido ao fato de todas as instâncias de uma classe compartilharem as mesmas operações, qualquer diferença de respostas a mensagens aceitas por elas, é determinada pelos valores das variáveis de instância.

Figura 2. Relacionamento entre classes e objetos

A Figura 2. ilustra o relacionamento entre classes e objetos. Cada objeto instanciado a partir de uma classe possui as propriedades e comportamento definidos na classe, da mesma maneira que uma variável incorpora as características do seu tipo. A existência de classes proporciona um ganho em reusabilidade. pois o código das operações e a especificação da estrutura de um número potencialmente infinito de objetos estão definidos em um único local, a classe. Cada vez que um novo objeto é instanciado ou que uma mensagem é enviada, a definição da classe é reutilizada. Caso não existissem classes, para cada novo objeto criado, seria preciso uma definição completa do objeto.

Metaclasses

Uma metaclasse é uma classe de classes. Pode-se julgar conveniente que, em uma linguagem ou ambiente, classes também possam ser manipuladas como objetos. Por exemplo, uma classe pode conter variáveis contendo informações úteis, como:

o número de objetos que tenham sido instanciados da classe até certo instante;

um valor médio de determinada propriedade, calculado sobre os valores específicos desta propriedade nas instâncias (por exemplo, média de idade de empregados).

Benefícios proporcionados pelas classes:

O maior benefício proporcionado pela utilização das classes é a reusabilidade de código, uma vez que todos os objetos instanciados a partir dela incorporam as suas propriedades e seu comportamento.

Métodos

Um método implementa algum aspecto do comportamento do objeto. Comportamento é a forma como um objeto age e reage, em termos das suas trocas de estado e troca de mensagens.

Um método é uma função ou procedimento que é definido na classe e tipicamente pode acessar o estado interno de um objeto da classe para realizar alguma operação. Pode ser pensado como sendo um procedimento cujo primeiro parâmetro é o objeto no qual deve trabalhar. Este objeto é chamado receptor. Abaixo é apresentada uma notação possível para o envio de uma mensagem (invocação do método)

Construtores são usados para criar e inicializar objetos novos. Tipicamente, a inicialização é baseada em valores passados como parâmetros para o construtor. Destrutores são usados para destruir objetos. Quando um destrutor é invocado, as ações definidas pelo usuário são executadas, e então a área de memória alocada para o objeto é liberada. Em algumas linguagens, como C++, o construtor é chamado automaticamente quando um objeto é declarado. Em outras, como Object Pascal, é necessário chamar explicitamente o construtor antes de poder utilizá-lo.

Um exemplo de utilização de construtores e destrutores seria gerenciar a quantidade de objetos de uma determinada classe que já foram criados até o momento. No construtor pode-se colocar código para incrementar uma variável e no destrutor o código para decrementá-la.

Herança

O conceito de herança é fundamental na técnica de orientação a objetos. A herança permite criar um novo tipo de objeto - uma nova classe - a partir de outra já existente.

A nova classe mantém os atributos e a funcionalidade da classe da qual deriva; por isso, dizemos que ela "herda" as características daquela classe. Ao mesmo tempo, ela pode receber atributos e funções especiais não encontrados na classe original. Voltando ao exemplo da janela de um programa Windows, esse tipo de objeto poderia se chamar Janela. Ao criarmos um tipo de objeto para funcionar como caixa de diálogo é uma janela com atributos especiais, como a exibição de botões e opções.

O novo tipo poderia se chamar JanelaDiálogo e herdaria as características da classe Janela, recebendo também os atributos exclusivos de uma caixa de diálogo.
Uma das vantagens da herança é a facilidade de localizar erros de programação. Por exemplo, caso um objeto derivado de outro apresente um erro de funcionamento; se o objeto original funcionava corretamente, é claro que o erro está na parte do código que implementa as novas características do objeto derivado. A herança permite, também, reaproveitar o código escrito anteriormente, adaptando-o às novas necessidades.
Isso é muito importante porque os custos de desenvolvimento de software são muitos elevados. A mão-de-obra altamente especializada é cara; o processo é demorado e sujeito a ocorrências inesperadas.

Polimorfismo

Polimorfismo refere-se à capacidade de dois ou mais objetos responderem à mesma mensagem, cada um a seu próprio modo. A utilização da herança torna-se fácil com o polimorfismo. Desde que não é necessário escrever um método com nome diferente para responder a cada mensagem, o código é mais fácil de entender. Por exemplo, sem polimorfismo, para inserir um novo empregado, seria necessário o seguinte código:

Colaborador1.InsereColaborador

Gerente1.InsereGerente

Presidente1.InserePresidente

Neste caso, Colaborador1, Gerente1 e Presidente1 são objetos das respectivamente das classes Colaborador, Gerente e Presidente. Com o polimorfismo, não é necessário ter um método diferente para cada tipo de objeto. Pode-se simplesmente escrever o seguinte:

Colaborador.Insere

Gerente.Insere

Presidente.Insere

Neste exemplo, os três diferente empregados têm três diferentes métodos para ser inseridos, embora o tenha sido utilizado o método com o mesmo nome. No código para esses empregados, seria necessário escrever três métodos diferentes: um para cada tipo de empregado. O mais importante a ser observado é que as três rotinas compartilham o mesmo nome.

Outra forma simples de polimorfismo permite a existência de vários métodos com o mesmo nome, definidos na mesma classe, que se diferenciam pelo tipo ou número de parâmetros suportados. Isto é conhecido como polimorfismo paramétrico, ou sobrecarga de operadores ("overloading"). Neste caso, uma mensagem poderia ser enviada a um objeto com parâmetros de tipos diferentes (uma vez inteiro, outra real, por exemplo), ou com número variável de parâmetros. O nome da mensagem seria o mesmo, porém o método invocado seria escolhido de acordo com os parâmetros enviados.

Benefícios proporcionados pelo polimorfismo

Legibilidade do código: a utilização do mesmo nome de método para vários objetos torna o código de mais fácil leitura e assimilação, facilitando muito a expansão e manutenção dos sistemas.

Código de menor tamanho: o código mais claro torna-se também mais enxuto e elegante. Pode-se resolver os mesmos problemas da programação convencional com um código de tamanho reduzido.



Relações entre Objeto, Classe e Herança

Objetos, classes e o mecanismo de herança permitem a definição de hierarquias de abstrações, que facilitam o entendimento e o gerenciamento da complexidade dos sistemas estudados. Isto porque classes agrupam objetos com características iguais, enquanto herança estrutura classes semelhantes.

A capacidade em classificar objetos e classes concede grande poder de modelagem conceitual e classificação, podendo expressar relações entre comportamentos, tais como classificação/instanciação, generalização/especialização e agregação/composição. Facilita a compreensão humana do domínio estudado e também o desenvolvimento de programas que o satisfaça. Pode-se dizer que a grande vantagem do paradigma de objetos é a possibilidade de expressar diretamente este poder de modelagem conceitual numa linguagem de programação orientada a objetos. Assim, o modelo conceitual proposto durante a etapa de análise não se perde nas etapas de projeto e implementação. O que em geral ocorre é a sua extensão.

Classificação/Instanciação

A capacidade de classificar objetos (em classes) permite expressar relações do tipo classificação/instanciação. O relacionamento é feito a partir da observação de diversos fenômenos para categorização dos mesmos em grupos (classes), com base no conjunto de propriedades comuns a todos. Por exemplo, dois computadores, IBM PC e Machintosh, podem ser classificados como instâncias (objetos, modelos, ou espécimes) da classe (categoria) Microcomputador (Figura 3). A relação inversa é a de instanciação de uma publicação (IBM PC, por exemplo) a partir da classe Microcomputador.

Figura 3. Relação de classificação/instanciação

Generalização/Especialização

Este tipo de relação ocorre quando, a partir a observação de duas classes, abstraímos delas uma classe mais genérica. Por exemplo, as classes Microcomputador e Mainframe podem ser considerados casos especiais da classe Computador. Esta classe é considerada uma generalização das duas primeiras, que são chamadas de especializações da classe Computador (Figura 4). A idéia da generalização/especialização é a base para a classificação das espécies nas ciências naturais. Do ponto de vista de propriedades, o pressuposto é que as subclasses tenham todas as propriedades das classes de quem elas são especializações. Deve haver pelo menos uma propriedade que diferencie duas classes especializadas (subclasses) a partir da mesma classe genérica (superclasse). Este é o tipo de relação utilizado com o mecanismo de herança.

Figura 4. Relação de generalização/especialização

Composição/Decomposição

A relação de composição (ou agregação)/decomposição permite que objetos sejam compostos pela agregação de outros objetos ou componentes. Neste relacionamento, são determinados que instâncias (objetos) de uma classe são compostas por instâncias de outras classes. Essa operação é denominada decomposição e a relação inversa, a formação de uma nova classe como um agregado de classes preexistentes, é denominada composição. Por exemplo, instâncias da classe Microcomputador são compostas por, entre outras, instâncias das classes Teclado e Vídeo (Figura 5).

Figura 5. Relação de composição/decomposição

A linguagem de programação SmallTalk

Smalltalk é o único sistema de desenvolvimento de software orientado a objeto, construídos a partir de uma hierarquia de objeto inteiramente consistente. A classe objeto é a super-classe de todos os outros e define os protocolos comuns a todos os objetos no sistema. Define o comportamento default para a apresentação, cópia, comparação e inspeção de objetos. Tem a capacidade de manter as relações entre os objetos e transmitir as mensagens de um ascendentes para os seus descendentes.

A Smalltalk é projetada para que cada componente do sistema esteja acessível ao usuário (exceto o núcleo) e possa ser apresentado para observação e manipulação. É fácil modificar qualquer coisa que promove erros em Smalltalk, mas isto também a torna flexível e altamente personalizada. A interface do usuário reflete as tentativas de criar uma linguagem visual para cada objeto. Foi o primeiro ambiente que exigiu uma interação direta com o usuário utilizando um dispositivo indicador (mouse) e ainda coloca nas mãos do desenvolvedor de software um maior controle do que qualquer outro software disponível no mercado.

Avaliação da POO

A grande vantagem do paradigma de objetos é o seu caráter unificador: trata todas as etapas do desenvolvimento de sistemas e ambientes sob uma única abordagem. Nesse sentido, podemos ter análise, projeto, programação, banco de dados e ambientes orientados a objetos, eliminando as diferenças de "impedância" entre eles.

Vantagens da POO

A POO tem alcançado tanta popularidade devido às vantagens que ela traz. Entre elas podemos citar:

Reusabilidade de código

Escalabilidade de aplicações

Mantenabilidade

Apropriação

A reusabilidade de código é, sem dúvida, reconhecida como a maior vantagem da utilização de POO, pois permite que programas sejam escritos mais rapidamente. Todas as empresas sofrem de deficiência em seus sistemas informatizados para obter maior agilidade e prestar melhores serviços a seus clientes. Um levantamento feito na AT&T, a gigante das telecomunicações nos EUA, identificou uma deficiência da ordem de bilhões de linhas de código. Uma vez que a demanda está sempre aumentando, procura-se maneiras de desenvolver sistemas mais rapidamente, o que está gerando uma série de novas metodologias e técnicas de construção de sistemas (por exemplo, ferramentas CASE). A POO, através da reusabilidade de código, traz uma contribuição imensa nesta área, possibilitando o desenvolvimento de novos sistemas utilizando-se muito código já existente. A maior contribuição para reusabilidade de código é apresentada pela herança.

Escalabilidade pode ser vista como a capacidade de uma aplicação crescer facilmente sem aumentar demasiadamente a sua complexidade ou comprometer o seu desempenho. A POO é adequada ao desenvolvimento de grandes sistemas uma vez que pode-se construir e ampliar um sistema agrupando objetos e fazendo-os trocar mensagens entre si. Esta visão de sistema é uniforme, seja para pequenos ou grandes sistemas (logicamente, deve-se guardar as devidas proporções).

O encapsulamento proporciona ocultamento e proteção da informação. Acessos a objetos somente podem ser realizados através das mensagens que ele está habilitado a receber. Nenhum objeto pode manipular diretamente o estado interno de outro objeto. De modo que, se houver necessidade de alterar as propriedades de um objeto ou a implementação de algum método, os outros objetos não sofrerão nenhum impacto, desde que a interface permaneça idêntica. Isto diminui em grande parte os esforços despendidos em manutenção. Além disso, para utilizar um objeto, o programador não necessita conhecer a fundo a sua implementação.

O polimorfismo torna o programa mais enxuto, claro e fácil de compreender. Sem polimorfismo, seriam necessárias listas enormes de métodos com nomes diferentes mas comportamento similar. Na programação, a escolha de um entre os vários métodos seria realizada por estruturas de múltipla escolha (case) muito grandes. Em termos de manutenção, isto significa que o programa será mais facilmente entendido e alterado.

A herança também torna a manutenção mais fácil. Se uma aplicação precisa de alguma funcionalidade adicional, não é necessário alterar o código atual. Simplesmente cria-se uma nova geração de uma classe, herdando o comportamento antigo e adiciona-se novo comportamento ou redefine-se o comportamento antigo.

Desvantagens da POO

Apesar de das inúmeras vantagens, a POO tem também algumas desvantagens, que incluem:

Apropriação

Fragilidade

Linearidade de desenvolvimento

A apropriação é apresentada tanto como uma vantagem como uma desvantagem, porque a POO nem sempre soluciona os problemas elegantemente. Enquanto que a mente humana parece classificar objetos em categorias (classes) e agrupar essas classes em relacionamentos de herança, o que ela realmente faz não é tão simples. Em vez disso, objetos com características mais ou menos similares, e não precisamente definidas, são reunidos em uma classificação. A POO requer definições precisas de classes; definições flexíveis e imprecisas não são suportadas. Na mente humana, essas classificações podem mudar com o tempo. Os critérios para classificar objetos podem mudar significativamente. A apropriação utilizada na POO torna-a muito rígida para trabalhar com situações dinâmicas e imprecisas.

Além disso, algumas vezes não é possível decompor problemas do mundo real em uma hierarquia de classes. Negócios e pessoas têm freqüentemente regras de operações sobre objetos que desafiam uma hierarquia limpa e uma decomposição orientada a objetos. O paradigma de objetos não trata bem de problemas que requerem limites nebulosos e regras dinâmicas para a classificação de objetos.

Isto leva ao próximo problema com POO: fragilidade. Desde que uma hierarquia orientada a objetos requer definições precisas, se os relacionamentos fundamentais entre as classes chave mudam, o projeto original orientada a objetos é perdido. Torna-se necessário reanalisar os relacionamentos entre os objetos principais e reprojetar uma nove hierarquia de classes. Se existir uma falha fundamental na hierarquia de classes, o problema não é facilmente consertado. A mente humana adapta-se continuamente, e geralmente adequadamente, a situações novas. Ela encontra maneiras de classificar objetos no ambiente automaticamente. Enquanto a nossa mente tem essa capacidade, os ambientes POO não são tão bem equipados.

Em virtude dessa fragilidade, a POO requer análise e projeto frontal para assegurar que a solução é adequada. Com isto existe uma tendência em criar uma abordagem linear de desenvolvimento, em vez de cíclica. Infelizmente, alguns problemas são "perversos", o que significa que não se sabe como resolver um problema até efetivamente resolvê-lo. Tais problemas desafiam até mesmo os melhores projetistas e analistas de sistemas. Utilizar a abordagem de Desenvolvimento Rápido de Aplicações (RAD - Rapid Application Development, é utilizada pelo Delphi, SQL-Windows e outros ambientes de desenvolvimento para Windows adequados à prototipagem) com ciclos entre o projeto do protótipo, construção e realimentação do usuário é algumas vezes uma boa maneira de resolver problemas "perversos". Entretanto, a POO necessita de um projeto cuidadoso da hierarquia de classes, o que pode elevar os custos da sua utilização em um ambiente RAD.

Fonte: http://www.webartigos.com/articles/20199/1/PROGRAMACAO-ORIENTADA-A-OBJETO---POO/pagina1.html#ixzz0zoQvPuIa

PASSAGEM DE PARAMETROS EM C#

PASSAGEM DE PARAMETROS EM C#

Existem 3 tipos de passagem de parametros:

Entrada (por valor)
Entrada/Saída (por referência - ByRef/Ref )
Saída (out)

O conhecimento popular que quando um argumento é passado por valor, as alterações feitas pela função chamada não são refletidas no chamador e que quando um argumento é passado por referência, a memória é alocada pelo chamador e a função chamada pode alterar o valor passado. Adiciona-se, ainda, o fato de que ao se passar parametros de saí da (out), a memória é alocada e o valor é atribuido pela própria função de forma que este é retornado ao originador da chamada.

public void FazerCalculos(int x, ref int y, out int z){
x = 7; //não é refletido na origem
y = 7; /é refletido na origem
z = 7; //inicialização obrigatória - out.
}

public void FazerCalculos(object x, ref object y, out object z){
x = new object(); //não refletido na origem
y = new object(); //refletido na origem. Origem agora
// possui uma referencia
// a outro objeto.
// não é o mesmo que foi passado.
z = new object(); //inicialização obrigatória.
}

Legal, todos nós já estudamos isto na escola, mas gostaria de levantar um detalhe importante: algumas vezes os desenvolvedores assumem INCORRETAMENTE que se passarmos um objeto por valor para uma função, esta não pode alterar os atributos daquele objeto. Não é o caso, observe o exemplo a seguir:


using System;

namespace FunctionParameters{

class EntryPoint{
[STAThread]
static void Main(){
pessoa p = new pessoa();
UmaClasseQualquer.AlteraIdade(p);
Console.WriteLine(p.idade.ToString()); // exibe 29
}
}

class pessoa{
public int idade = 18;
}

class UmaClasseQualquer{
public static void AlteraIdade(pessoa p1){
p1.idade=29;
}
}
}


No caso acima p1 é passado por valor e a função altera o campo idade de forma que o chamador perceberá esta alteração. Logo os atributos/campos de um objeto podem sim ser alterados e isto independende da declaração dos parametros.

No caso de passarmos objetos como parâmetros, a passagem por valor indica simplesmente que se a função atribuir a variável passada a um outro objeto, o chamador mantem a referencia inicial. Se a passagem for por referencia e a função atribui a variável a outro objeto, o chamador recebe esta nova referencia quando do retorno da função.

Parametros de saída são parametros referenciados marcados com um atributo especial afim de simplificar a passagem por remoting. De fato quando o chamador e o objeto vivem em máquinas diferentes, quanto menos dados forem transmitidos pela rede a cada chamada, melhor.

Parametros passados por valor não precisam ser trasmitidos de volta, mas os parametros passados por referencia, são enviados duas vezes: do chamador para o objeto remoto e vice-versa.

Parametros de saí da são enviados somente do objeto remoto para o chamador pois são inicializados remotamente.

Temos este tipo de parametro também no VB.NET, basta usarmos o seguinte atributo na passagem por referencia:

Imports System.Runtime.InteropServices
…
Sub UsandoOutNoVb( ByRef x as Integer)
…
End Sub




Existem outros pontos interessantes sobre a passagem de parametros. Comentaremos mais em outra oportunidade.

Fonte: http://www.webartigos.com/articles/20200/1/PASSAGEM-DE-PARAMETROS-EM-C/pagina1.html#ixzz0zoPyADyL

Implementing a Remote Interface - RMI JAVA

Implementing a Remote Interface

This section discusses the task of implementing a class for the compute engine. In general, a class that implements a remote interface should at least do the following:
Declare the remote interfaces being implemented
Define the constructor for each remote object
Provide an implementation for each remote method in the remote interfaces
An RMI server program needs to create the initial remote objects and export them to the RMI runtime, which makes them available to receive incoming remote invocations. This setup procedure can be either encapsulated in a method of the remote object implementation class itself or included in another class entirely. The setup procedure should do the following:

Create and install a security manager
Create and export one or more remote objects
Register at least one remote object with the RMI registry (or with another naming service, such as a service accessible through the Java Naming and Directory Interface) for bootstrapping purposes
The complete implementation of the compute engine follows. The engine.ComputeEngine class implements the remote interface Compute and also includes the main method for setting up the compute engine. Here is the source code for the ComputeEngine class:

package engine;

import java.rmi.RemoteException;
import java.rmi.registry.LocateRegistry;
import java.rmi.registry.Registry;
import java.rmi.server.UnicastRemoteObject;
import compute.Compute;
import compute.Task;

public class ComputeEngine implements Compute {

public ComputeEngine() {
super();
}

public T executeTask(Task t) {
return t.execute();
}

public static void main(String[] args) {
if (System.getSecurityManager() == null) {
System.setSecurityManager(new SecurityManager());
}
try {
String name = "Compute";
Compute engine = new ComputeEngine();
Compute stub =
(Compute) UnicastRemoteObject.exportObject(engine, 0);
Registry registry = LocateRegistry.getRegistry();
registry.rebind(name, stub);
System.out.println("ComputeEngine bound");
} catch (Exception e) {
System.err.println("ComputeEngine exception:");
e.printStackTrace();
}
}
}
The following sections discuss each component of the compute engine implementation.

Declaring the Remote Interfaces Being Implemented

The implementation class for the compute engine is declared as follows:
public class ComputeEngine implements Compute
This declaration states that the class implements the Compute remote interface and therefore can be used for a remote object.

The ComputeEngine class defines a remote object implementation class that implements a single remote interface and no other interfaces. The ComputeEngine class also contains two executable program elements that can only be invoked locally. The first of these elements is a constructor for ComputeEngine instances. The second of these elements is a main method that is used to create a ComputeEngine instance and make it available to clients.

Defining the Constructor for the Remote Object

The ComputeEngine class has a single constructor that takes no arguments. The code for the constructor is as follows:
public ComputeEngine() {
super();
}
This constructor just invokes the superclass constructor, which is the no-argument constructor of the Object class. Although the superclass constructor gets invoked even if omitted from the ComputeEngine constructor, it is included for clarity.
Providing Implementations for Each Remote Method

The class for a remote object provides implementations for each remote method specified in the remote interfaces. The Compute interface contains a single remote method, executeTask, which is implemented as follows:
public T executeTask(Task t) {
return t.execute();
}
This method implements the protocol between the ComputeEngine remote object and its clients. Each client provides the ComputeEngine with a Task object that has a particular implementation of the Task interface's execute method. The ComputeEngine executes each client's task and returns the result of the task's execute method directly to the client.

Passing Objects in RMI

Arguments to or return values from remote methods can be of almost any type, including local objects, remote objects, and primitive data types. More precisely, any entity of any type can be passed to or from a remote method as long as the entity is an instance of a type that is a primitive data type, a remote object, or a serializable object, which means that it implements the interface java.io.Serializable.
Some object types do not meet any of these criteria and thus cannot be passed to or returned from a remote method. Most of these objects, such as threads or file descriptors, encapsulate information that makes sense only within a single address space. Many of the core classes, including the classes in the packages java.lang and java.util, implement the Serializable interface.

The rules governing how arguments and return values are passed are as follows:

Remote objects are essentially passed by reference. A remote object reference is a stub, which is a client-side proxy that implements the complete set of remote interfaces that the remote object implements.
Local objects are passed by copy, using object serialization. By default, all fields are copied except fields that are marked static or transient. Default serialization behavior can be overridden on a class-by-class basis.
Passing a remote object by reference means that any changes made to the state of the object by remote method invocations are reflected in the original remote object. When a remote object is passed, only those interfaces that are remote interfaces are available to the receiver. Any methods defined in the implementation class or defined in non-remote interfaces implemented by the class are not available to that receiver.

For example, if you were to pass a reference to an instance of the ComputeEngine class, the receiver would have access only to the compute engine's executeTask method. That receiver would not see the ComputeEngine constructor, its main method, or its implementation of any methods of java.lang.Object.

In the parameters and return values of remote method invocations, objects that are not remote objects are passed by value. Thus, a copy of the object is created in the receiving Java virtual machine. Any changes to the object's state by the receiver are reflected only in the receiver's copy, not in the sender's original instance. Any changes to the object's state by the sender are reflected only in the sender's original instance, not in the receiver's copy.

Implementing the Server's main Method

The most complex method of the ComputeEngine implementation is the main method. The main method is used to start the ComputeEngine and therefore needs to do the necessary initialization and housekeeping to prepare the server to accept calls from clients. This method is not a remote method, which means that it cannot be invoked from a different Java virtual machine. Because the main method is declared static, the method is not associated with an object at all but rather with the class ComputeEngine.
Creating and Installing a Security Manager

The main method's first task is to create and install a security manager, which protects access to system resources from untrusted downloaded code running within the Java virtual machine. A security manager determines whether downloaded code has access to the local file system or can perform any other privileged operations.
If an RMI program does not install a security manager, RMI will not download classes (other than from the local class path) for objects received as arguments or return values of remote method invocations. This restriction ensures that the operations performed by downloaded code are subject to a security policy.

Here's the code that creates and installs a security manager:

if (System.getSecurityManager() == null) {
System.setSecurityManager(new SecurityManager());
}
Making the Remote Object Available to Clients

Next, the main method creates an instance of ComputeEngine and exports it to the RMI runtime with the following statements:
Compute engine = new ComputeEngine();
Compute stub =
(Compute) UnicastRemoteObject.exportObject(engine, 0);
The static UnicastRemoteObject.exportObject method exports the supplied remote object so that it can receive invocations of its remote methods from remote clients. The second argument, an int, specifies which TCP port to use to listen for incoming remote invocation requests for the object. It is common to use the value zero, which specifies the use of an anonymous port. The actual port will then be chosen at runtime by RMI or the underlying operating system. However, a non-zero value can also be used to specify a specific port to use for listening. Once the exportObject invocation has returned successfully, the ComputeEngine remote object is ready to process incoming remote invocations.

The exportObject method returns a stub for the exported remote object. Note that the type of the variable stub must be Compute, not ComputeEngine, because the stub for a remote object only implements the remote interfaces that the exported remote object implements.

The exportObject method declares that it can throw a RemoteException, which is a checked exception type. The main method handles this exception with its try/catch block. If the exception were not handled in this way, RemoteException would have to be declared in the throws clause of the main method. An attempt to export a remote object can throw a RemoteException if the necessary communication resources are not available, such as if the requested port is bound for some other purpose.

Before a client can invoke a method on a remote object, it must first obtain a reference to the remote object. Obtaining a reference can be done in the same way that any other object reference is obtained in a program, such as by getting the reference as part of the return value of a method or as part of a data structure that contains such a reference.

The system provides a particular type of remote object, the RMI registry, for finding references to other remote objects. The RMI registry is a simple remote object naming service that enables clients to obtain a reference to a remote object by name. The registry is typically only used to locate the first remote object that an RMI client needs to use. That first remote object might then provide support for finding other objects.

The java.rmi.registry.Registry remote interface is the API for binding (or registering) and looking up remote objects in the registry. The java.rmi.registry.LocateRegistry class provides static methods for synthesizing a remote reference to a registry at a particular network address (host and port). These methods create the remote reference object containing the specified network address without performing any remote communication. LocateRegistry also provides static methods for creating a new registry in the current Java virtual machine, although this example does not use those methods. Once a remote object is registered with an RMI registry on the local host, clients on any host can look up the remote object by name, obtain its reference, and then invoke remote methods on the object. The registry can be shared by all servers running on a host, or an individual server process can create and use its own registry.

The ComputeEngine class creates a name for the object with the following statement:

String name = "Compute";
The code then adds the name to the RMI registry running on the server. This step is done later with the following statements:

Registry registry = LocateRegistry.getRegistry();
registry.rebind(name, stub);
This rebind invocation makes a remote call to the RMI registry on the local host. Like any remote call, this call can result in a RemoteException being thrown, which is handled by the catch block at the end of the main method.

Note the following about the Registry.rebind invocation:

The no-argument overload of LocateRegistry.getRegistry synthesizes a reference to a registry on the local host and on the default registry port, 1099. You must use an overload that has an int parameter if the registry is created on a port other than 1099.
When a remote invocation on the registry is made, a stub for the remote object is passed instead of a copy of the remote object itself. Remote implementation objects, such as instances of ComputeEngine, never leave the Java virtual machine in which they were created. Thus, when a client performs a lookup in a server's remote object registry, a copy of the stub is returned. Remote objects in such cases are thus effectively passed by (remote) reference rather than by value.
For security reasons, an application can only bind, unbind, or rebind remote object references with a registry running on the same host. This restriction prevents a remote client from removing or overwriting any of the entries in a server's registry. A lookup, however, can be requested from any host, local or remote.
Once the server has registered with the local RMI registry, it prints a message indicating that it is ready to start handling calls. Then, the main method completes. It is not necessary to have a thread wait to keep the server alive. As long as there is a reference to the ComputeEngine object in another Java virtual machine, local or remote, the ComputeEngine object will not be shut down or garbage collected. Because the program binds a reference to the ComputeEngine in the registry, it is reachable from a remote client, the registry itself. The RMI system keeps the ComputeEngine's process running. The ComputeEngine is available to accept calls and won't be reclaimed until its binding is removed from the registry and no remote clients hold a remote reference to the ComputeEngine object.

The final piece of code in the ComputeEngine.main method handles any exception that might arise. The only checked exception type that could be thrown in the code is RemoteException, either by the UnicastRemoteObject.exportObject invocation or by the registry rebind invocation. In either case, the program cannot do much more than exit after printing an error message. In some distributed applications, recovering from the failure to make a remote invocation is possible. For example, the application could attempt to retry the operation or choose another server to continue the operation.



Fonte: http://www.webartigos.com/articles/20201/1/Implementing-a-Remote-Interface---RMI-criado-em-JAVA/pagina1.html#ixzz0zoPNhDiR

POR QUE ESTUDAR TEOLOGIA ?

O primeiro motivo para estudarmos teologia é para aprendermos a pensar. Vivemos dias em que se aceita " tudo " em termos de mensagens e ensino de todos – pregadores, mestres e leigos – sem qualquer questionamento. E quando aprendemos a pensar, questionar e tirar conclusões das verdades bíblicas estamos como que a "filtrar" o que ouvimos ( 1Ts 5.21 ) e assim, amadurecemos como cristãos. Pensar por si só sem a ajuda de outrem, exceto do Espírito Santo, me parece um bom método para se interpretar e estudar as escrituras. Interpretar à luz do Espírito Santo se acautelando de depender de comentários ( usar os trabalhos e estudos de outros é bom, economiza-nos o tempo mas, depender deles é mortal ) é um bom príncipio a ser seguido.

A razão mais importante para estudar teologia é que ela nos capacita a obedecer à ordem de Jesus de ensinar os crentes a observar tudo que ele ordenou : "Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que lhes ordenei. E eu estarei com vocês sempre, até o fim dos tempos" ( Mt 28.19-20 ).

Ensinar todas as coisas que Jesus ordenou significa mais que meramente ensinar as palavras que ele falou enquanto andava neste mundo.

Lucas sugere que o livro de Atos dos Apóstolos contém a história do que Jesus continuou a fazer e a ensinar por intermédio dos Apóstolos, após a ressurreição ( At 1.1s ). Tudo que Jesus ordenou também pode incluir as cartas, visto que elas foram escritas sob a supervisão do Espírito Santo e também foram consideradas "mandamento do SENHOR" ( 1Co 14.37; v.tb.Jo 14.26; 16.13; 1Ts4.15; 2Pe 3.2; Ap1.1-3 ). Assim, em sentido mais amplo, tudo o que Jesus ordenou inclui todo o N.T.

Além disso, quando consideramos que os escritos do N.T. provam a absoluta confiança que Jesus e os escritores do N.T. tinham na autoridade e confiabilidade das escrituras do A.T. como palavras de Deus, torna-se evidente que não podemos ensinar tudo o que Jesus ordenou sem também incluir tudo do A.T.

A tarefa do cumprimento da grande comissão inclui, portanto, não somente a evangelização, mas também o ensino . E a tarefa de ensinar tudo o que Jesus nos ordenou é ensinar o que a totalidade da bíblia nos diz hoje. Aqui é onde a TEOLOGIA se torna necessária: para que aprendamos eficazmente e ensinemos outros o que a totalidade da bíblia diz, é necessário coletar e sintetizar todas as passagens da escritura sobre um assunto específico .

Pelo fato de que ninguém terá tempo para estudar o que a bíblia toda diz a respeito de uma questão doutrinária que possa ser levantada, é muito útil ter o benefício do trabalho de outros que têm pesquisado a escritura e descoberto respostas para vários tópicos. Portanto, a TEOLOGIA é necessária para ensinar o que a bíblia diz porque, em primeiro lugar , somos finitos em nossa memória e no tempo que temos disponível. Em segundo lugar, porque ela nos capacita a ensinar a nós próprios e a outros sobre a totalidade do que a bíblia diz, cumprindo assim a segunda parte da Grande Comissão.

OS BENEFÍCOS DA TEOLOGIA PARA A NOSSA VIDA

Embora a razão básica para estudar teologia seja que ela é um meio de obediência à ordem de nosso Senhor, há alguns benefícios adicionais que surgem de tal estudo.

Primeiro, estudar teologia ajuda-nos a derrotar nossas idéias erradas. Por haver pecado em nosso coração e porque temos conhecimento incompleto da bíblia, todos nós de vez em quando resistimos ou nos recusamos a aceitar certos ensinos da escritura. Por exemplo, podemos ter somente um entendimento vago a respeito de certa doutrina, o que torna mais fácil resistir a ela, ou talvez saibamos apenas um versículo a respeito do tópico e então tentamos atenuá-la.

É de grande ajuda para nós sermos confrontados com o peso total do ensino da escritura sobre um assunto de forma que sejamos prontamente persuadidos mesmo contra nossas inclinações iniciais erradas.

Segundo, estudar teologia ajuda-nos a ser capazes de tomar decisões melhores mais tarde sobre questões doutrinárias que possam surgir. Não podemos saber que novas controvérsias doutrinárias trarão a tona no futuro. Essas novas controvérsias algumas vezes poderão incluir perguntas que ninguém havia enfrentado antes. Para responder de maneira apropriada a essas questões, os cristãos deverão perguntar : "o que a totalidade da bíblia diz sobre o assunto ?" quaisquer que sejam as novas controvérsias doutrinárias nos anos futuros, os que tiverem aprendido bem a TEOLOGIA SISTEMÁTICA serão muito mais hábeis para responder as novas questões que surgirão. Isso se deve à grande consistência da bíblia; tudo o que a bíblia diz é de alguma forma relacionado a tudo mais que ela diz. Assim, as novas questões serão relacionadas a muito do que já tem sido aprendido da bíblia. Quanto mais minunciosamente o material anterior tiver sido aprendido, mais capazes seremos de tratar essas novas questões.

Esse benefício se estende de maneira mais ampla . Enfrentamos problemas em aplicar a escritura à vida em muito mais contextos que as discussões doutrinárias formais .O que a bíblia ensina a respeito do relacionamento entre marido e mulher ? A respeito de como criar os filhos ? A respeito de testemunhar a um colega de trabalho ? Que princípios a escritura nos dá ao estudarmos psicologia, economia e ciências naturais ? Como ela nos orienta em relação a gastar o nosso dinheiro, poupá-lo ou dizimá-lo ? A bíblia nos dá princípios que se aplicam a cada área de nossa vida, e os que aprenderem bem os ensinos teológicos da bíblia serão muito mais capazes de tomar decisões que agradem a DEUS nessas áreas práticas da ética também.

Terceiro, estudar teologia sistemática nos ajudará a crescer como cristãos. Quanto mais conhecemos a respeito de DEUS, a respeito de sua palavra, a respeito de seu relacionamento com o mundo e a humanidade, maior será a nossa confiança nele, mais plenamente o louvaremos e mais profundamente obedeceremos a ele. Estudar teologia sistemática de maneira correta nos fará cristãos maduros. Se isso não acontecer, é porque não estamos estudando do modo que DEUS quer.

De fato, a bíblia muitas vezes conecta sã doutrina com maturidade na vida cristã. Paulo fala de " ensino que é segundo a piedade " ( 1 Tm 6.3 ) e diz que sua obra como apóstolo é " levar os eleitos de Deus à fé e ao conhecimento da verdade que conduz à piedade " ( Tt1.1 ). Por contraste, ele indica que toda espécie de desobediência e imoralidade é contrária à sã doutrina ( 1 Tm 1.10 ).

REFERÊNCIAS



GRUDEM, Wayne.Manual de Teologia Sistemática.São Paulo:Ed.Vida,2001.

FINNEY, Charles Grandison.Uma Vida Cheia do Espírito.Belo Horizonte:Ed.Betânia,1998.



Fonte: http://www.webartigos.com/articles/7089/1/Por-Que-Estudar-Teologia/pagina1.html#ixzz0zoNWUfpq

PALESTRAS EM ESCATOLOGIA BIBLICA






1.AS DEFINIÇÕES

ESCATOLOGIA ( grego=eschatos, "último", e logos, "assunto", ou seja, "a doutrina das úlitmas coisas"). A Escatologia Bíblica diz respeito não apenas ao destino do indivíduo, mas também se preocupa com a história. Isso se deve ao caráter particular de revelação da Bíblia. Deus não somente se revela por meio dehomens divinamente movidos, mas também em e mediante os acontecimentos da história redentiva, o mais da qual é o advento e a vida do seu filho, Jesus Cristo. Além disso, o conteúdo dessa revelação não se limita as verdades acerca do caráter e dos propósitos de Deus , mas inclui igualmente suas ações redentoras na história, bem como a palavra inspirada, que interpreta a significação dessas ações. Visto que Deus é o Senhor da história, a consumação da obra redentora de Deus, incluirá a redenção da própria história.
"ENTRETANTO, o Espírito Santo nos diz claramente que nos últimos tempos alguns na igreja se desviarão de Cristo e se tornarão seguidores de mestre com idéias de inspiração diabólica" ITm. 4.1. Alguns falsos ensinadores têm introduzido no meio do povo de Deus ensinos deturpantes sobre as coisas que ainda hão de acontecer. Ë de se lamentar que essas heresias têm desviado muitos cristão que por sua vez perdem o gosto pelo verdadeiro ensino, contido nas Sagradas Escrituras, concernente ao futuro.
O estudo da Escatologia requer muita atenção e cuidado para não entrar na classe dos falsos mestres que Paulo enfatizou que, nos últimos tempos surgiriam.

Não é difícil o estudo sobre Escatologia, desde que o estudante dedicado busque a orientação de Deus que por sua vez iluminará a mente do seu discípulo. Uma coisa é certa: o Espírito Santo é o único e verdadeiro intérprete que merece toda a nossa confiança, no que tange a todo o conteúdo plausível da Bíblia Sagrada, o Livro de Deus.

1.1A IMPORTANCIA DO ENSINO ESCATOLÓGICO

A Escatologia Bíblica tem sido negligenciada em muitos púlpitos causando um enorme prejuízo a igreja do Senhor. Há muitos pregadores enganados ensinando o que não convém (Tt 1.11) por falta de conhecimento. Ensinam que o INFERNO é no sol, outros estão pregando que Jesus desceu ao Inferno e ao chegar lá derrubou a porta do inferno a ponta-pés para tomar a chave de Satanás. No estudo da escatologia bíblica, é de caráter fundamental, Ter o


cuidado em não apresentar falsas interpretações, evitando, com isso, questionamento e especulações. Deus nos adverte dizendo que devemos "manejar bem a Palavra da verdade."(II Tm.2.15). "Porque a visão é ainda para o tempo determinado, e até ao fim falará e não mentirá; se tardar, espera-o, porque certamente virá, não tardará".(Hc.2.3). Os motivos reais de termos pessoas com tantas dúvidas e pregadores e ensinadores que não são ortodoxos na sua apresentação de ESCATOLOGIA, produzindo interpretações absurdas do texto bíblico são:

a)FALTA DE AFINIDADE DO CRENTE COM O ESPÍRITO SANTO – Daí, falta introspecção espiritual( 1 Co2.10,14 ) . A bíblia foi produzida pelo Espírito Santo, portanto não devemos pensar que podemos entendê-la só por sermos antigos na fé, por sermos intelectuais, Jovens, etc. O Espírito Santo é o interprete real da escritura.

b)FALTA DE APLICAÇÃO DO TEXTO BÍBLICO NOS SEUS VARIADOS ASPECTOS – Falsa aplicação quanto a povos bíblicos; quanto a tempo; quanto a lugar; quanto aos sentidos do texto; quanto a mensagem do texto; e quanto a procedência da mensagem do texto. Tudo isto em relação ao assunto que estamos estudando no momento ( ESCATOLOGIA ). A correta aplicação da Palavra de Deus é: " ...maneja bem a palavra da verdade" ( 2 Tm 2.15 ) e para manejá-la bem é necessário considerar vários aspectos de aplicação já mencionados. É dever de TODO OBREIRO do Senhor, manejar BEM A PALAVRA DA VERDADE. Tanto é réu o corruptor da sã doutrina, como o omisso nela.

c)CONHECIMENTO BÍBLICO DESORDENADO – Há crentes em nossas igrejas, portadores de um admirável conhecimento bíblico, mas infelizmente, por falta de estudo sistemático dos assuntos bíblicos, esse conhecimento deles é vago, solto, sem sequencia, desordenado, tipo catálogo de telefone, onde uma informação nada tem haver com a outra. Dá pena, mas é verdade! É conhecimento Bíblico mas, assimétrico.

d)CONHECIMENTO ESPECULATIVO – Isto é, conhecimento que é apenas especulação do intelecto humano ( 1 Co 2.14 ). Especular é querer saber apenas para saber, mas sem qualquer intenção de glorificar a Deus, de consagrar a vida a Ele, e muito menos de obedecer a Sua vontade. Há muita diferença de "amar a Sua vinda" ( 2 Tm 4.8 ) e especular sobre sua vinda.

2.ENTENDENDO O CAMPO DA ESCATOLOGIA BÍBLICA.

Littera scripta manet – "a palavra escrita permanece", disse Horácio na Roma Antiga a mais de 2.000 anos atrás. O que caracteriza o vislumbre do cumprimento das profecia no palco da escatologia, é a maneira de como Deus trabalha para mostrar a sua vontade, revelada na palavra escrita. Este trabalho consiste em ampliar a revelação divina, nos dando a entender que a palavra escrita continua em pé, revigorada pela forte atuação e inspiração do Espírito Santo de Deus. A ordem que o profeta Jeremias recebeu do Senhor foi esta: "escreve num livro todas as palavras que eu te disse", Jr. 30.2.

Não podemos duvidar nem admitir falha na palavra de Deus. Ela é inspirada pelo Espírito Santo; 2Tm. 3.16. A inerrância das escrituras tem sua base na infabilidade da Palavra do Senhor.

Com isso podemos ir mais além do que Horácio afirmou. "a palavra escrita 'não' apenas permanece – ela floresce como trepadeira nas fronteiras do nosso entendimento". Ela alcança o mais profundo dos recônditos da nossa alma. Para entender o campo da escatologia, precisamos saber de 3 (três) verdades básicas.


2.1 A IGREJA – ALVO DA REVELAÇÃO DIVINA.

Toda a revelação aponta para o futuro. O futuro consiste num plano traçado por Deus para que a Igreja caminhe neste mundo "pela fé a esta graça, na qual estando firme, gloria-se na esperança da glória de Deus", Rm. 5.2

Argumentando o fato de nós sermos alvo da revelação divina, o apóstolo Paulo escreveu aos Efésios dizendo que Deus "nos elegeu antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis diante dele. Em amor nos predestinou para sermos filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito da sua vontade", Ef. 1.4,5. Somente aqueles que são santos e filhos de Deus é que têm o privilégio de ter a revelação das coisas que em breve hão de acontecer.

Em contraste, o mundo pagão, que não tem a revelação de Deus, se fecha num ciclo de falsas expectativas em relação ao futuro.

No consenso filosófico da humanidade a maior parte da população do mundo vê com grande otimismo a era que está por vir. Pressentindo um fantástico progresso material e científico, vivendo na era da velocidade e vendo a aquisição do conhecimento se acelerar, muitos poderão se tornar otimistas demais. Contudo o apóstolo Paulo nos adverte: "quando andarem dizendo: paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição", ITm. 5.3.

Aos olhos dos franceses do final do século XIX, o novo século parecia uma espécie de Idade de Ouro. Mas o entusiasmo durou até 1914, quando a 1ª Guerra Mundial pôs fim ao sonho dourado.

Outra parte da humanidade certamente adentrará o 3º milênio cheia de superstições, medo, insegurança e pessimismo; preocupada com desgraças, desemprego, violência e caos social.
conseguiu comemorar a data, pois esperava o "Apocalipse". Segundo o historiador Frederick H. Martins, um sentimento de terror dominou a multidão amontoada na imensa Basílica de São Pedro, em Roma, na noite de 31 de dezembro de 999. Inclusive o Papa Silvestre II parecia aterrado.

Isso aconteceu porque o povo não tinha acesso à Bíblia. Quem conhece a revelação sabe que o mundo irá de mal a pior, mas não se desespera. E o Senhor Jesus profetiza: "homens desmaiarão de terror, na expectativa das coisas que sobrevirão ao mundo... e quando estas coisas começarem a acontecer, fiquem firmes e levantem a cabeça, pois a vossa redenção está próxima, Lc. 21.26,28.


2.2 OS QUATRO TIPOS DE ESCATOLOGIA

Além de ser um dos capítulos da dogmática cristã, ou seja, o estudo sistemático e lógico das doutrinas concernentes às últimas coisas, há quatro outros tipos de escatologia, segundo nos apresenta o Dicionário Teológico (CPAD).

a) Escatologia consistente.

Termo nascido com Alberto Schweitzer, segundo o qual a ações e a doutrina de Cristo, tinha um caráter essencialmente escatológico. Não resta dúvida, pois de que o Senhor Jesus haja se preocupado em ensinar aos discípulos as doutrinas das últimas coisas. Todavia, sua preocupação básica era a salvação do ser humano. Ele Jamais deixou de se referir à vida prática e sofrida do homem.

b) Escatologia idealista.

Corrente doutrinária que relaciona a escatologia bíblica às verdades infinitas. Os que defendem tal posicionamento, alegam que a doutrina das últimas coisas não terá qualquer efeito sobre a história da humanidade. Relegam-na, pois, à condição de mera utopia, ou seja, projeto irrealizável, fantasia.

A abordagem idealista doApocalipse, por exemplo, é, as vezes, chamada de visão "espiritualista", visto que interpreta o livro espiritual ou simbolicamente. O livro é visto da perspectiva que representa o conflito continuo entre o bem e o mal, sem conexão histórica imediata para qualquer evento político ou social.

Mas, o que dirão elas, por exemplo, acerca das profecias já cumpridas? Será que estas não referendam as que estão por se cumprirem? Não esqueçamos, pois, ser a profecia a essência da Bíblia. Se descremos daquela, não podemos crer nesta.

c) Escatologia individual.

Estudo das últimas coisas que dizem respeito exclusivamente ao indivíduo, tratando de sua morte, estado intermediário, ressurreição e destino eterno. Neste contexto, nenhuma abordagem é feita, quer a Israel, quer a Igreja.

d) Escatologia realizada.

Ponto de vista defendida por C.H. Dodd, segundo o qual as previsões escatológicas das Sagradas Escrituras foram cumpridas nos tempos bíblicos. Atualmente, portanto, não nos resta nenhuma expectativa profética de acordo com o ensino de Dodd.

Gostaríamos, porém que ele nos respondesse as seguintes perguntas:

· A 2ª vinda de Cristo já foi realizada?

· A grande Tribulação já é história?

· O julgamento final já foi consumado?



3AS SETE DISPENSAÇÕES

Todo o crente que conhecemos é dispensacionalista, em algum grau. Se você, hoje, não oferece sacrifícios de animais no templo, em Jerusalém, porque você corretamente discerne que não é requerido fazer exata e totalmente o mesmo que o judeu do Velho, então você crê que há diferentes tratos de Deus com o homem à medida que os séculos passam, portanto você é um dispensacionalista. Eu, tu, ele, todos nós os crentes, somos dispensacionalistas, em algum grau. A maior diferença entre os crentes é se são ou não consistentes e sempre estão prontos a reconhecer em plena escala todas as claras modificações de tratamento de Deus com o homem através dos séculos. Nossa oração é que você e eu sejamos consistentes e plenos nisso, nem menos, nem mais do que está claro na Bíblia.

Se não tivermos SEMPRE em mente todas as diferenças entre as dispensações mostradas neste mapa, será IMPOSSÍVEL compreendermos tudo que deveríamos compreender, seria IMPOSSÍVEL corretamente interpretar MUITAS partes da Bíblia, estendendo-se por praticamente todas as doutrinas.

Entre as perguntas que devemos fazer a cada minuto à medida que estamos lendo a Bíblia, estão: Qual o significado literal e exato de cada palavra? Qual é o contexto imediato? Quem está falando (Deus diretamente? Deus através de fiel profeta? Um homem falho, mesmo que a Bíblia o registre infalivelmente? O Diabo?)?

A ele quem está falando? A QUE DISPENSAÇÃO ISTO SE REFERE (aos judeus na dispensação da lei? aos crentes da dispensação ds igrejas? a quem está na Tribulação? etc.)? Como Cristo pode ser percebido aqui? Qual a aplicação disso tudo para mim, hoje? Em que devo mudar à luz disto? Há alguma ordem de Deus que preciso obedecer, ou obedecer mais?

Para melhor compreender o campo da escatologia bíblica, faz-se necessário um resumido estudo sobre as sete dispensações, sabendo que, a última dispensação é para o futuro.

Segundo o Pr. Severino Pedro da Silva, em seu livro "Escatologia", uma dispensação "é um período em que o homem é experimentado em relação à sua obediência a alguma revelação especial da vontade tanto permissiva como diretiva de Deus".

Enquanto os princípios de Deus têm a ver com o Seu caráter, com a Sua natureza, as dispensações de Deus dizem respeito às Suas formas de tratar com os que a Ele estão sujeitos, especialmente com o homem.

Em português, nos dicionários, a palavra "dispensar" apenas quer dizer "distribuir". A palavra "dispensação", portanto, significa o "ato de dispensar ou de distribuir", ou "aquilo que é dispensado ou distribuído". (Por exemplo, nos dispensários médicos os medicamentos são dispensados, distribuídos aos pobres.)

No Novo Testamento em grego, a palavra "3622 oikonomia" é usada 7 vezes e significa "administração ou governo da casa":

- 3 vezes a Almeida-1693 e a ACF traduziram "oikonomia" por "mordomia" (Luc 16:2,3,4), e isto está correto, o que está errado é o que muitos fazem hoje, dando à palavra o sentido pejorativo de gozo de regalias indevidas. O sentido correto continua sendo "administração ou governo da casa".

- 4 vezes a Almeida-1693 e a ACF traduziram "oikonomia" por "dispensação" (1Cor 9:17; Ef 1:10; 3:2; Col 1:25) e isto está correto, o que está errado é o que muitos fazem hoje, restringindo o sentido da palavra simplesmente a um período de tempo. O sentido correto continua sendo "administração ou governo da casa".

A definição teológica é: "Uma dispensação é uma maneira [um sistema] particular de Deus administrar Seu reinar sobre o mundo, à medida que Ele progressivamente executa Seu propósito para a história do mundo." (Ankenberg). Dispensação é comumente (mas indevidamente) confundida com o período de tempo que lhe corresponde.

As sete dispensações são:

3.1 Dispensação da Inocência

Seu início deu-se na criação e findou-se na queda de Adão. O tempo não é revelado.

RESPONSABILIDADE (tão pouca e leve! oh, o amor de Deus!): NÃO COMER

E criou Deus o homem à sua imagem: à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra.(Gênesis 1:27-28).

Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.(Gênesis 2:17)

FRACASSO (oh, a maldade do homem em geral!): COMERAM

E viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento; tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela.(Gênesis 3:6)

JUÍZO: MALDIÇÃO E MORTE

E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a tua dor, e a tua conceição; com dor darás à luz filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará.E a Adão disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei, dizendo: Não comerás dela, maldita é a terra por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias da tua vida.Espinhos, e cardos também, te produzirá; e comerás a erva do campo.(Gênesis 3:16-18).

3.2 Dispensação da Consciência

Esta dispensação começou em Gn. 3 e durou cerca de 1656 anos: de zero (0 ) a 1656 a.C., abrangendo o período desde a queda do homem até o dilúvio; Gn. 7.21,22.

RESPONSABILIDADE (tão pouca e leve! oh, o amor de Deus!): OBEDECER, SACRIFÍCIOS DERRAMANDO SANGUE.

E fez o SENHOR Deus a Adão e à sua mulher túnicas de peles, e os vestiu.Então disse o SENHOR Deus: Eis que o homem é como um de nós, sabendo o bem e o mal; ora, para que não estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma e viva eternamente,(Gênesis 3:21-22)

E Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas, e da sua gordura; e atentou o SENHOR para Abel e para a sua oferta.(Gênesis 4:4).

FRACASSO (oh, a maldade do homem em geral!): CORRUPÇÃO

E viu Deus a terra, e eis que estava corrompida; porque toda a carne havia corrompido o seu caminho sobre a terra.(Gênesis 6:12).

JUÍZO: DILÚVIO UNIVERSAL

E disse o SENHOR: Destruirei o homem que criei de sobre a face da terra, desde o homem até ao animal, até ao réptil, e até à ave dos céus; porque me arrependo de os haver feito.(Gênesis 6:7)

Então disse Deus a Noé: O fim de toda a carne é vindo perante a minha face; porque a terra está cheia de violência; e eis que os desfarei com a terra.(Gênesis 6:13)

3.3 Dispensação do Governo Humano

Esta dispensação começou em Gn. 8.20 e perdurou cerca de 427 anos. Desde o tempo do Dilúvio até a dispersão dos homens sobre a superfície da terra, sendo consolidada com a chamada de Abraão ( Gn. 10.15; 11.10-19;12.1 ).

RESPONSABILIDADE (tão pouca e leve! oh, o amor de Deus!): POVOAR E ESPALHAR-SE POR TODA A TERRA.

Quem derramar o sangue do homem, pelo homem o seu sangue será derramado; porque Deus fez o homem conforme a sua imagem.Mas vós frutificai e multiplicai-vos; povoai abundantemente a terra, e multiplicai-vos nela.(Gênesis 9:6-7)

FRACASSO (oh, a maldade do homem em geral!): DESOBEDECERAM.

E disseram: Eia, edifiquemos nós uma cidade e uma torre cujo cume toque nos céus, e façamo-nos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra.(Gênesis 11:4)

JUÍZO: CONFUSÃO DE LÍNGUAS

Por isso se chamou o seu nome Babel, porquanto ali confundiu o SENHOR a língua de toda a terra, e dali os espalhou o SENHOR sobre a face de toda a terra.(Gênesis 11:9)

3.4 Dispensação Patriarcal

Teve início com a Aliança de Deus com Abraão, cerca de 1963 a.C., ou seja, 427 anos depois do dilúvio. Sua duração foi de 430 anos; Gl. 3.17; Hb. 11.9,13. A palavra chave é PROMESSA. Por meio desta dispensação, Abraão e seus descendentes vieram a ser herdeiros da promessa.

RESPONSABILIDADE (tão pouca e leve! oh, o amor de Deus!): POVOAR E ESPALHAR-SE POR TODA A TERRA

Quem derramar o sangue do homem, pelo homem o seu sangue será derramado; porque Deus fez o homem conforme a sua imagem.Mas vós frutificai e multiplicai-vos; povoai abundantemente a terra, e multiplicai-vos nela.(Gênesis 9:6-7)

FRACASSO (oh, a maldade do homem em geral!): DESOBEDECERAM

E disseram: Eia, edifiquemos nós uma cidade e uma torre cujo cume toque nos céus, e façamo-nos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra.(Gênesis 11:4)

JUÍZO: CONFUSÃO DE LÍNGUAS

Por isso se chamou o seu nome Babel, porquanto ali confundiu o SENHOR a língua de toda a terra, e dali os espalhou o SENHOR sobre a face de toda a terra.(Gênesis 11:9)

3.4 dispensação da PROMESSA (ou Patriciarcal)

RESPONSABILIDADE (tão pouca e leve! oh, o amor de Deus!): PERMANECER EM CANAÃ

Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei.E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção.E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra.(Gênesis 12:1-3)

E apareceu-o SENHOR a Abrão, e disse: Å tua descendência darei esta terra. E edificou ali um altar ao SENHOR, que lhe aparecera.(Gênesis 12:7)

FRACASSO (oh, a maldade do homem em geral!): MORARAM NO EGITO

E havia fome naquela terra; e desceu Abrão ao Egito, para peregrinar ali, porquanto a fome era grande na terra.(Gênesis 12:10)

E tomaram o seu gado e os seus bens que tinham adquirido na terra de Canaã, e vieram ao Egito, Jacó e toda a sua descendência com ele;(Gênesis 46:6)

JUÍZO: ESCRAVIDÃO

E levantou-se um novo rei sobre o Egito, que não conhecera a José;O qual disse ao seu povo: Eis que o povo dos filhos de Israel é muito, e mais poderoso do que nós.Eia, usemos de sabedoria para com eles, para que não se multipliquem, e aconteça que, vindo guerra, eles também se ajuntem com os nossos inimigos, e pelejem contra nós, e subam da terra.E puseram sobre eles maiorais de tributos, para os afligirem com suas cargas. Porque edificaram a Faraó cidades-armazéns, Pitom e Ramessés.Mas quanto mais os afligiam, tanto mais se multiplicavam, e tanto mais cresciam; de maneira que se enfadavam por causa dos filhos de Israel.E os egípcios faziam servir os filhos de Israel com dureza;Assim que lhes fizeram amargar a vida com dura servidão, em barro e em tijolos, e com todo o trabalho no campo; com todo o seu serviço, em que os obrigavam com dureza.(Êxodo 1:8-14)



3.5 – Dispensação da Lei

Ela teve início em Êx. 19.8, quando o povo de Israel proclamou dizendo que "tudo que o Senhor falou, faremos." Sua extensão é de 1430 anos. Do Sinai ao Calvário; do Êxodo à cruz.

RESPONSABILIDADE (tão pouca e leve! oh, o amor de Deus!): GUARDAR A LEI

Então todo o povo respondeu a uma voz, e disse: Tudo o que o SENHOR tem falado, faremos. E relatou Moisés ao SENHOR as palavras do povo.(Êxodo 19:8)

FRACASSO (oh, a maldade do homem em geral!): VIOLARAM A LEI, REJEITARAM CRISTO.

O presidente, porém, disse: Mas que mal fez ele? E eles mais clamavam, dizendo: Seja crucificado.(Mateus 27:23)

JUÍZO: DISPERSÃO MUNDIAL

E será que, assim como o SENHOR se deleitava em vós, em fazer-vos bem e multiplicar-vos, assim o SENHOR se deleitará em destruir-vos e consumir-vos; e desarraigados sereis da terra a qual passais a possuir.E o SENHOR vos espalhará entre todos os povos, desde uma extremidade da terra até à outra; e ali servireis a outros deuses que não conheceste, nem tu nem teus pais; ao pau e à pedra.E nem ainda entre estas nações descansarás, nem a planta de teu pé terá repouso; porquanto o SENHOR ali te dará coração agitado, e desfalecimento de olhos, e desmaio da alma.E a tua vida, como em suspenso, estará diante de ti; e estremecerás de noite e de dia, e não crerás na tua própria vida.(Deuteronomio 28:63-66)

E cairão ao fio da espada, e para todas as nações serão levados cativos; e Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se completem.(Lucas 21:24)

3.6 – Dispensação da graça

Esta dispensação começou com a morte e ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo e terminará em plenitude com o arrebatamento da Igreja; porém, oficialmente falando, seus efeitos continuarão até Apocalipse 8.1-4.

RESPONSABILIDADE (tão pouca e leve! oh, o amor de Deus!): RECEBER CRISTO PELA FÉ; ANDAR NO ESPÍRITO.

Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome;(João 1:12).

Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.(João 3:18).

Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.Não vem das obras, para que ninguém se glorie;(Efésios 2:8-29)

FRACASSO (oh, a maldade do homem em geral!): REJEIÇÃO DE CRISTO.

E não quereis vir a mim para terdes vida.(João 5:40)

Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos.Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos,Sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons,Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus,Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te.Porque deste número são os que se introduzem pelas casas, e levam cativas mulheres néscias carregadas de pecados, levadas de várias concupiscências;Que aprendem sempre, e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade.(2 Timóteo 3:1-7)

JUÍZO: A GRANDE TRIBULAÇÃO

Porque haverá então grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco há de haver.(Mateus 24:21)

Porque é vindo o grande dia da sua ira; e quem poderá subsistir?(Apocalipse 6:17)

A 70a. SEMANA DE DANIEL (E A GRANDE TRIBULAÇÃO)

ARREBATAMENTO DOS SALVOS (do N.T.)

Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro.Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor.(1 Tessanolicenses 4:16-17)

DIABO ARREMESSADO:

E, quando o dragão viu que fora lançado na terra, perseguiu a mulher que dera à luz o filho homem.E foram dadas à mulher duas asas de grande águia, para que voasse para o deserto, ao seu lugar, onde é sustentada por um tempo, e tempos, e metade de um tempo, fora da vista da serpente.E a serpente lançou da sua boca, atrás da mulher, água como um rio, para que pela corrente a fizesse arrebatar.E a terra ajudou a mulher; e a terra abriu a sua boca, e tragou o rio que o dragão lançara da sua boca.E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao remanescente da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus Cristo.(Apocalipse 12:13-17)

3.7 – Dispensação do Reino

Esta dispensação terá, de acordo com a própria escritura, a duração de 1.000 anos; Ap. 20.1-6. É também chamada de a dispensação do Governo Divino.

Esta dispensação é algo para o futuro, logo após o julgamento das nações descrito em Mt. 25.31-46, e antes do Juízo do Grande Trono Branco (GTB).

É neste ponto, é que se encontra a essência do entendimento do campo da escatologia bíblica, ou seja, compreender o que Deus traçou para o futuro da Igreja, Israel e dos gentios.

Esta última dispensação, que é a juntura do presente século e do vindouro, fornece um nítido exemplo de sobreposição das dispensações, isto é, que às vezes há um período transitório entre uma e outra.

RESPONSABILIDADE (tão pouca e leve! oh, o amor de Deus!): OBEDECER E ADORAR A CRISTO.

E deleitar-se-á no temor do SENHOR; e não julgará segundo a vista dos seus olhos, nem repreenderá segundo o ouvir dos seus ouvidos.Mas julgará com justiça aos pobres, e repreenderá com eqüidade aos mansos da terra; e ferirá a terra com a vara de sua boca, e com o sopro dos seus lábios matará ao ímpio,E a justiça será o cinto dos seus lombos, e a fidelidade o cinto dos seus rins.(Isaías 11:3-5)

E acontecerá que, todos os que restarem de todas as nações que vieram contra Jerusalém, subirão de ano em ano para adorar o Rei, o SENHOR dos Exércitos, e para celebrarem a festa dos tabernáculos.E acontecerá que, se alguma das famílias da terra não subir a Jerusalém, para adorar o Rei, o SENHOR dos Exércitos, não virá sobre ela a chuva.(Zacarias 14:16-17)

FRACASSO (oh, a maldade do homem em geral!): REBELIÃO FINAL

E, acabando-se os mil anos, Satanás será solto da sua prisão,E sairá a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, para as ajuntar em batalha.E subiram sobre a largura da terra, e cercaram o arraial dos santos e a cidade amada; e de Deus desceu fogo, do céu, e os devorou.(Apocalipse 20:7-9)

JUÍZO: O GRANDE TRONO BRANCO, INFERNO

E vi um grande trono branco, e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu; e não se achou lugar para eles.E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de Deus, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras.E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras.E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte.E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo.(Apocalipse 20:11-15)

Aplicação:

a. Para o crente: Rm 11:33; Ef 2:3-10.

b. Para o descrente: dois futuros eternos devem ser decididos hoje:

b.a. vida eterna Jo 3:16.

b.b. condenação eterna Ap 20:15.


III – MÉTODOS DE INTERPRETAÇÃO DA ESCATOLOGIA.

Nesta seção aprenderemos os métodos utilizados na interpretação de porções bíblicas que concerne ao futuro. Lembrando que, na história da Igreja tem sido adotados vários métodos de interpretação no que tange às escrituras proféticas. No entanto, faz-se necessário o bom conhecimento e a maneira correta de se aplicar dois métodos de interpretação que devem merecer nossa atenção.

1 – Método alegórico ou figurado

O termo alegoria é definido, por alguns teólogos, como qualquer declaração de fatos supostos que admite a interpretação literal, mas que requer, também, uma interpretação moral ou figurada. Se não atentarmos para o sentido real, figurado ou literal, de uma profecia bíblica, negamos o seu valor histórico, dando uma interpretação de menos importância, e assim corremos o risco de anular a revelação de Deus naquela profecia.

Portanto, o método alegórico deve ser utilizado de maneira correta. Leia Gl. 4.21-31 e observe que Paulo tomou figuras ilustradas no texto com focos literais da antiga dispensação, mas apresentou-os como sobras de eventos futuros.

2 – Método literal ou textual

Este método se preocupa em dar um sentido literal às palavras da profecia, interpretando-as conforme o significado ordinário, de uso normal. A preocupação básica é interpretar o texto sagrado consoante a natureza da inspiração da profecia.

Ambos os métodos são válidos. Há uma perfeita ralação entre as verdades literais e a linguagem figurada. Por exemplo, no texto de Jo.1.6 diz: "Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João. E em Jo. 1.29 nos fala: "Eis aí o Cordeiro de Deus." Palavras pronunciadas pelo próprio João Batista ao ver a Jesus.

Agora vejamos os métodos de interpretação aplicado em ambos os textos. O 1º está falando literalmente de um homem, cujo nome, de fato, era João. No 2º texto João Batista usou a forma figurada para denotar a pessoa de Jesus.

Em se tratando do livro de Apocalipse, que em sua parte, é um livro escatológico, têm surgido diversas classes de intérpretes, as quais devem ser conhecidas pelos pastores e por aqueles que exercem o Ministério da Palavra. Por quê?

Porque os crentes pentecostais, em sua maioria, não sabem em que classe de intérpretes do Apocalipse, eles se encaixam, e por conseguinte deixam ser levados por ensinos deturpantes que contradizem a Palavra de Deus. Por exemplo, os Adventistas do 7º Dia, vêem a vinda de Cristo, a este mundo, como em uma única vez, sem ser dividida em duas fases distintas, e assim não dão espaço para o período da Grande Tribulação e a restauração de Israel.

Vejamos os principais intérpretes com seus respectivos ensinos.

1º - Os Preteristas. Esta classe crê que a maior parte do Apocalipse já foi cumprida, a muito tempo atrás. Eles relegam tudo ao passado. O relacionamento que eles fazem entre o texto e o evento é muito subjetivo e precário.

2º - Os Historicistas. Os intérpretes que assumem esta posição procuram encaixar todos os acontecimentos previstos no Apocalipse em várias épocas da história humana. Interpretam o Apocalipse como um estudo progressivo dos destinos da Igreja desde o seu início até a consumação. Estes asseveram que as profecias estão cumpridas em parte e em parte estão por cumprir e algumas estão sendo cumpridas diante de nós.

3º - Os futuristas. Estes interpretes dividem-se em dois grupos:

a) Futuristas extremos – acham que todo o Apocalipse refere-se à vinda do Senhor Jesus Cristo.

b) Futuristas simples – Aceitam que os 3 primeiros caps. do livro como já cumpridos; tudo o que se segue refere-se à aparição vindoura de Cristo. A maioria dos Pentecostais Fundamentalistas têm uma visão futurista do livro. Sob esta perspectiva tudo, ou quase tudo que é narrado após o cap. 4, será cumprido num curto espaço de tempo (sete anos) após o término da Dispensação da Igreja.

Os intérpretes do Apocalipse estão também divididos na forma COMO ABORDAM O MILÊNIO. (Os mil anos mencionados no cap. 20). A maneira como se encara o Milênio afeta a interpretação do Apocalipse como um todo. É necessário levantarmos, aqui, alguns pontos.

1º - Amilenistas. Ensinam que não haverá nenhum Milênio, pelo menos não na terra. Alguns simplesmente dizem que, como o Apocalipse é simbólico, não há sentido algum em se falar em Milênio Literal. Outros interpretam os mil anos como algo que ocorrerá no céu. Pegam o número mil como um algarismo ideal, um período indefinido. Assim, esperam que este período da Igreja termine com a ressurreição e julgamento geral, tanto do justo como do ímpio, seguindo-se imediatamente o reinado eterno no novo céu e na nova terra. A maioria dos amilenistas consideram Agostinho (o bispo de Hipona, no Norte da África 396 – 430 d.C.) um dos principais promotores do amilenismo.

2º - Pós-Milenista. Começou a espalhar-se a partir do século XVIII. Seus adeptos interpretam os mil anos do Milênio, como uma extensão do período atual da Igreja. Ensinam que o poder do Evangelho ganhará todo o mundo para Cristo, e a Igreja assumirá o controle dos reinos seculares. Após haverá a ressurreição e o julgamento geral tanto do justo como do ímpio, seguido pelo reinado eterno no novo céu e na nova terra. O pós-milenismo também espiritualiza irritadamente as profecias da Bíblia, não dando espaço à restauração de Israel ou reinado literal de Cristo sobre a terra durante o Milênio.

3º - Pré-Milenista. Acreditam que, o retorno de Cristo, a ressurreição dos salvos e o tribunal de Cristo, será antes do Milênio. No final deste, Satanás será solto, engana as nações, mas há de ser prontamente derrotado para todo o sempre. Segue-se o julgamento do GTB, que sentenciará o restante dos mortos. Aí sim, teremos o reino eterno no novo céu e na nova terra.

A perspectiva Pré-Milenista e futurista simples, juntas, encaixam-se melhor nas orientações de Jesus. É essa classe de intérpretes do Apocalipse que a maioria dos Pentecostais pertence.


IV – VIAGEM AO FUTURO.

Tomaremos agora uma carruagem para fazer uma pequena viagem no tempo e no espaço, para se ter uma visão panorâmica das coisas que em breve hão de acontecer, e com isso, teremos um compreensão melhor da conjuntura dos fatos ordenados por Deus na sua Palavra. Esta seção, constitui dos temas que a Escatologia bíblica estuda. Senhores passageiros, apertem os cintos, pois já estamos decolando.

1 – ESTADO INTERMEDIÁRIO DOS MORTOS.

Para se ter uma seqüência lógica deste fato, vamos fazer uma revisão sobre a doutrina da Morte.

O QUE É MORTE?
É o resultado do pecado de nossos pais.

A morte caracteriza-se de duas maneiras: 1º, morte como estado; e morte do agente, Ap.6.8.

Como estado a Bíblia fala de 3 tipos de morte: Física, espiritual e eterna.

a) Morte física. O seu significado é: dissolução vital do organismo.

O que acontece na morte física?

Resposta: alma e espírito separam-se do corpo.

Mas para melhor entender o que é alma, a Bíblia nos revela 4 designações para a alma, a saber:

Primeiro – alma como indivíduo, como cidadão; Rm.13.1.

Segundo – alma no sentido biológico, isto é, o sangue; Lv. 17.11.

Terceiro – como sentimento do homem; Mt. 26.38.

Quarto – alma como parte imortal do homem. Jesus disse: Não temeis o que mata o corpo e não mata a alma.

Quando a Bíblia fala do sono da alma, refere-se ao corpo físico. Jacó falou: Irei e dormirei com os meus pais.

No sentido espiritual e eterno, alma não dorme; Ap. 6.9.

b) Morte espiritual. É o estado do pecador separado de Deus. É a separação da comunhão com Deus; Ef. 2.1

Existe solução para a morte espiritual?

Sim, desde que o pecador aproxime-se de Deus com um coração arrependido.

c) Morte eterna. É a eterna separação da presença de Deus – a impossibilidade de arrependimento e perdão. Portanto não há solução para esse tipo de morte. É chamada a 2ª morte, porque a primeira é física. É identificada como punição do pecado; Rm. 6.23. Os ímpios, depois de julgados, receberão a punição da rejeição que fizerem à graça de Deus e, serão lançados no Geena (Lago de Fogo); Ap. 20.14,15. Esse tipo de morte tem sido alvo de falsas teorias que rejeitam o ensino real da Bíblia.

O que é estado Intermediário?

E um modo de existir entre a morte física e a ressurreição final do corpo sepultado. No A.T., esse lugar é identificado como sheol (no hebraico), e no N.T. como Hades (no grego). Os dois termos dizem respeito ao reino da morte.

A) OS MORTOS – JUSTOS. Todos os justos, de Adão até à ressurreição de Cristo, ao morrerem, suas almas (com possível exceção de Enoque e Elias), desciam ao Paraíso, que naquele tempo constituía um compartimento do Sheol ; cf. Gn. 37.35.

B) OS MORTOS – ÍMPIOS. Desde o tempo de Adão até o julgamento do GTB, as almas dos ímpios seguem para o mundo invisível, ou seja, o Sheol ou Hades aguardando o julgamento final quando serão lançados no Lago de Fogo; cf. Nu.16.30,33.


CORRIGINDO UM GRAVE ERRO

Infelizmente, estes nomes Sheol e Hades têm sido traduzidos incorretamente em certos casos em algumas versões das Escrituras, por exemplo, como inferno, sepultura, e abismo. Por exemplo, Gn. 37.35, Jacó expressou-se: "...na verdade com choro hei de descer ao meu filho à sepultura". (grifo nosso). Este termo sepultura não é a cova, propriamente dito, que no original hebraico é traduzido por Queber. E sim o Mundo Invisível dos mortos traduzido por Sheol. A Bíblia, Edição revista e Corrigida, traduz de maneira correta este termo em Jó 17.15,16: "Onde estaria então agora a minha esperança? Sim, a minha esperança, quem a poderá ver? Ela descerá até aos ferrolhos (portas) do Sheol".

Observe agora o contraste entre as palavras Sheol (mundo invisível) e Queber (sepultura, cova, túmulo) no A.T.

QUEBER

- usada no plural;
- existe muitas queberes
- abriga ou recebe cadáveres
- localizada na superfície da terra
- há uma para cada indivíduo
- o homem coloca corpos na queber

SHEOL

- usada na forma singular; Jó 17.15,16
- existe apenas um Sheol
- jamais recebe cadáveres
- localizado abaixo (no centro) da terra
- lugar onde há muita gente
- somente Deus envia o homem ao Sheol; Lc.16.22,23.


Concluímos, então, que o uso da palavra queber prova que ela significa sepultura, túmulo, que acolhe o cadáver, enquanto o Sheol acolhe o espírito do homem.


O Sheol-Hades, antes e depois do Calvário.

Antes do Calvário, o Sheol-Hades dividia-se em 3 partes distintas. A primeira parte é o lugar dos justos, chamada Paraíso, Seio de Abraão, Lugar de consolo; Lc. 16.22,25. A Segunda é a parte dos ímpios, e é denominada lugar de tormento; Lc.16.23. A terceira fica entre a dos justos e a dos ímpios, e é identificada como lugar de trevas, Lugar de prisões eternas, Abismo. Lc. 16.22; 2Pe. 2.4; Jd. v. 6. É aí onde Satanás será preso durante o Milênio, e onde se encontra aprisionada uma classe de anjos caídos, a qual não sai desse abismo, senão quando Deus permitir nos dias da Grande Tribulação.

Depois do Calvário, houve uma mudança dentro do mundo dos mortos. Depois da sua morte Jesus esteve 3 dias no coração da Terra, isto é, no Paraíso, do qual Ele havia dito ao malfeitor. Por esta ocasião, Cristo aproveitou a oportunidade e "pregou aos espíritos em prisão, os quais noutro tempo foram rebeldes, quando a longanimidade de Deus esperava, nos dias de Noé"; 1 Pe. 3.18-20. Depois disso efetuou a grande mudança no Sheol-Hades "subindo ao alto levou cativo o cativeiro"; Ef. 4.8, isto é, trasladou o Paraíso para o 3º céu, na presença de Deus, debaixo do seu altar; Ap. 6.9, separando completamente das partes inferiores onde continuam os ímpios mortos. E isto foi o cumprimento cabal de sua promessa, quando esteve ainda na terra: e as portas do inferno (Hades) não prevalecerão contra a minha Igreja.

Somente os justos gozam dessa mudança em esperança pelo dia final quando esse estado temporário se acabará, e viverão para sempre com o Senhor, num corpo espiritual ressurreto.

DOUTRINA DO ARREBATAMENTO PRÉ-TRIBULACIONAL

ALICERCES BÍBLICOS

1- Interpretação Literal das Escrituras

2- Pré-Milenismo

3- Futurismo

4- Diferença Entre Israel e a Igreja

De acordo com esses alicerces observa-se seis argumentos que favorecem o pré-tribulacionismo, antes de estudá-los detalhadamente.

CONTRASTE ENTRE AS DUAS VINDAS DE JESUS

O arrebatamento demonstra que a Igreja vai ao encontro de Jesus cf. I Ts 4: 17, isto é, a vinda é exclusiva para o cristão, a Igreja. A volta, isto é, no segundo advento de Cristo, Ele vem com a Igreja e estabelece Seu Reino Messiânico cf. ZAC. 14: 4, MAT. 24: 30 e APOC. 19: 11-14.

A NECESSIDADE DE UM INTERVALO ENTRE AS DUAS VINDAS

É necessário haver um período intercalar entre o arrebatamento e a segunda vinda de Jesus por ao menos 2 motivos: para que todo cristão compareça diante do Tribunal de Cristo (cf. II CORINTIOS 5: 10) e para que surjam cristãos na Grande Tribulação, os quais terão seus corpos não-ressurretos e transformados (ISAÍAS 65: 20-25).

VINDA IMINENTE DE JESUS CRISTO

Significa que não é obrigatório que ocorra determinados fatos antes deste evento, isto é, Jesus pode voltar a qualquer momento sem que haja uma série precisa de acontecimentos antes disso.

A NATUREZA DA TRIBULAÇÃO

O propósito da Tribulação, isto é, porque irá ocorrer a Grande Tribulação ? É claro que há motivos para essa determinação de Deus, de acordo com DEUTERONOMIO 4: 29-30 e JEREMIAS 30: 7-11 vemos que a Grande Tribulação é primeiramente um tempo para restauração de Israel, período chamado de Dia do Senhor, Angústia de Jacó, dia da ira de Deus cf. SOFONIAS 2: 3 e LUCAS 21: 23. Lemos ainda em OBADIAS 14, SOFONIAS 1: 17 e 15 e ZACARIAS 14: 1 outras definições para o período da Grande Tribulação, demonstrando tempos de "fogo" na terra, pois o planeta também precisa ser redimido e somente pelo fogo o será, afinal só sangue e fogo purificam (I CORÍNTIOS 3: 13-15).

A NATUREZA DA IGREJA

A Igreja é um mistério (EFÉSIOS 3: 3-4), judeus e gentios se unem em um só corpo. A Igreja tem promessa de libertação do tempo da ira de Deus durante a Tribulação (I TESSALONICENSES 1: 9-10 e I TESSALONICENSES 5: 9), nenhum cristão permanecerá na terra durante a tribulação.

A OBRA DO ESPÍRITO SANTO

Sabe-se que durante a Grande Tribulação reinará na terra a pessoa do anti-Cristo, do qual Paulo fala em II TESSALONICENSES 2, lemosainda nos versos 6 e 7 que Alguém o detém,e somente Deus através do Seu Espírito pode detê-lo, na Igreja.

1- INTERPRETAÇÃO LITERAL DAS ESCRITURAS

A interpretação literal e constante da Bíblia, significa explicar o sentido do texto apenas com o uso normal do texto, levando em consideração:

- gramática: de acordo com as regras de ortografia

- histórica: o contexto histórico da passagem

- contextual: de acordo com o contexto da passagem

Qualquer interpretação que conflite com a gramática não é válida neste método. A pessoa que analisa o texto precisa verificar corretamente o relacionamento gramatical das palavras, busca-se então o significado das palavras, a forma das palavras, a função das palavras e o relacionamento entre elas.

As Escrituras são compostas durante várias épocas e culturas diferentes, e assim é que o leitor deve vê-la durante a interpretação literal.

O texto fora do contexto vira pretexto, o contexto inclui vários aspectos;

- os versículos imediatamente antes e depois da passagem

- o parágrafo e o livro em que ocorre a passagem

- o período em que foi escrito

- a mensagem da Bíblia como um todo (TIAGO 2: 17/ EFÉSIOS 2: 8-9)

- a situação histórico e cultural no período em que foi escrita a passagem

Como exemplo podemos citar II CRÔNICAS 7: 14 que normalmente é usado como uma fórmula mágica de benção nacional, porém verificamos em 6:24 que o "meu povo"é somente Israel, essa passagem envolve Israel e não a Igreja, portanto é incorreto usá-la assim. Outros exemplos são FILIPENSES 4:13 e JOÃO 10:10.

Quando o sentido normal da Escritura faz sentido não busque qualquer outro sentido, tome cada palavra em seu sentido primário, a não ser que o contexto e passagens relacionadas indiquem o contrário.

2- PRÉ-MILENISMO

O pré-milenismo ensina que Jesus Cristo voltará antes do período milenar, as características do reino milenar são:

- terá duração de mil anos

- sua localização será aqui na terra

- o governo será mundial sob ordens de Jesus Cristo em pessoa

Existem outros dois tipos de ensino, o pós-milenista e o amilenista, que praticamente diferem em pouca coisa, o ensino pós-milenista é de que Cristo voltará à terra após reinar por mil anos, durante a presente era através da Igreja, isto é, Cristo reina espiritualmente.

A posição pré-milenista é sem dúvida a mais antiga e criada pela Igreja desde seus primeiros séculos.

O pré-milenismo começou a desaparecer com o início da Igreja católica no tempo de Agostinho (354-430 A.D.), o catolicismo unido com o Estado na época de Constantino fez esmorecer a esperança da volta de Jesus, porém sempre houve pré-milenistas, mesmo quando não era conhecido. Durante a reforma os anabatistas ajudaram a reviver o pré-milenismo.

As bases Bíblicas para o pré-milenismo, embora APOCALIPSE 20: 1-7 seja um forte apoio, são desenvolvidas no A.T. e N.T. As alianças do A.T. com Abraão e Davi estabelece promessa incondicional de um reino em Canaã liderado pelo definitivo Filho de Davi (ISAÍAS 65).

Em I CORÍNTIOS 15: 25 fala de um reino seguido ao retorno de Cristo.

3- FUTURISMO

Existem 4 maneiras de entender as Escrituras em relação ao Apocalipse:

- Preterista: crê que a maioria das profecias, senão todas, já se cumpriram no passado

- Historicista: entende que as profecias estão e serão totalmente cumpridas na era da Igreja, inclusive a Tribulação

- Idealista: não crêem em uma cronologia das profecias, pensam que as passagens proféticas apenas ensinam idéias ou verdades

- Futurista: crêem que virtualmente todos os eventos ocorrerão no futuro, durante a Grande Tribulação, na Segunda Vinda e no Milênio.

O futurismo teve aceitação ampla na Igreja primitiva, que acreditava nos eventos futuros.

As vantagens do futurismo são relacionadas à textos da Bíblia que indicam a vinda pessoal e física de Jesus na terra pela segunda vez ( ATOS 1: 9-11; LUCAS 21: 27), na Bíblia lemos dias, meses e anos, que devem ser aceitos literalmente.

Um terço da Bíblia é profecia e a maior parte dela versa sobre o futuro, uma abordagem literal será futurista conseqüentemente.

4- DIFERENÇAS ENTRE ISRAEL E A IGREJA

É muito importante saber que Deus tem dois povos: Israel e a Igreja, mas isso não implica que haja dois modos de salvação, a Bíblia claramente diz de Jesus Cristo em Sua obra redentora é o Único Caminho, uma vez que judeus e gentios são descendentes do mesmo homem caído - Adão.

Israel é particularmente uma escolha de Deus, por várias razões, entre elas:

- uma propriedade particular e nação santa (EXÔDO 19: 5-6)

- um povo que revelaria ao mundo a sabedoria de Deus( DEUT. 4: 5-8)

- Israel deveria trazer o Messias ao mundo e salvação aos gentios (ROMANOS 9: 4-5 / JOÃO 4: 22)

Estes são aspectos importantes de Israel, nenhum cristão deve negar esses aspectos quando leva a sério as Escrituras.

A Igreja é uma obra a parte do povo judeu, isso por inúmeras razões, vejamos algumas mais importantes:

- a Igreja nasceu em Pentecostes e Israel há muitos séculos atrás, para provar isso lemos em MATEUS 16: 18 que a Igreja ainda seria edificada

- a Igreja só poderia existir após certos acontecimentos no ministério de Jesus Cristo, a ressurreição e ascensão são inclusos nesses eventos bem como a capacitação do Espírito Santo através de dons

- a Igreja é um mistério, referência nunca dada à Israel. Na Bíblia lemos algumas características que demonstram a Igreja ser um mistério; judeus e gentios são unidos em um só corpo (EFÉSIOS 3: 3-6), Cristo em cada crente (COLOSS. 1: 27), a Igreja como noiva de Cristo é um mistério (EFÉSIOS 5: 32), o arrebatamento da Igreja (I CORÍNTIOS 15: 51-52)

- o relacionamento entre judeus e gentios na Igreja é peculiar, completamente diferente do relacionamento incrédulo entre ambos (EFÉSIOS 2: 11-16). Deus ainda salva pessoas judias e gentios combinando-os em um terceiro organismo completamente novo, a Igreja

- a distinção em GÁLATAS 6: 16 é clara, "Israel de Deus" é logicamente referência aos judeus convertidos ao cristianismo, isso mostra também a separação de Israel incrédula, a quem Paulo chama de "Israel segundo a carne" em I CORÍNTIOS 10

- no livro de ATOS, Israel e a Igreja existem simultaneamente, o termo Israel é mencionado 20 vezes e o termo Igreja (ECCLESIA), 19 vezes.

Israel e a Igreja são vistos como dois organismos diferentes pela Bíblia, se fosse um apenas não haveria necessidade de restauração de Israel.

Não é correto fundir Israel e a Igreja em um único objeto apenas, pois além de todas as razões já vistas lemos no N.T. o arrebatamento da Igreja e não de Israel, o qual passará pela Tribulação e ao fim da mesma se converterá a Jesus contemplando Aquele a Quem transpassaram.

Uma distinção entre Israel e a Igreja conforme ensinada na Bíblia oferece mais uma base de apoio ao arrebatamento pré-tribulacional.

Além desses 4 alicerces Bíblicos para o arrebatamento pré-tribulacional, poderemos tecer outros comentários visando eliminar qualquer dúvida a esse respeito, para isso iniciamos considerações importantes acerca do arrebatamento e a Segunda Vinda de Jesus.

O ARREBATAMENTO E A SEGUNDA VINDA, DIFERENÇA IMPORTANTE

Na Bíblia encontramos diferenças nas passagens referentes ao arrebatamento e a segunda vinda, tanto um fato como o outro tratam de vindas de Cristo, contudo são distintas entre si, isto é,a primeira vinda é o arrebatamento da Igreja nas nuvens antes dos sete anos de Tribulação e a segunda vinda é o retorno de Cristo à terra, o que ocorrerá no fim da Tribulação. Obviamente a Bíblia não contém um texto que explique a diferença das duas vindas de Cristo, porém as Escrituras ensinam a diferença de um modo peculiar, da mesma forma que cremos na Trindade, mas sabemos que não há nenhuma passagem Bíblica que afirme clara e simplesmente a tri-Unidade de Deus, porém sabemos que a Bíblia ensina isso de um modo diferente.

                                      

1- ARREBATAMENTO

É versado claramente no texto de I Tessal. 4: 13-18 e no verso 17 a expressão "arrebatamento" é a tradução do verbo grego "harpazo", o qual tem significado de agarrar para o alto ou puxar com força.

O arrebatamento é comparado muitas vezes ao caso de Enoque (Gênesis 5: 24) e de Elias (II Reis 2: 12), Jesus Cristo também foi arrebatado ao céu conforme Atos 1: 9.

O arrebatamento é definido como um mistério (I Coríntios 15: 51-54) ao passo que a segunda vinda de Cristo já é predita desde o A.T. (Zacarias 14:4; 12: 10). No arrebatamento há um deslocamento da terra para o céu e na segunda vinda ocorre o inverso.

A seguir uma comparação entre os dois eventos.


Esses contrastes deixam claro a diferença entre o translado da Igreja e a volta do Senhor Jesus, além disso lê-se em Apocalipse 19: 7,8 e 14 que a Igreja (Noiva) é preparada para acompanhá-Lo em Sua volta à terra, pois como isso poderia ocorrer se a Igreja estivesse aqui ?

A NECESSIDADE DE UM INTERVALO ENTRE AS DUAS VINDAS

Para que ocorra certos eventos preditos na Bíblia, é necessário haver um intervalo entre o arrebatamento e a segunda vinda.

1- O Tribunal de Cristo

Em II Coríntios 5:10 lemos que todos os cristãos deverão comparecer perante um juízo especial, conhecido como "juízo do Bema". A palavra grega "Bema" jamais é mencionada nos textos que descrevem a segunda vinda de Cristo à terra, nestes casos lê-se a palavra "Krino", isto é, o juízo do "Krino" será apenas para incrédulos, será necessário um período para a concretização do juízo de Cristo aos arrebatados e ressuscitados.

2- A Preparação da Noiva

A Igreja deve estar completa para o casamento com Cristo, na verdade o juízo "Bema" é tal preparação, ao término dele a Igreja toda estará pronta para o Senhor e esse casamento ocorre no céu.

3- O Julgamento dos Incrédulos

Como poderia haver um julgamento entre salvos e não salvos em seus corpos naturais se todos os crentes fossem arrebatados na Segunda Vinda ? Deverá haver um intervalo de tempo.

4- O Povo do Milênio

Todos os que se tornarem cristãos na Grande Tribulação e não forme mortos entrarão no milênio com uma vida normal, não serão arrebatados na Segunda Vinda de Cristo, conforme Isaías 65: 20-25

5- O Plano de Deus para IsraelA Igreja composta por judeus e gentios não deverá misturar-se com o plano ainda não concluído para com Israel, Deus estabeleceu 70 semanas para Israel (Daniel 9:24-27), um programa destinado somente à Israel, a Igreja portanto não deve passar por esse período de 70 semanas, assim como não passou nas 69 semanas iniciais, não passará pela última, pois esse não é o plano divino.

A IMINÊNCIA DA VOLTA DE JESUS CRISTO

Ao lermos o N.T. veremos que o ensino dado é sobre a volta de Jesus aqui para arrebatar Sua Igreja sem que ocorra algum evento necessariamente, isto é, não há nenhum sinal prévio e obrigatório para anteceder a vinda de Cristo à Igreja, portanto o N.T. ensina a volta iminente de Jesus.

O Que é Iminência ?

Uma definição Bíblica para um fato iminente é descrita como segue:

1- Um acontecimento iminente é aquele que está prestes a acontecer, a qualquer momento, sendo que outros fatos podem até ocorrer antes mas nada precisa ocorrer antes de acontecer o evento iminente. Se houver necessidade de ocorrer algo antes, então o fato não é iminente.

2- Se o fato é iminente, não existe um período de tempo pré determinado ao fato, isto é, ele pode ocorrer a qualquer momento.

3- Não existe uma data pré estabelecida para um evento iminente, seja ela direta ou implícita.

4- Um acontecimento iminente não pode ser "em breve", porque um fato breve precisa ocorrer dentro de um período de tempo pequeno, contudo o fato iminente pode até ocorrer em um período pequeno de tempo mas não precisa ser assim para ser iminente.

Nas Escrituras lemos a Doutrina da Vinda Iminente de Jesus Cristo à Sua Igreja nos seguintes textos Sagrados: I CORÍNTIOS 1: 7, I CORÍNTIOS 16: 22, FILIPENSES 3: 20, FILIPENSES 4: 5, I TESSALONICENSES 1: 10, I TESSALONICENSES 4: 15-18, I TESSALONICENSES 5: 6, I TIMÓTEO 6: 14, TITO 2: 13, HEBREUS 9: 28, TIAGO 5: 7-9, I PEDRO 1: 13, JUDAS 21, APOCALIPSE 3: 11, APOCALIPSE 22: 7, 12,20 E APOCALIPSE 22: 17,20.

Nos textos acima verificamos a doutrina da iminência quando o leitor é ensinado a aguardar pacientemente a Vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo, observe que não há aviso prévio, apenas diz que Ele virá a qualquer momento.

A Igreja aguarda Alguém, Uma Pessoa - Jesus Cristo - e não uma série de eventos, pois todos os sinais que Jesus diz ocorrer, em Mateus 24 por exemplo, estão relacionados com a Tribulação e a volta dEle para estabelecer Seu Reino Milenarcom Sua Igreja, agora para o arrebatamento não há nenhum sinal deixado por Ele, ao contrário é afirmado em Mateus 24: 36 que ninguém sabe o dia e nem a hora.

"Maranata" ou "Marah natha", significa Vem Nosso Senhor, um termo que só tem sentido se a vinda for a qualquer momento, isto é, iminente, os cristãos antigos utilizavam esse termo como uma saudação.

Embora seja uma doutrina a volta de Cristo iminente, não devemos nos esquecer que uma série de eventos tem ocorrido nos últimos anos, os quais nos levam a crer na Vinda de Jesus estar realmente às portas, observe que poderá ocorrer ainda este ano ou daqui a vários anos, a questão é que vive-se em dias difíceis, onde a Igreja de Jesus Cristo padece, é atacada por uma variedade de investidas, às vezes partindo de dentro de si mesma.

A volta iminente de Jesus Cristo deve ser aguardada a qualquer momento mais agora do que nunca, pode ser que Ele volte hoje.

3 – A GRANDE TRIBULAÇÃO.
Logo após o arrebatamento da Igreja e antes da manifestação pessoal de Jesus a este mundo, terá lugar uma série de eventos terríveis em sua magnitude e alcance. É um tempo de tribulação e angústia predito pelos profetas do Antigo Testamento. Daniel refere-se a uma tribulação jamais dantes experimentada; Dn. 12.1. Jeremias descreve-a como o tempo de angústia para Jacó; Jr. 30.7. confira também as palavras de Jesus em Mc. 13.19. O ponto culminante deste tempo de angústia será de tal forma que se "o Senhor não abreviasse aqueles dias, nenhuma carne se salvaria; mas por causa dos escolhidos que escolheu, abreviou aqueles dias; Mc. 13.20.

Deve ficar bem claro que uma das condições para o desencadeamento da Grande Tribulação será precisamente, o rapto da Igreja. O rapto assinalará o fechamento do longo parêntese que definiu a Dispensação da Graça. Após, é que o Rei Jesus voltará a tratar diretamente com Israel e com o mundo gentílico.


3.1 - Quanto tempo durará a Grande Tribulação?

A Grande Tribulação durará uma semana de anos, Dn. 9. 27. Será a Septuagésima semana de Daniel. Uma semana de anos corresponde a sete anos; a semana será dividida em duas etapas de três anos e meio. A última etapa da 70ª semana é assim designada: tempo, tempos e metade de um tempo.

3.2 – Desvendando um mistério.

O anjo disse a Daniel sobre estas setenta semanas de anos que estão determinadas sobre o povo de Israel. As primeiras sessenta e nove terminaram com a crucificação do Messias; Dn. 9.26. Muitos acreditam num interlúdio entre a 69ª e a 70ª semana, como se esta estivesse indefinidamente adiada. Esse interlúdio é a era da graça. Quando a influência restringidora da operação do Espírito Santo em, e através da Igreja, for removida, por ocasião do arrebatamento, então iniciará a última e terrível semana.

3.3 – Quem dominará o mundo naqueles dias?

O líder terreno durante a G.T. será o arquiinimigo do Senhor Jesus: o anticristo. A palavra anti tem este sentido básico no grego: em lugar de e não contra. Ele não dirá ser o anticristo. Antes reivindicará ser o verdadeiro Cristo.

O anticristo aparecerá no cenário mundial. Fará um concerto por sete anos com o povo de Israel. Já que o mundo está em suas mãos, três espíritos imundos semelhantes a rãs saem da boca da trindade satânica para congregar todas as nações para a peleja contra Israel, isto é, para a Grande Batalha do Armagedom. Esta Batalha culminará no triunfo de Nosso Senhor Jesus Cristo. Quanto ao anticristo e aos seus aliados, serão lançados no Lago de Fogo. Israel, é claro, será restaurado e purificado; Is. 2.5-22; 16.1-5; 24.1-15; 26.20,21. E as nações serão julgadas; Mt. 25.31-46.


3.4 – A Igreja passará pela Grande Tribulação?

Mui freqüentemente, os que afirmam que a Igreja passará pela G.T., salientam: Deus não prometeu que a Igreja escapará da tribulação e do sofrimento. O que eles não sabem é que a Bíblia usa a palavra tribulação (no grego, thlipsis) de duas maneiras diferentes. Algumas vezes, ela refere-se à aflição, à perseguição, à pressão e à angústia que nos são causadas por um mundo ímpio. Ela também é traduzida por aflições quando Paulo fala de nossas tribulações diárias que, se comparadas à eternidade, duram apenas um momento; IICo. 4.17. Mas os julgamentos da tribulação, referidos em Apocalipse, não pertencem à mesma classe; representam a ira de Deus. Mas não estamos esperando a ira; quer vivamos ou morramos, aguardamos o arrebatamento para estarmos para sempre com o Senhor; 1 Ts. 5.10.

"Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei 'da hora da tentação' que há de vir sobre o mundo, para tentar os que habitam na terra"; Ap. 3.10. A passagem em foco indica que a Igreja jamais passará pela G.T. Aqueles que advogam que a Igreja passará por este sombrio período, fazem sua defesa no significado da preposição "EK".

Esta preposição "ek" leva os intérpretes a uma interpretação literal de sair de dentro. Para emergir de dentro da hora da tentação, deve (segundo este conceito) ter estado presente durante aquela hora. Mas essa forma de interpretação, não combina com a tese e argumento principal da natureza do pensamento das Escrituras, por vários motivos:

a) Ora, usando a preposição gramatical de: "ek" e "apo" (fora de) reforça o conceito geral das demais escrituras. À referência direta deste versículo, qualquer estudioso sabe que se refere à hora da G.T., que de um certo modo envolverá todo o mundo, e, na sua fase final, terá como alvo a cidade de Jerusalém e a Terra Santa.

b) A palavra da significa para fora de e em si traz a idéia de ser guardado da Tribulação (não meramente conservado através dela, como alguns asseveram). Ora, se a Igreja estivesse destinada a passar pela G.T., uma coisa seria certa; em lugar de ler-se: "...eu te guardarei 'da' hora da tentação". Ler-se-ia: "eu te guardarei 'na' hora da tentação". Convictos, desta verdade podemos afirmar: A IGREJA NÃO PASSARÁ PELA GRANDE TRIBULAÇÃO.


4 – O MILÊNIO

"...e reinarão com Cristo durante mil anos"; Ap. 20.4b. O milênio será, de acordo com as escrituras, um tempo de restauração para todas as coisas. Ao invés do pecado, a justiça encherá a Terra.

Será verdadeiramente a Idade Áurea da Terra, acerca do qual os poetas têm entoado, e pela qual este mundo triste e sofrido tem esperado através de todos os séculos, desde que o seu Rei foi crucificado e assim o Senhor da Glória foi rejeitado pelos que lhe pertenciam e por cuja razão, o reino foi adiado.

Haverá profundas mudanças na Terra, durante o Milênio. A maldição que Deus pronunciou devido ao pecado, será removida e assim a benção de Deus mover-se-á sobre a Terra.

Vejamos agora alguns itens a serem considerados sobre o Milênio.


4.1 – A forma de Governo

TEOCRÁTICO, isto é, o próprio Deus regerá o mundo na pessoa do Seu Filho, o Senhor Jesus Cristo; Dn. 7.4.

4.2 – A Sede do Governo

Jerusalém, será a capital do mundo. A desprezada cidade tantas vezes pisada pelos exércitos invasores.

4.3 – Condições espirituais

As condições espirituais em evidência durante o Milênio contrastarão fortemente com as prevalecentes nos dias atuais. Então terá sua total realização a profecia de Joel 2.28,29, em que, o Espírito Santo será derramado sobre Israel e as demais nações.

4.4 – O conhecimento do Senhor será universal durante o Milênio; Is. 11.9; Jr. 31.34. Tal qual hoje o mal prevalece e muitas nações jazem nas trevas da idolatria, naquele tempo a justiça de Deus prevalecerá e todas as nações conhecerão o nome do Senhor Jeová Rafá.

4.5 – Satanás será amarrado durante o Milênio. Esse inimigo, tanto de Deus como do homem, será algemado e lançado no abismo, de maneira que ele ficará impossibilitado de exercer o seu nefasto programa de engano entre os homens; Ap. 20.1-3.

4.6 – Haverá paz universal durante este período em estudo. Hoje os esforços humanos para promover a paz entre os homens são vãos. Porém chegará o dia em que o Príncipe da Paz estabelecerá a perfeita harmonia entre as nações.

4.7 – Fim do Milênio

Satanás será solto do abismo, por um pouco de tempo e enganará as nações afim de congregá-las para a batalha.

O fato de que o homem dará ouvidos aos enganos de Satanás, embora tenha usufruído das bênçãos e das melhores influências espirituais, durante este período, mostrará que o estado de depravação natural do coração humano, ainda se encontra enraizado dentro do seu instinto pecaminoso, por natureza, e este estado de depravação será revelado no fim desse período de 1.000 anos.

Mas, no ponto pinacular da rebelião contra o Senhor, Deus enviará fogo do céu que os devorará.

O fim do Milênio marcará também o fim de todas as dispensações terrestre e o fim do tempo.


5 – O JULGAMENTO FINAL

E Ap. 20.11-15 descreve-se o julgamento que terá lugar ao fim do Milênio, mil anos depois do julgamento das nações, realizando-se não sobre a terra, como foi o caso do julgamento das nações, mas sim nas regiões celestiais onde Deus habita. A primeira ressurreição, Ap.20.6, ocorrerá antes do início do Milênio e será para os mortos justos pertencentes a todas as dispensações, à Igreja, e ao grupo salvo durante a G.T.; Ap.7

Sendo que os participantes da 1ª ressurreição são descritos como bem aventurados, e santos, naturalmente os demais mortos que não viverem até o fim do Milênio não o são. Por essa razão cremos que perante o GTB comparecerão os mortos ímpios.

A presença do Livro da Vida será necessária na condenação daqueles que alegarão méritos das suas obras, quando deveriam ter aceitado a Cristo como seu Salvador, fato que teria colocado seus nomes nesse livro do Cordeiro.

Os ímpios serão julgados segundo as suas obras. O registro delas será aberto e lido para determinar o grau de castigo. O Lago de Fogo será para todos os ímpios. Para este lugar serão removidos para sempre a morte e o Hades.


6 – O ESTADO PERFEITO E ETERNO.

Jesus não deixou de mencionar sobre essa era perfeita. Apocalipse 21 e 22 descrevem as glórias deste estado eterno.

A cidade de Jerusalém, a celestial, baixará de vez sobre a Terra. A nova terra tem seu relevo totalmente diferente.

Quem preparou esta cidade foi Jesus. A cidade é quadrangular. Nessa cidade não haverá mais noite, nem precisará da luz do sol, porque o Senhor Deus brilhará sobre os seus e reinarão pelos séculos dos séculos. Deus enxugará de nossos olhos toda a lágrima.

Conheceremos as águas límpidas do Rio da Vida e sentiremos o gostoso sabor do fruto da Árvore da Vida. ALELUIA!!!

Fim da viagem.

1. FONTES BIBLIOGRÁFICAS

CABRAL, Elienai. Revista Lições Bíblicas (3º trimestre 1998) CPAD.

FALCÃO, Napoleão. Fita K-7. As cinco verdades sobre a morte.

GILBERTO, Antônio. O calendário da profecia (9ª Edição 1997) CPAD.

GOMES, Gesiel Nunes. O Rei está voltando (1ª Edição 1978) LEAL.

HORTON, Stanley M. Doutrinas Bíblicas (2ª Edição 1996) CPAD.

HORTON, Stanley M. A Vitória Final (1ª Edição 1995) CPAD.

LOCKYER, Sr. Herbert. Apocalipse – O drama dos Séculos, (1ª Edição em Português 1992) Editora Vida.

OLSON, N. Laurence. O plano Divino Através dos Séculos (18ª Edição 1998) CPAD.

PENTECOST, Dwight. Manual de Escatologia, Ed.Vida, 2008.

PATE, C.Marvin As INTERPRETAÇÕES DO APOCALIPSE, Ed.Vida, sp, 2004.

___, Jornal "Chamada da Meia Noite". (1995)



Fonte: http://www.webartigos.com/articles/14935/1/PALESTRAS-EM-ESCATOLOGIA-BIBLICA/pagina1.html#ixzz0zoMFu67B