sexta-feira, 17 de setembro de 2010

PALESTRAS EM ESCATOLOGIA BIBLICA






1.AS DEFINIÇÕES

ESCATOLOGIA ( grego=eschatos, "último", e logos, "assunto", ou seja, "a doutrina das úlitmas coisas"). A Escatologia Bíblica diz respeito não apenas ao destino do indivíduo, mas também se preocupa com a história. Isso se deve ao caráter particular de revelação da Bíblia. Deus não somente se revela por meio dehomens divinamente movidos, mas também em e mediante os acontecimentos da história redentiva, o mais da qual é o advento e a vida do seu filho, Jesus Cristo. Além disso, o conteúdo dessa revelação não se limita as verdades acerca do caráter e dos propósitos de Deus , mas inclui igualmente suas ações redentoras na história, bem como a palavra inspirada, que interpreta a significação dessas ações. Visto que Deus é o Senhor da história, a consumação da obra redentora de Deus, incluirá a redenção da própria história.
"ENTRETANTO, o Espírito Santo nos diz claramente que nos últimos tempos alguns na igreja se desviarão de Cristo e se tornarão seguidores de mestre com idéias de inspiração diabólica" ITm. 4.1. Alguns falsos ensinadores têm introduzido no meio do povo de Deus ensinos deturpantes sobre as coisas que ainda hão de acontecer. Ë de se lamentar que essas heresias têm desviado muitos cristão que por sua vez perdem o gosto pelo verdadeiro ensino, contido nas Sagradas Escrituras, concernente ao futuro.
O estudo da Escatologia requer muita atenção e cuidado para não entrar na classe dos falsos mestres que Paulo enfatizou que, nos últimos tempos surgiriam.

Não é difícil o estudo sobre Escatologia, desde que o estudante dedicado busque a orientação de Deus que por sua vez iluminará a mente do seu discípulo. Uma coisa é certa: o Espírito Santo é o único e verdadeiro intérprete que merece toda a nossa confiança, no que tange a todo o conteúdo plausível da Bíblia Sagrada, o Livro de Deus.

1.1A IMPORTANCIA DO ENSINO ESCATOLÓGICO

A Escatologia Bíblica tem sido negligenciada em muitos púlpitos causando um enorme prejuízo a igreja do Senhor. Há muitos pregadores enganados ensinando o que não convém (Tt 1.11) por falta de conhecimento. Ensinam que o INFERNO é no sol, outros estão pregando que Jesus desceu ao Inferno e ao chegar lá derrubou a porta do inferno a ponta-pés para tomar a chave de Satanás. No estudo da escatologia bíblica, é de caráter fundamental, Ter o


cuidado em não apresentar falsas interpretações, evitando, com isso, questionamento e especulações. Deus nos adverte dizendo que devemos "manejar bem a Palavra da verdade."(II Tm.2.15). "Porque a visão é ainda para o tempo determinado, e até ao fim falará e não mentirá; se tardar, espera-o, porque certamente virá, não tardará".(Hc.2.3). Os motivos reais de termos pessoas com tantas dúvidas e pregadores e ensinadores que não são ortodoxos na sua apresentação de ESCATOLOGIA, produzindo interpretações absurdas do texto bíblico são:

a)FALTA DE AFINIDADE DO CRENTE COM O ESPÍRITO SANTO – Daí, falta introspecção espiritual( 1 Co2.10,14 ) . A bíblia foi produzida pelo Espírito Santo, portanto não devemos pensar que podemos entendê-la só por sermos antigos na fé, por sermos intelectuais, Jovens, etc. O Espírito Santo é o interprete real da escritura.

b)FALTA DE APLICAÇÃO DO TEXTO BÍBLICO NOS SEUS VARIADOS ASPECTOS – Falsa aplicação quanto a povos bíblicos; quanto a tempo; quanto a lugar; quanto aos sentidos do texto; quanto a mensagem do texto; e quanto a procedência da mensagem do texto. Tudo isto em relação ao assunto que estamos estudando no momento ( ESCATOLOGIA ). A correta aplicação da Palavra de Deus é: " ...maneja bem a palavra da verdade" ( 2 Tm 2.15 ) e para manejá-la bem é necessário considerar vários aspectos de aplicação já mencionados. É dever de TODO OBREIRO do Senhor, manejar BEM A PALAVRA DA VERDADE. Tanto é réu o corruptor da sã doutrina, como o omisso nela.

c)CONHECIMENTO BÍBLICO DESORDENADO – Há crentes em nossas igrejas, portadores de um admirável conhecimento bíblico, mas infelizmente, por falta de estudo sistemático dos assuntos bíblicos, esse conhecimento deles é vago, solto, sem sequencia, desordenado, tipo catálogo de telefone, onde uma informação nada tem haver com a outra. Dá pena, mas é verdade! É conhecimento Bíblico mas, assimétrico.

d)CONHECIMENTO ESPECULATIVO – Isto é, conhecimento que é apenas especulação do intelecto humano ( 1 Co 2.14 ). Especular é querer saber apenas para saber, mas sem qualquer intenção de glorificar a Deus, de consagrar a vida a Ele, e muito menos de obedecer a Sua vontade. Há muita diferença de "amar a Sua vinda" ( 2 Tm 4.8 ) e especular sobre sua vinda.

2.ENTENDENDO O CAMPO DA ESCATOLOGIA BÍBLICA.

Littera scripta manet – "a palavra escrita permanece", disse Horácio na Roma Antiga a mais de 2.000 anos atrás. O que caracteriza o vislumbre do cumprimento das profecia no palco da escatologia, é a maneira de como Deus trabalha para mostrar a sua vontade, revelada na palavra escrita. Este trabalho consiste em ampliar a revelação divina, nos dando a entender que a palavra escrita continua em pé, revigorada pela forte atuação e inspiração do Espírito Santo de Deus. A ordem que o profeta Jeremias recebeu do Senhor foi esta: "escreve num livro todas as palavras que eu te disse", Jr. 30.2.

Não podemos duvidar nem admitir falha na palavra de Deus. Ela é inspirada pelo Espírito Santo; 2Tm. 3.16. A inerrância das escrituras tem sua base na infabilidade da Palavra do Senhor.

Com isso podemos ir mais além do que Horácio afirmou. "a palavra escrita 'não' apenas permanece – ela floresce como trepadeira nas fronteiras do nosso entendimento". Ela alcança o mais profundo dos recônditos da nossa alma. Para entender o campo da escatologia, precisamos saber de 3 (três) verdades básicas.


2.1 A IGREJA – ALVO DA REVELAÇÃO DIVINA.

Toda a revelação aponta para o futuro. O futuro consiste num plano traçado por Deus para que a Igreja caminhe neste mundo "pela fé a esta graça, na qual estando firme, gloria-se na esperança da glória de Deus", Rm. 5.2

Argumentando o fato de nós sermos alvo da revelação divina, o apóstolo Paulo escreveu aos Efésios dizendo que Deus "nos elegeu antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis diante dele. Em amor nos predestinou para sermos filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito da sua vontade", Ef. 1.4,5. Somente aqueles que são santos e filhos de Deus é que têm o privilégio de ter a revelação das coisas que em breve hão de acontecer.

Em contraste, o mundo pagão, que não tem a revelação de Deus, se fecha num ciclo de falsas expectativas em relação ao futuro.

No consenso filosófico da humanidade a maior parte da população do mundo vê com grande otimismo a era que está por vir. Pressentindo um fantástico progresso material e científico, vivendo na era da velocidade e vendo a aquisição do conhecimento se acelerar, muitos poderão se tornar otimistas demais. Contudo o apóstolo Paulo nos adverte: "quando andarem dizendo: paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição", ITm. 5.3.

Aos olhos dos franceses do final do século XIX, o novo século parecia uma espécie de Idade de Ouro. Mas o entusiasmo durou até 1914, quando a 1ª Guerra Mundial pôs fim ao sonho dourado.

Outra parte da humanidade certamente adentrará o 3º milênio cheia de superstições, medo, insegurança e pessimismo; preocupada com desgraças, desemprego, violência e caos social.
conseguiu comemorar a data, pois esperava o "Apocalipse". Segundo o historiador Frederick H. Martins, um sentimento de terror dominou a multidão amontoada na imensa Basílica de São Pedro, em Roma, na noite de 31 de dezembro de 999. Inclusive o Papa Silvestre II parecia aterrado.

Isso aconteceu porque o povo não tinha acesso à Bíblia. Quem conhece a revelação sabe que o mundo irá de mal a pior, mas não se desespera. E o Senhor Jesus profetiza: "homens desmaiarão de terror, na expectativa das coisas que sobrevirão ao mundo... e quando estas coisas começarem a acontecer, fiquem firmes e levantem a cabeça, pois a vossa redenção está próxima, Lc. 21.26,28.


2.2 OS QUATRO TIPOS DE ESCATOLOGIA

Além de ser um dos capítulos da dogmática cristã, ou seja, o estudo sistemático e lógico das doutrinas concernentes às últimas coisas, há quatro outros tipos de escatologia, segundo nos apresenta o Dicionário Teológico (CPAD).

a) Escatologia consistente.

Termo nascido com Alberto Schweitzer, segundo o qual a ações e a doutrina de Cristo, tinha um caráter essencialmente escatológico. Não resta dúvida, pois de que o Senhor Jesus haja se preocupado em ensinar aos discípulos as doutrinas das últimas coisas. Todavia, sua preocupação básica era a salvação do ser humano. Ele Jamais deixou de se referir à vida prática e sofrida do homem.

b) Escatologia idealista.

Corrente doutrinária que relaciona a escatologia bíblica às verdades infinitas. Os que defendem tal posicionamento, alegam que a doutrina das últimas coisas não terá qualquer efeito sobre a história da humanidade. Relegam-na, pois, à condição de mera utopia, ou seja, projeto irrealizável, fantasia.

A abordagem idealista doApocalipse, por exemplo, é, as vezes, chamada de visão "espiritualista", visto que interpreta o livro espiritual ou simbolicamente. O livro é visto da perspectiva que representa o conflito continuo entre o bem e o mal, sem conexão histórica imediata para qualquer evento político ou social.

Mas, o que dirão elas, por exemplo, acerca das profecias já cumpridas? Será que estas não referendam as que estão por se cumprirem? Não esqueçamos, pois, ser a profecia a essência da Bíblia. Se descremos daquela, não podemos crer nesta.

c) Escatologia individual.

Estudo das últimas coisas que dizem respeito exclusivamente ao indivíduo, tratando de sua morte, estado intermediário, ressurreição e destino eterno. Neste contexto, nenhuma abordagem é feita, quer a Israel, quer a Igreja.

d) Escatologia realizada.

Ponto de vista defendida por C.H. Dodd, segundo o qual as previsões escatológicas das Sagradas Escrituras foram cumpridas nos tempos bíblicos. Atualmente, portanto, não nos resta nenhuma expectativa profética de acordo com o ensino de Dodd.

Gostaríamos, porém que ele nos respondesse as seguintes perguntas:

· A 2ª vinda de Cristo já foi realizada?

· A grande Tribulação já é história?

· O julgamento final já foi consumado?



3AS SETE DISPENSAÇÕES

Todo o crente que conhecemos é dispensacionalista, em algum grau. Se você, hoje, não oferece sacrifícios de animais no templo, em Jerusalém, porque você corretamente discerne que não é requerido fazer exata e totalmente o mesmo que o judeu do Velho, então você crê que há diferentes tratos de Deus com o homem à medida que os séculos passam, portanto você é um dispensacionalista. Eu, tu, ele, todos nós os crentes, somos dispensacionalistas, em algum grau. A maior diferença entre os crentes é se são ou não consistentes e sempre estão prontos a reconhecer em plena escala todas as claras modificações de tratamento de Deus com o homem através dos séculos. Nossa oração é que você e eu sejamos consistentes e plenos nisso, nem menos, nem mais do que está claro na Bíblia.

Se não tivermos SEMPRE em mente todas as diferenças entre as dispensações mostradas neste mapa, será IMPOSSÍVEL compreendermos tudo que deveríamos compreender, seria IMPOSSÍVEL corretamente interpretar MUITAS partes da Bíblia, estendendo-se por praticamente todas as doutrinas.

Entre as perguntas que devemos fazer a cada minuto à medida que estamos lendo a Bíblia, estão: Qual o significado literal e exato de cada palavra? Qual é o contexto imediato? Quem está falando (Deus diretamente? Deus através de fiel profeta? Um homem falho, mesmo que a Bíblia o registre infalivelmente? O Diabo?)?

A ele quem está falando? A QUE DISPENSAÇÃO ISTO SE REFERE (aos judeus na dispensação da lei? aos crentes da dispensação ds igrejas? a quem está na Tribulação? etc.)? Como Cristo pode ser percebido aqui? Qual a aplicação disso tudo para mim, hoje? Em que devo mudar à luz disto? Há alguma ordem de Deus que preciso obedecer, ou obedecer mais?

Para melhor compreender o campo da escatologia bíblica, faz-se necessário um resumido estudo sobre as sete dispensações, sabendo que, a última dispensação é para o futuro.

Segundo o Pr. Severino Pedro da Silva, em seu livro "Escatologia", uma dispensação "é um período em que o homem é experimentado em relação à sua obediência a alguma revelação especial da vontade tanto permissiva como diretiva de Deus".

Enquanto os princípios de Deus têm a ver com o Seu caráter, com a Sua natureza, as dispensações de Deus dizem respeito às Suas formas de tratar com os que a Ele estão sujeitos, especialmente com o homem.

Em português, nos dicionários, a palavra "dispensar" apenas quer dizer "distribuir". A palavra "dispensação", portanto, significa o "ato de dispensar ou de distribuir", ou "aquilo que é dispensado ou distribuído". (Por exemplo, nos dispensários médicos os medicamentos são dispensados, distribuídos aos pobres.)

No Novo Testamento em grego, a palavra "3622 oikonomia" é usada 7 vezes e significa "administração ou governo da casa":

- 3 vezes a Almeida-1693 e a ACF traduziram "oikonomia" por "mordomia" (Luc 16:2,3,4), e isto está correto, o que está errado é o que muitos fazem hoje, dando à palavra o sentido pejorativo de gozo de regalias indevidas. O sentido correto continua sendo "administração ou governo da casa".

- 4 vezes a Almeida-1693 e a ACF traduziram "oikonomia" por "dispensação" (1Cor 9:17; Ef 1:10; 3:2; Col 1:25) e isto está correto, o que está errado é o que muitos fazem hoje, restringindo o sentido da palavra simplesmente a um período de tempo. O sentido correto continua sendo "administração ou governo da casa".

A definição teológica é: "Uma dispensação é uma maneira [um sistema] particular de Deus administrar Seu reinar sobre o mundo, à medida que Ele progressivamente executa Seu propósito para a história do mundo." (Ankenberg). Dispensação é comumente (mas indevidamente) confundida com o período de tempo que lhe corresponde.

As sete dispensações são:

3.1 Dispensação da Inocência

Seu início deu-se na criação e findou-se na queda de Adão. O tempo não é revelado.

RESPONSABILIDADE (tão pouca e leve! oh, o amor de Deus!): NÃO COMER

E criou Deus o homem à sua imagem: à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra.(Gênesis 1:27-28).

Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.(Gênesis 2:17)

FRACASSO (oh, a maldade do homem em geral!): COMERAM

E viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento; tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela.(Gênesis 3:6)

JUÍZO: MALDIÇÃO E MORTE

E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a tua dor, e a tua conceição; com dor darás à luz filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará.E a Adão disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei, dizendo: Não comerás dela, maldita é a terra por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias da tua vida.Espinhos, e cardos também, te produzirá; e comerás a erva do campo.(Gênesis 3:16-18).

3.2 Dispensação da Consciência

Esta dispensação começou em Gn. 3 e durou cerca de 1656 anos: de zero (0 ) a 1656 a.C., abrangendo o período desde a queda do homem até o dilúvio; Gn. 7.21,22.

RESPONSABILIDADE (tão pouca e leve! oh, o amor de Deus!): OBEDECER, SACRIFÍCIOS DERRAMANDO SANGUE.

E fez o SENHOR Deus a Adão e à sua mulher túnicas de peles, e os vestiu.Então disse o SENHOR Deus: Eis que o homem é como um de nós, sabendo o bem e o mal; ora, para que não estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma e viva eternamente,(Gênesis 3:21-22)

E Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas, e da sua gordura; e atentou o SENHOR para Abel e para a sua oferta.(Gênesis 4:4).

FRACASSO (oh, a maldade do homem em geral!): CORRUPÇÃO

E viu Deus a terra, e eis que estava corrompida; porque toda a carne havia corrompido o seu caminho sobre a terra.(Gênesis 6:12).

JUÍZO: DILÚVIO UNIVERSAL

E disse o SENHOR: Destruirei o homem que criei de sobre a face da terra, desde o homem até ao animal, até ao réptil, e até à ave dos céus; porque me arrependo de os haver feito.(Gênesis 6:7)

Então disse Deus a Noé: O fim de toda a carne é vindo perante a minha face; porque a terra está cheia de violência; e eis que os desfarei com a terra.(Gênesis 6:13)

3.3 Dispensação do Governo Humano

Esta dispensação começou em Gn. 8.20 e perdurou cerca de 427 anos. Desde o tempo do Dilúvio até a dispersão dos homens sobre a superfície da terra, sendo consolidada com a chamada de Abraão ( Gn. 10.15; 11.10-19;12.1 ).

RESPONSABILIDADE (tão pouca e leve! oh, o amor de Deus!): POVOAR E ESPALHAR-SE POR TODA A TERRA.

Quem derramar o sangue do homem, pelo homem o seu sangue será derramado; porque Deus fez o homem conforme a sua imagem.Mas vós frutificai e multiplicai-vos; povoai abundantemente a terra, e multiplicai-vos nela.(Gênesis 9:6-7)

FRACASSO (oh, a maldade do homem em geral!): DESOBEDECERAM.

E disseram: Eia, edifiquemos nós uma cidade e uma torre cujo cume toque nos céus, e façamo-nos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra.(Gênesis 11:4)

JUÍZO: CONFUSÃO DE LÍNGUAS

Por isso se chamou o seu nome Babel, porquanto ali confundiu o SENHOR a língua de toda a terra, e dali os espalhou o SENHOR sobre a face de toda a terra.(Gênesis 11:9)

3.4 Dispensação Patriarcal

Teve início com a Aliança de Deus com Abraão, cerca de 1963 a.C., ou seja, 427 anos depois do dilúvio. Sua duração foi de 430 anos; Gl. 3.17; Hb. 11.9,13. A palavra chave é PROMESSA. Por meio desta dispensação, Abraão e seus descendentes vieram a ser herdeiros da promessa.

RESPONSABILIDADE (tão pouca e leve! oh, o amor de Deus!): POVOAR E ESPALHAR-SE POR TODA A TERRA

Quem derramar o sangue do homem, pelo homem o seu sangue será derramado; porque Deus fez o homem conforme a sua imagem.Mas vós frutificai e multiplicai-vos; povoai abundantemente a terra, e multiplicai-vos nela.(Gênesis 9:6-7)

FRACASSO (oh, a maldade do homem em geral!): DESOBEDECERAM

E disseram: Eia, edifiquemos nós uma cidade e uma torre cujo cume toque nos céus, e façamo-nos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra.(Gênesis 11:4)

JUÍZO: CONFUSÃO DE LÍNGUAS

Por isso se chamou o seu nome Babel, porquanto ali confundiu o SENHOR a língua de toda a terra, e dali os espalhou o SENHOR sobre a face de toda a terra.(Gênesis 11:9)

3.4 dispensação da PROMESSA (ou Patriciarcal)

RESPONSABILIDADE (tão pouca e leve! oh, o amor de Deus!): PERMANECER EM CANAÃ

Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei.E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção.E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra.(Gênesis 12:1-3)

E apareceu-o SENHOR a Abrão, e disse: Å tua descendência darei esta terra. E edificou ali um altar ao SENHOR, que lhe aparecera.(Gênesis 12:7)

FRACASSO (oh, a maldade do homem em geral!): MORARAM NO EGITO

E havia fome naquela terra; e desceu Abrão ao Egito, para peregrinar ali, porquanto a fome era grande na terra.(Gênesis 12:10)

E tomaram o seu gado e os seus bens que tinham adquirido na terra de Canaã, e vieram ao Egito, Jacó e toda a sua descendência com ele;(Gênesis 46:6)

JUÍZO: ESCRAVIDÃO

E levantou-se um novo rei sobre o Egito, que não conhecera a José;O qual disse ao seu povo: Eis que o povo dos filhos de Israel é muito, e mais poderoso do que nós.Eia, usemos de sabedoria para com eles, para que não se multipliquem, e aconteça que, vindo guerra, eles também se ajuntem com os nossos inimigos, e pelejem contra nós, e subam da terra.E puseram sobre eles maiorais de tributos, para os afligirem com suas cargas. Porque edificaram a Faraó cidades-armazéns, Pitom e Ramessés.Mas quanto mais os afligiam, tanto mais se multiplicavam, e tanto mais cresciam; de maneira que se enfadavam por causa dos filhos de Israel.E os egípcios faziam servir os filhos de Israel com dureza;Assim que lhes fizeram amargar a vida com dura servidão, em barro e em tijolos, e com todo o trabalho no campo; com todo o seu serviço, em que os obrigavam com dureza.(Êxodo 1:8-14)



3.5 – Dispensação da Lei

Ela teve início em Êx. 19.8, quando o povo de Israel proclamou dizendo que "tudo que o Senhor falou, faremos." Sua extensão é de 1430 anos. Do Sinai ao Calvário; do Êxodo à cruz.

RESPONSABILIDADE (tão pouca e leve! oh, o amor de Deus!): GUARDAR A LEI

Então todo o povo respondeu a uma voz, e disse: Tudo o que o SENHOR tem falado, faremos. E relatou Moisés ao SENHOR as palavras do povo.(Êxodo 19:8)

FRACASSO (oh, a maldade do homem em geral!): VIOLARAM A LEI, REJEITARAM CRISTO.

O presidente, porém, disse: Mas que mal fez ele? E eles mais clamavam, dizendo: Seja crucificado.(Mateus 27:23)

JUÍZO: DISPERSÃO MUNDIAL

E será que, assim como o SENHOR se deleitava em vós, em fazer-vos bem e multiplicar-vos, assim o SENHOR se deleitará em destruir-vos e consumir-vos; e desarraigados sereis da terra a qual passais a possuir.E o SENHOR vos espalhará entre todos os povos, desde uma extremidade da terra até à outra; e ali servireis a outros deuses que não conheceste, nem tu nem teus pais; ao pau e à pedra.E nem ainda entre estas nações descansarás, nem a planta de teu pé terá repouso; porquanto o SENHOR ali te dará coração agitado, e desfalecimento de olhos, e desmaio da alma.E a tua vida, como em suspenso, estará diante de ti; e estremecerás de noite e de dia, e não crerás na tua própria vida.(Deuteronomio 28:63-66)

E cairão ao fio da espada, e para todas as nações serão levados cativos; e Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se completem.(Lucas 21:24)

3.6 – Dispensação da graça

Esta dispensação começou com a morte e ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo e terminará em plenitude com o arrebatamento da Igreja; porém, oficialmente falando, seus efeitos continuarão até Apocalipse 8.1-4.

RESPONSABILIDADE (tão pouca e leve! oh, o amor de Deus!): RECEBER CRISTO PELA FÉ; ANDAR NO ESPÍRITO.

Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome;(João 1:12).

Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.(João 3:18).

Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.Não vem das obras, para que ninguém se glorie;(Efésios 2:8-29)

FRACASSO (oh, a maldade do homem em geral!): REJEIÇÃO DE CRISTO.

E não quereis vir a mim para terdes vida.(João 5:40)

Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos.Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos,Sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons,Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus,Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te.Porque deste número são os que se introduzem pelas casas, e levam cativas mulheres néscias carregadas de pecados, levadas de várias concupiscências;Que aprendem sempre, e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade.(2 Timóteo 3:1-7)

JUÍZO: A GRANDE TRIBULAÇÃO

Porque haverá então grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco há de haver.(Mateus 24:21)

Porque é vindo o grande dia da sua ira; e quem poderá subsistir?(Apocalipse 6:17)

A 70a. SEMANA DE DANIEL (E A GRANDE TRIBULAÇÃO)

ARREBATAMENTO DOS SALVOS (do N.T.)

Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro.Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor.(1 Tessanolicenses 4:16-17)

DIABO ARREMESSADO:

E, quando o dragão viu que fora lançado na terra, perseguiu a mulher que dera à luz o filho homem.E foram dadas à mulher duas asas de grande águia, para que voasse para o deserto, ao seu lugar, onde é sustentada por um tempo, e tempos, e metade de um tempo, fora da vista da serpente.E a serpente lançou da sua boca, atrás da mulher, água como um rio, para que pela corrente a fizesse arrebatar.E a terra ajudou a mulher; e a terra abriu a sua boca, e tragou o rio que o dragão lançara da sua boca.E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao remanescente da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus Cristo.(Apocalipse 12:13-17)

3.7 – Dispensação do Reino

Esta dispensação terá, de acordo com a própria escritura, a duração de 1.000 anos; Ap. 20.1-6. É também chamada de a dispensação do Governo Divino.

Esta dispensação é algo para o futuro, logo após o julgamento das nações descrito em Mt. 25.31-46, e antes do Juízo do Grande Trono Branco (GTB).

É neste ponto, é que se encontra a essência do entendimento do campo da escatologia bíblica, ou seja, compreender o que Deus traçou para o futuro da Igreja, Israel e dos gentios.

Esta última dispensação, que é a juntura do presente século e do vindouro, fornece um nítido exemplo de sobreposição das dispensações, isto é, que às vezes há um período transitório entre uma e outra.

RESPONSABILIDADE (tão pouca e leve! oh, o amor de Deus!): OBEDECER E ADORAR A CRISTO.

E deleitar-se-á no temor do SENHOR; e não julgará segundo a vista dos seus olhos, nem repreenderá segundo o ouvir dos seus ouvidos.Mas julgará com justiça aos pobres, e repreenderá com eqüidade aos mansos da terra; e ferirá a terra com a vara de sua boca, e com o sopro dos seus lábios matará ao ímpio,E a justiça será o cinto dos seus lombos, e a fidelidade o cinto dos seus rins.(Isaías 11:3-5)

E acontecerá que, todos os que restarem de todas as nações que vieram contra Jerusalém, subirão de ano em ano para adorar o Rei, o SENHOR dos Exércitos, e para celebrarem a festa dos tabernáculos.E acontecerá que, se alguma das famílias da terra não subir a Jerusalém, para adorar o Rei, o SENHOR dos Exércitos, não virá sobre ela a chuva.(Zacarias 14:16-17)

FRACASSO (oh, a maldade do homem em geral!): REBELIÃO FINAL

E, acabando-se os mil anos, Satanás será solto da sua prisão,E sairá a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, para as ajuntar em batalha.E subiram sobre a largura da terra, e cercaram o arraial dos santos e a cidade amada; e de Deus desceu fogo, do céu, e os devorou.(Apocalipse 20:7-9)

JUÍZO: O GRANDE TRONO BRANCO, INFERNO

E vi um grande trono branco, e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu; e não se achou lugar para eles.E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de Deus, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras.E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras.E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte.E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo.(Apocalipse 20:11-15)

Aplicação:

a. Para o crente: Rm 11:33; Ef 2:3-10.

b. Para o descrente: dois futuros eternos devem ser decididos hoje:

b.a. vida eterna Jo 3:16.

b.b. condenação eterna Ap 20:15.


III – MÉTODOS DE INTERPRETAÇÃO DA ESCATOLOGIA.

Nesta seção aprenderemos os métodos utilizados na interpretação de porções bíblicas que concerne ao futuro. Lembrando que, na história da Igreja tem sido adotados vários métodos de interpretação no que tange às escrituras proféticas. No entanto, faz-se necessário o bom conhecimento e a maneira correta de se aplicar dois métodos de interpretação que devem merecer nossa atenção.

1 – Método alegórico ou figurado

O termo alegoria é definido, por alguns teólogos, como qualquer declaração de fatos supostos que admite a interpretação literal, mas que requer, também, uma interpretação moral ou figurada. Se não atentarmos para o sentido real, figurado ou literal, de uma profecia bíblica, negamos o seu valor histórico, dando uma interpretação de menos importância, e assim corremos o risco de anular a revelação de Deus naquela profecia.

Portanto, o método alegórico deve ser utilizado de maneira correta. Leia Gl. 4.21-31 e observe que Paulo tomou figuras ilustradas no texto com focos literais da antiga dispensação, mas apresentou-os como sobras de eventos futuros.

2 – Método literal ou textual

Este método se preocupa em dar um sentido literal às palavras da profecia, interpretando-as conforme o significado ordinário, de uso normal. A preocupação básica é interpretar o texto sagrado consoante a natureza da inspiração da profecia.

Ambos os métodos são válidos. Há uma perfeita ralação entre as verdades literais e a linguagem figurada. Por exemplo, no texto de Jo.1.6 diz: "Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João. E em Jo. 1.29 nos fala: "Eis aí o Cordeiro de Deus." Palavras pronunciadas pelo próprio João Batista ao ver a Jesus.

Agora vejamos os métodos de interpretação aplicado em ambos os textos. O 1º está falando literalmente de um homem, cujo nome, de fato, era João. No 2º texto João Batista usou a forma figurada para denotar a pessoa de Jesus.

Em se tratando do livro de Apocalipse, que em sua parte, é um livro escatológico, têm surgido diversas classes de intérpretes, as quais devem ser conhecidas pelos pastores e por aqueles que exercem o Ministério da Palavra. Por quê?

Porque os crentes pentecostais, em sua maioria, não sabem em que classe de intérpretes do Apocalipse, eles se encaixam, e por conseguinte deixam ser levados por ensinos deturpantes que contradizem a Palavra de Deus. Por exemplo, os Adventistas do 7º Dia, vêem a vinda de Cristo, a este mundo, como em uma única vez, sem ser dividida em duas fases distintas, e assim não dão espaço para o período da Grande Tribulação e a restauração de Israel.

Vejamos os principais intérpretes com seus respectivos ensinos.

1º - Os Preteristas. Esta classe crê que a maior parte do Apocalipse já foi cumprida, a muito tempo atrás. Eles relegam tudo ao passado. O relacionamento que eles fazem entre o texto e o evento é muito subjetivo e precário.

2º - Os Historicistas. Os intérpretes que assumem esta posição procuram encaixar todos os acontecimentos previstos no Apocalipse em várias épocas da história humana. Interpretam o Apocalipse como um estudo progressivo dos destinos da Igreja desde o seu início até a consumação. Estes asseveram que as profecias estão cumpridas em parte e em parte estão por cumprir e algumas estão sendo cumpridas diante de nós.

3º - Os futuristas. Estes interpretes dividem-se em dois grupos:

a) Futuristas extremos – acham que todo o Apocalipse refere-se à vinda do Senhor Jesus Cristo.

b) Futuristas simples – Aceitam que os 3 primeiros caps. do livro como já cumpridos; tudo o que se segue refere-se à aparição vindoura de Cristo. A maioria dos Pentecostais Fundamentalistas têm uma visão futurista do livro. Sob esta perspectiva tudo, ou quase tudo que é narrado após o cap. 4, será cumprido num curto espaço de tempo (sete anos) após o término da Dispensação da Igreja.

Os intérpretes do Apocalipse estão também divididos na forma COMO ABORDAM O MILÊNIO. (Os mil anos mencionados no cap. 20). A maneira como se encara o Milênio afeta a interpretação do Apocalipse como um todo. É necessário levantarmos, aqui, alguns pontos.

1º - Amilenistas. Ensinam que não haverá nenhum Milênio, pelo menos não na terra. Alguns simplesmente dizem que, como o Apocalipse é simbólico, não há sentido algum em se falar em Milênio Literal. Outros interpretam os mil anos como algo que ocorrerá no céu. Pegam o número mil como um algarismo ideal, um período indefinido. Assim, esperam que este período da Igreja termine com a ressurreição e julgamento geral, tanto do justo como do ímpio, seguindo-se imediatamente o reinado eterno no novo céu e na nova terra. A maioria dos amilenistas consideram Agostinho (o bispo de Hipona, no Norte da África 396 – 430 d.C.) um dos principais promotores do amilenismo.

2º - Pós-Milenista. Começou a espalhar-se a partir do século XVIII. Seus adeptos interpretam os mil anos do Milênio, como uma extensão do período atual da Igreja. Ensinam que o poder do Evangelho ganhará todo o mundo para Cristo, e a Igreja assumirá o controle dos reinos seculares. Após haverá a ressurreição e o julgamento geral tanto do justo como do ímpio, seguido pelo reinado eterno no novo céu e na nova terra. O pós-milenismo também espiritualiza irritadamente as profecias da Bíblia, não dando espaço à restauração de Israel ou reinado literal de Cristo sobre a terra durante o Milênio.

3º - Pré-Milenista. Acreditam que, o retorno de Cristo, a ressurreição dos salvos e o tribunal de Cristo, será antes do Milênio. No final deste, Satanás será solto, engana as nações, mas há de ser prontamente derrotado para todo o sempre. Segue-se o julgamento do GTB, que sentenciará o restante dos mortos. Aí sim, teremos o reino eterno no novo céu e na nova terra.

A perspectiva Pré-Milenista e futurista simples, juntas, encaixam-se melhor nas orientações de Jesus. É essa classe de intérpretes do Apocalipse que a maioria dos Pentecostais pertence.


IV – VIAGEM AO FUTURO.

Tomaremos agora uma carruagem para fazer uma pequena viagem no tempo e no espaço, para se ter uma visão panorâmica das coisas que em breve hão de acontecer, e com isso, teremos um compreensão melhor da conjuntura dos fatos ordenados por Deus na sua Palavra. Esta seção, constitui dos temas que a Escatologia bíblica estuda. Senhores passageiros, apertem os cintos, pois já estamos decolando.

1 – ESTADO INTERMEDIÁRIO DOS MORTOS.

Para se ter uma seqüência lógica deste fato, vamos fazer uma revisão sobre a doutrina da Morte.

O QUE É MORTE?
É o resultado do pecado de nossos pais.

A morte caracteriza-se de duas maneiras: 1º, morte como estado; e morte do agente, Ap.6.8.

Como estado a Bíblia fala de 3 tipos de morte: Física, espiritual e eterna.

a) Morte física. O seu significado é: dissolução vital do organismo.

O que acontece na morte física?

Resposta: alma e espírito separam-se do corpo.

Mas para melhor entender o que é alma, a Bíblia nos revela 4 designações para a alma, a saber:

Primeiro – alma como indivíduo, como cidadão; Rm.13.1.

Segundo – alma no sentido biológico, isto é, o sangue; Lv. 17.11.

Terceiro – como sentimento do homem; Mt. 26.38.

Quarto – alma como parte imortal do homem. Jesus disse: Não temeis o que mata o corpo e não mata a alma.

Quando a Bíblia fala do sono da alma, refere-se ao corpo físico. Jacó falou: Irei e dormirei com os meus pais.

No sentido espiritual e eterno, alma não dorme; Ap. 6.9.

b) Morte espiritual. É o estado do pecador separado de Deus. É a separação da comunhão com Deus; Ef. 2.1

Existe solução para a morte espiritual?

Sim, desde que o pecador aproxime-se de Deus com um coração arrependido.

c) Morte eterna. É a eterna separação da presença de Deus – a impossibilidade de arrependimento e perdão. Portanto não há solução para esse tipo de morte. É chamada a 2ª morte, porque a primeira é física. É identificada como punição do pecado; Rm. 6.23. Os ímpios, depois de julgados, receberão a punição da rejeição que fizerem à graça de Deus e, serão lançados no Geena (Lago de Fogo); Ap. 20.14,15. Esse tipo de morte tem sido alvo de falsas teorias que rejeitam o ensino real da Bíblia.

O que é estado Intermediário?

E um modo de existir entre a morte física e a ressurreição final do corpo sepultado. No A.T., esse lugar é identificado como sheol (no hebraico), e no N.T. como Hades (no grego). Os dois termos dizem respeito ao reino da morte.

A) OS MORTOS – JUSTOS. Todos os justos, de Adão até à ressurreição de Cristo, ao morrerem, suas almas (com possível exceção de Enoque e Elias), desciam ao Paraíso, que naquele tempo constituía um compartimento do Sheol ; cf. Gn. 37.35.

B) OS MORTOS – ÍMPIOS. Desde o tempo de Adão até o julgamento do GTB, as almas dos ímpios seguem para o mundo invisível, ou seja, o Sheol ou Hades aguardando o julgamento final quando serão lançados no Lago de Fogo; cf. Nu.16.30,33.


CORRIGINDO UM GRAVE ERRO

Infelizmente, estes nomes Sheol e Hades têm sido traduzidos incorretamente em certos casos em algumas versões das Escrituras, por exemplo, como inferno, sepultura, e abismo. Por exemplo, Gn. 37.35, Jacó expressou-se: "...na verdade com choro hei de descer ao meu filho à sepultura". (grifo nosso). Este termo sepultura não é a cova, propriamente dito, que no original hebraico é traduzido por Queber. E sim o Mundo Invisível dos mortos traduzido por Sheol. A Bíblia, Edição revista e Corrigida, traduz de maneira correta este termo em Jó 17.15,16: "Onde estaria então agora a minha esperança? Sim, a minha esperança, quem a poderá ver? Ela descerá até aos ferrolhos (portas) do Sheol".

Observe agora o contraste entre as palavras Sheol (mundo invisível) e Queber (sepultura, cova, túmulo) no A.T.

QUEBER

- usada no plural;
- existe muitas queberes
- abriga ou recebe cadáveres
- localizada na superfície da terra
- há uma para cada indivíduo
- o homem coloca corpos na queber

SHEOL

- usada na forma singular; Jó 17.15,16
- existe apenas um Sheol
- jamais recebe cadáveres
- localizado abaixo (no centro) da terra
- lugar onde há muita gente
- somente Deus envia o homem ao Sheol; Lc.16.22,23.


Concluímos, então, que o uso da palavra queber prova que ela significa sepultura, túmulo, que acolhe o cadáver, enquanto o Sheol acolhe o espírito do homem.


O Sheol-Hades, antes e depois do Calvário.

Antes do Calvário, o Sheol-Hades dividia-se em 3 partes distintas. A primeira parte é o lugar dos justos, chamada Paraíso, Seio de Abraão, Lugar de consolo; Lc. 16.22,25. A Segunda é a parte dos ímpios, e é denominada lugar de tormento; Lc.16.23. A terceira fica entre a dos justos e a dos ímpios, e é identificada como lugar de trevas, Lugar de prisões eternas, Abismo. Lc. 16.22; 2Pe. 2.4; Jd. v. 6. É aí onde Satanás será preso durante o Milênio, e onde se encontra aprisionada uma classe de anjos caídos, a qual não sai desse abismo, senão quando Deus permitir nos dias da Grande Tribulação.

Depois do Calvário, houve uma mudança dentro do mundo dos mortos. Depois da sua morte Jesus esteve 3 dias no coração da Terra, isto é, no Paraíso, do qual Ele havia dito ao malfeitor. Por esta ocasião, Cristo aproveitou a oportunidade e "pregou aos espíritos em prisão, os quais noutro tempo foram rebeldes, quando a longanimidade de Deus esperava, nos dias de Noé"; 1 Pe. 3.18-20. Depois disso efetuou a grande mudança no Sheol-Hades "subindo ao alto levou cativo o cativeiro"; Ef. 4.8, isto é, trasladou o Paraíso para o 3º céu, na presença de Deus, debaixo do seu altar; Ap. 6.9, separando completamente das partes inferiores onde continuam os ímpios mortos. E isto foi o cumprimento cabal de sua promessa, quando esteve ainda na terra: e as portas do inferno (Hades) não prevalecerão contra a minha Igreja.

Somente os justos gozam dessa mudança em esperança pelo dia final quando esse estado temporário se acabará, e viverão para sempre com o Senhor, num corpo espiritual ressurreto.

DOUTRINA DO ARREBATAMENTO PRÉ-TRIBULACIONAL

ALICERCES BÍBLICOS

1- Interpretação Literal das Escrituras

2- Pré-Milenismo

3- Futurismo

4- Diferença Entre Israel e a Igreja

De acordo com esses alicerces observa-se seis argumentos que favorecem o pré-tribulacionismo, antes de estudá-los detalhadamente.

CONTRASTE ENTRE AS DUAS VINDAS DE JESUS

O arrebatamento demonstra que a Igreja vai ao encontro de Jesus cf. I Ts 4: 17, isto é, a vinda é exclusiva para o cristão, a Igreja. A volta, isto é, no segundo advento de Cristo, Ele vem com a Igreja e estabelece Seu Reino Messiânico cf. ZAC. 14: 4, MAT. 24: 30 e APOC. 19: 11-14.

A NECESSIDADE DE UM INTERVALO ENTRE AS DUAS VINDAS

É necessário haver um período intercalar entre o arrebatamento e a segunda vinda de Jesus por ao menos 2 motivos: para que todo cristão compareça diante do Tribunal de Cristo (cf. II CORINTIOS 5: 10) e para que surjam cristãos na Grande Tribulação, os quais terão seus corpos não-ressurretos e transformados (ISAÍAS 65: 20-25).

VINDA IMINENTE DE JESUS CRISTO

Significa que não é obrigatório que ocorra determinados fatos antes deste evento, isto é, Jesus pode voltar a qualquer momento sem que haja uma série precisa de acontecimentos antes disso.

A NATUREZA DA TRIBULAÇÃO

O propósito da Tribulação, isto é, porque irá ocorrer a Grande Tribulação ? É claro que há motivos para essa determinação de Deus, de acordo com DEUTERONOMIO 4: 29-30 e JEREMIAS 30: 7-11 vemos que a Grande Tribulação é primeiramente um tempo para restauração de Israel, período chamado de Dia do Senhor, Angústia de Jacó, dia da ira de Deus cf. SOFONIAS 2: 3 e LUCAS 21: 23. Lemos ainda em OBADIAS 14, SOFONIAS 1: 17 e 15 e ZACARIAS 14: 1 outras definições para o período da Grande Tribulação, demonstrando tempos de "fogo" na terra, pois o planeta também precisa ser redimido e somente pelo fogo o será, afinal só sangue e fogo purificam (I CORÍNTIOS 3: 13-15).

A NATUREZA DA IGREJA

A Igreja é um mistério (EFÉSIOS 3: 3-4), judeus e gentios se unem em um só corpo. A Igreja tem promessa de libertação do tempo da ira de Deus durante a Tribulação (I TESSALONICENSES 1: 9-10 e I TESSALONICENSES 5: 9), nenhum cristão permanecerá na terra durante a tribulação.

A OBRA DO ESPÍRITO SANTO

Sabe-se que durante a Grande Tribulação reinará na terra a pessoa do anti-Cristo, do qual Paulo fala em II TESSALONICENSES 2, lemosainda nos versos 6 e 7 que Alguém o detém,e somente Deus através do Seu Espírito pode detê-lo, na Igreja.

1- INTERPRETAÇÃO LITERAL DAS ESCRITURAS

A interpretação literal e constante da Bíblia, significa explicar o sentido do texto apenas com o uso normal do texto, levando em consideração:

- gramática: de acordo com as regras de ortografia

- histórica: o contexto histórico da passagem

- contextual: de acordo com o contexto da passagem

Qualquer interpretação que conflite com a gramática não é válida neste método. A pessoa que analisa o texto precisa verificar corretamente o relacionamento gramatical das palavras, busca-se então o significado das palavras, a forma das palavras, a função das palavras e o relacionamento entre elas.

As Escrituras são compostas durante várias épocas e culturas diferentes, e assim é que o leitor deve vê-la durante a interpretação literal.

O texto fora do contexto vira pretexto, o contexto inclui vários aspectos;

- os versículos imediatamente antes e depois da passagem

- o parágrafo e o livro em que ocorre a passagem

- o período em que foi escrito

- a mensagem da Bíblia como um todo (TIAGO 2: 17/ EFÉSIOS 2: 8-9)

- a situação histórico e cultural no período em que foi escrita a passagem

Como exemplo podemos citar II CRÔNICAS 7: 14 que normalmente é usado como uma fórmula mágica de benção nacional, porém verificamos em 6:24 que o "meu povo"é somente Israel, essa passagem envolve Israel e não a Igreja, portanto é incorreto usá-la assim. Outros exemplos são FILIPENSES 4:13 e JOÃO 10:10.

Quando o sentido normal da Escritura faz sentido não busque qualquer outro sentido, tome cada palavra em seu sentido primário, a não ser que o contexto e passagens relacionadas indiquem o contrário.

2- PRÉ-MILENISMO

O pré-milenismo ensina que Jesus Cristo voltará antes do período milenar, as características do reino milenar são:

- terá duração de mil anos

- sua localização será aqui na terra

- o governo será mundial sob ordens de Jesus Cristo em pessoa

Existem outros dois tipos de ensino, o pós-milenista e o amilenista, que praticamente diferem em pouca coisa, o ensino pós-milenista é de que Cristo voltará à terra após reinar por mil anos, durante a presente era através da Igreja, isto é, Cristo reina espiritualmente.

A posição pré-milenista é sem dúvida a mais antiga e criada pela Igreja desde seus primeiros séculos.

O pré-milenismo começou a desaparecer com o início da Igreja católica no tempo de Agostinho (354-430 A.D.), o catolicismo unido com o Estado na época de Constantino fez esmorecer a esperança da volta de Jesus, porém sempre houve pré-milenistas, mesmo quando não era conhecido. Durante a reforma os anabatistas ajudaram a reviver o pré-milenismo.

As bases Bíblicas para o pré-milenismo, embora APOCALIPSE 20: 1-7 seja um forte apoio, são desenvolvidas no A.T. e N.T. As alianças do A.T. com Abraão e Davi estabelece promessa incondicional de um reino em Canaã liderado pelo definitivo Filho de Davi (ISAÍAS 65).

Em I CORÍNTIOS 15: 25 fala de um reino seguido ao retorno de Cristo.

3- FUTURISMO

Existem 4 maneiras de entender as Escrituras em relação ao Apocalipse:

- Preterista: crê que a maioria das profecias, senão todas, já se cumpriram no passado

- Historicista: entende que as profecias estão e serão totalmente cumpridas na era da Igreja, inclusive a Tribulação

- Idealista: não crêem em uma cronologia das profecias, pensam que as passagens proféticas apenas ensinam idéias ou verdades

- Futurista: crêem que virtualmente todos os eventos ocorrerão no futuro, durante a Grande Tribulação, na Segunda Vinda e no Milênio.

O futurismo teve aceitação ampla na Igreja primitiva, que acreditava nos eventos futuros.

As vantagens do futurismo são relacionadas à textos da Bíblia que indicam a vinda pessoal e física de Jesus na terra pela segunda vez ( ATOS 1: 9-11; LUCAS 21: 27), na Bíblia lemos dias, meses e anos, que devem ser aceitos literalmente.

Um terço da Bíblia é profecia e a maior parte dela versa sobre o futuro, uma abordagem literal será futurista conseqüentemente.

4- DIFERENÇAS ENTRE ISRAEL E A IGREJA

É muito importante saber que Deus tem dois povos: Israel e a Igreja, mas isso não implica que haja dois modos de salvação, a Bíblia claramente diz de Jesus Cristo em Sua obra redentora é o Único Caminho, uma vez que judeus e gentios são descendentes do mesmo homem caído - Adão.

Israel é particularmente uma escolha de Deus, por várias razões, entre elas:

- uma propriedade particular e nação santa (EXÔDO 19: 5-6)

- um povo que revelaria ao mundo a sabedoria de Deus( DEUT. 4: 5-8)

- Israel deveria trazer o Messias ao mundo e salvação aos gentios (ROMANOS 9: 4-5 / JOÃO 4: 22)

Estes são aspectos importantes de Israel, nenhum cristão deve negar esses aspectos quando leva a sério as Escrituras.

A Igreja é uma obra a parte do povo judeu, isso por inúmeras razões, vejamos algumas mais importantes:

- a Igreja nasceu em Pentecostes e Israel há muitos séculos atrás, para provar isso lemos em MATEUS 16: 18 que a Igreja ainda seria edificada

- a Igreja só poderia existir após certos acontecimentos no ministério de Jesus Cristo, a ressurreição e ascensão são inclusos nesses eventos bem como a capacitação do Espírito Santo através de dons

- a Igreja é um mistério, referência nunca dada à Israel. Na Bíblia lemos algumas características que demonstram a Igreja ser um mistério; judeus e gentios são unidos em um só corpo (EFÉSIOS 3: 3-6), Cristo em cada crente (COLOSS. 1: 27), a Igreja como noiva de Cristo é um mistério (EFÉSIOS 5: 32), o arrebatamento da Igreja (I CORÍNTIOS 15: 51-52)

- o relacionamento entre judeus e gentios na Igreja é peculiar, completamente diferente do relacionamento incrédulo entre ambos (EFÉSIOS 2: 11-16). Deus ainda salva pessoas judias e gentios combinando-os em um terceiro organismo completamente novo, a Igreja

- a distinção em GÁLATAS 6: 16 é clara, "Israel de Deus" é logicamente referência aos judeus convertidos ao cristianismo, isso mostra também a separação de Israel incrédula, a quem Paulo chama de "Israel segundo a carne" em I CORÍNTIOS 10

- no livro de ATOS, Israel e a Igreja existem simultaneamente, o termo Israel é mencionado 20 vezes e o termo Igreja (ECCLESIA), 19 vezes.

Israel e a Igreja são vistos como dois organismos diferentes pela Bíblia, se fosse um apenas não haveria necessidade de restauração de Israel.

Não é correto fundir Israel e a Igreja em um único objeto apenas, pois além de todas as razões já vistas lemos no N.T. o arrebatamento da Igreja e não de Israel, o qual passará pela Tribulação e ao fim da mesma se converterá a Jesus contemplando Aquele a Quem transpassaram.

Uma distinção entre Israel e a Igreja conforme ensinada na Bíblia oferece mais uma base de apoio ao arrebatamento pré-tribulacional.

Além desses 4 alicerces Bíblicos para o arrebatamento pré-tribulacional, poderemos tecer outros comentários visando eliminar qualquer dúvida a esse respeito, para isso iniciamos considerações importantes acerca do arrebatamento e a Segunda Vinda de Jesus.

O ARREBATAMENTO E A SEGUNDA VINDA, DIFERENÇA IMPORTANTE

Na Bíblia encontramos diferenças nas passagens referentes ao arrebatamento e a segunda vinda, tanto um fato como o outro tratam de vindas de Cristo, contudo são distintas entre si, isto é,a primeira vinda é o arrebatamento da Igreja nas nuvens antes dos sete anos de Tribulação e a segunda vinda é o retorno de Cristo à terra, o que ocorrerá no fim da Tribulação. Obviamente a Bíblia não contém um texto que explique a diferença das duas vindas de Cristo, porém as Escrituras ensinam a diferença de um modo peculiar, da mesma forma que cremos na Trindade, mas sabemos que não há nenhuma passagem Bíblica que afirme clara e simplesmente a tri-Unidade de Deus, porém sabemos que a Bíblia ensina isso de um modo diferente.

                                      

1- ARREBATAMENTO

É versado claramente no texto de I Tessal. 4: 13-18 e no verso 17 a expressão "arrebatamento" é a tradução do verbo grego "harpazo", o qual tem significado de agarrar para o alto ou puxar com força.

O arrebatamento é comparado muitas vezes ao caso de Enoque (Gênesis 5: 24) e de Elias (II Reis 2: 12), Jesus Cristo também foi arrebatado ao céu conforme Atos 1: 9.

O arrebatamento é definido como um mistério (I Coríntios 15: 51-54) ao passo que a segunda vinda de Cristo já é predita desde o A.T. (Zacarias 14:4; 12: 10). No arrebatamento há um deslocamento da terra para o céu e na segunda vinda ocorre o inverso.

A seguir uma comparação entre os dois eventos.


Esses contrastes deixam claro a diferença entre o translado da Igreja e a volta do Senhor Jesus, além disso lê-se em Apocalipse 19: 7,8 e 14 que a Igreja (Noiva) é preparada para acompanhá-Lo em Sua volta à terra, pois como isso poderia ocorrer se a Igreja estivesse aqui ?

A NECESSIDADE DE UM INTERVALO ENTRE AS DUAS VINDAS

Para que ocorra certos eventos preditos na Bíblia, é necessário haver um intervalo entre o arrebatamento e a segunda vinda.

1- O Tribunal de Cristo

Em II Coríntios 5:10 lemos que todos os cristãos deverão comparecer perante um juízo especial, conhecido como "juízo do Bema". A palavra grega "Bema" jamais é mencionada nos textos que descrevem a segunda vinda de Cristo à terra, nestes casos lê-se a palavra "Krino", isto é, o juízo do "Krino" será apenas para incrédulos, será necessário um período para a concretização do juízo de Cristo aos arrebatados e ressuscitados.

2- A Preparação da Noiva

A Igreja deve estar completa para o casamento com Cristo, na verdade o juízo "Bema" é tal preparação, ao término dele a Igreja toda estará pronta para o Senhor e esse casamento ocorre no céu.

3- O Julgamento dos Incrédulos

Como poderia haver um julgamento entre salvos e não salvos em seus corpos naturais se todos os crentes fossem arrebatados na Segunda Vinda ? Deverá haver um intervalo de tempo.

4- O Povo do Milênio

Todos os que se tornarem cristãos na Grande Tribulação e não forme mortos entrarão no milênio com uma vida normal, não serão arrebatados na Segunda Vinda de Cristo, conforme Isaías 65: 20-25

5- O Plano de Deus para IsraelA Igreja composta por judeus e gentios não deverá misturar-se com o plano ainda não concluído para com Israel, Deus estabeleceu 70 semanas para Israel (Daniel 9:24-27), um programa destinado somente à Israel, a Igreja portanto não deve passar por esse período de 70 semanas, assim como não passou nas 69 semanas iniciais, não passará pela última, pois esse não é o plano divino.

A IMINÊNCIA DA VOLTA DE JESUS CRISTO

Ao lermos o N.T. veremos que o ensino dado é sobre a volta de Jesus aqui para arrebatar Sua Igreja sem que ocorra algum evento necessariamente, isto é, não há nenhum sinal prévio e obrigatório para anteceder a vinda de Cristo à Igreja, portanto o N.T. ensina a volta iminente de Jesus.

O Que é Iminência ?

Uma definição Bíblica para um fato iminente é descrita como segue:

1- Um acontecimento iminente é aquele que está prestes a acontecer, a qualquer momento, sendo que outros fatos podem até ocorrer antes mas nada precisa ocorrer antes de acontecer o evento iminente. Se houver necessidade de ocorrer algo antes, então o fato não é iminente.

2- Se o fato é iminente, não existe um período de tempo pré determinado ao fato, isto é, ele pode ocorrer a qualquer momento.

3- Não existe uma data pré estabelecida para um evento iminente, seja ela direta ou implícita.

4- Um acontecimento iminente não pode ser "em breve", porque um fato breve precisa ocorrer dentro de um período de tempo pequeno, contudo o fato iminente pode até ocorrer em um período pequeno de tempo mas não precisa ser assim para ser iminente.

Nas Escrituras lemos a Doutrina da Vinda Iminente de Jesus Cristo à Sua Igreja nos seguintes textos Sagrados: I CORÍNTIOS 1: 7, I CORÍNTIOS 16: 22, FILIPENSES 3: 20, FILIPENSES 4: 5, I TESSALONICENSES 1: 10, I TESSALONICENSES 4: 15-18, I TESSALONICENSES 5: 6, I TIMÓTEO 6: 14, TITO 2: 13, HEBREUS 9: 28, TIAGO 5: 7-9, I PEDRO 1: 13, JUDAS 21, APOCALIPSE 3: 11, APOCALIPSE 22: 7, 12,20 E APOCALIPSE 22: 17,20.

Nos textos acima verificamos a doutrina da iminência quando o leitor é ensinado a aguardar pacientemente a Vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo, observe que não há aviso prévio, apenas diz que Ele virá a qualquer momento.

A Igreja aguarda Alguém, Uma Pessoa - Jesus Cristo - e não uma série de eventos, pois todos os sinais que Jesus diz ocorrer, em Mateus 24 por exemplo, estão relacionados com a Tribulação e a volta dEle para estabelecer Seu Reino Milenarcom Sua Igreja, agora para o arrebatamento não há nenhum sinal deixado por Ele, ao contrário é afirmado em Mateus 24: 36 que ninguém sabe o dia e nem a hora.

"Maranata" ou "Marah natha", significa Vem Nosso Senhor, um termo que só tem sentido se a vinda for a qualquer momento, isto é, iminente, os cristãos antigos utilizavam esse termo como uma saudação.

Embora seja uma doutrina a volta de Cristo iminente, não devemos nos esquecer que uma série de eventos tem ocorrido nos últimos anos, os quais nos levam a crer na Vinda de Jesus estar realmente às portas, observe que poderá ocorrer ainda este ano ou daqui a vários anos, a questão é que vive-se em dias difíceis, onde a Igreja de Jesus Cristo padece, é atacada por uma variedade de investidas, às vezes partindo de dentro de si mesma.

A volta iminente de Jesus Cristo deve ser aguardada a qualquer momento mais agora do que nunca, pode ser que Ele volte hoje.

3 – A GRANDE TRIBULAÇÃO.
Logo após o arrebatamento da Igreja e antes da manifestação pessoal de Jesus a este mundo, terá lugar uma série de eventos terríveis em sua magnitude e alcance. É um tempo de tribulação e angústia predito pelos profetas do Antigo Testamento. Daniel refere-se a uma tribulação jamais dantes experimentada; Dn. 12.1. Jeremias descreve-a como o tempo de angústia para Jacó; Jr. 30.7. confira também as palavras de Jesus em Mc. 13.19. O ponto culminante deste tempo de angústia será de tal forma que se "o Senhor não abreviasse aqueles dias, nenhuma carne se salvaria; mas por causa dos escolhidos que escolheu, abreviou aqueles dias; Mc. 13.20.

Deve ficar bem claro que uma das condições para o desencadeamento da Grande Tribulação será precisamente, o rapto da Igreja. O rapto assinalará o fechamento do longo parêntese que definiu a Dispensação da Graça. Após, é que o Rei Jesus voltará a tratar diretamente com Israel e com o mundo gentílico.


3.1 - Quanto tempo durará a Grande Tribulação?

A Grande Tribulação durará uma semana de anos, Dn. 9. 27. Será a Septuagésima semana de Daniel. Uma semana de anos corresponde a sete anos; a semana será dividida em duas etapas de três anos e meio. A última etapa da 70ª semana é assim designada: tempo, tempos e metade de um tempo.

3.2 – Desvendando um mistério.

O anjo disse a Daniel sobre estas setenta semanas de anos que estão determinadas sobre o povo de Israel. As primeiras sessenta e nove terminaram com a crucificação do Messias; Dn. 9.26. Muitos acreditam num interlúdio entre a 69ª e a 70ª semana, como se esta estivesse indefinidamente adiada. Esse interlúdio é a era da graça. Quando a influência restringidora da operação do Espírito Santo em, e através da Igreja, for removida, por ocasião do arrebatamento, então iniciará a última e terrível semana.

3.3 – Quem dominará o mundo naqueles dias?

O líder terreno durante a G.T. será o arquiinimigo do Senhor Jesus: o anticristo. A palavra anti tem este sentido básico no grego: em lugar de e não contra. Ele não dirá ser o anticristo. Antes reivindicará ser o verdadeiro Cristo.

O anticristo aparecerá no cenário mundial. Fará um concerto por sete anos com o povo de Israel. Já que o mundo está em suas mãos, três espíritos imundos semelhantes a rãs saem da boca da trindade satânica para congregar todas as nações para a peleja contra Israel, isto é, para a Grande Batalha do Armagedom. Esta Batalha culminará no triunfo de Nosso Senhor Jesus Cristo. Quanto ao anticristo e aos seus aliados, serão lançados no Lago de Fogo. Israel, é claro, será restaurado e purificado; Is. 2.5-22; 16.1-5; 24.1-15; 26.20,21. E as nações serão julgadas; Mt. 25.31-46.


3.4 – A Igreja passará pela Grande Tribulação?

Mui freqüentemente, os que afirmam que a Igreja passará pela G.T., salientam: Deus não prometeu que a Igreja escapará da tribulação e do sofrimento. O que eles não sabem é que a Bíblia usa a palavra tribulação (no grego, thlipsis) de duas maneiras diferentes. Algumas vezes, ela refere-se à aflição, à perseguição, à pressão e à angústia que nos são causadas por um mundo ímpio. Ela também é traduzida por aflições quando Paulo fala de nossas tribulações diárias que, se comparadas à eternidade, duram apenas um momento; IICo. 4.17. Mas os julgamentos da tribulação, referidos em Apocalipse, não pertencem à mesma classe; representam a ira de Deus. Mas não estamos esperando a ira; quer vivamos ou morramos, aguardamos o arrebatamento para estarmos para sempre com o Senhor; 1 Ts. 5.10.

"Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei 'da hora da tentação' que há de vir sobre o mundo, para tentar os que habitam na terra"; Ap. 3.10. A passagem em foco indica que a Igreja jamais passará pela G.T. Aqueles que advogam que a Igreja passará por este sombrio período, fazem sua defesa no significado da preposição "EK".

Esta preposição "ek" leva os intérpretes a uma interpretação literal de sair de dentro. Para emergir de dentro da hora da tentação, deve (segundo este conceito) ter estado presente durante aquela hora. Mas essa forma de interpretação, não combina com a tese e argumento principal da natureza do pensamento das Escrituras, por vários motivos:

a) Ora, usando a preposição gramatical de: "ek" e "apo" (fora de) reforça o conceito geral das demais escrituras. À referência direta deste versículo, qualquer estudioso sabe que se refere à hora da G.T., que de um certo modo envolverá todo o mundo, e, na sua fase final, terá como alvo a cidade de Jerusalém e a Terra Santa.

b) A palavra da significa para fora de e em si traz a idéia de ser guardado da Tribulação (não meramente conservado através dela, como alguns asseveram). Ora, se a Igreja estivesse destinada a passar pela G.T., uma coisa seria certa; em lugar de ler-se: "...eu te guardarei 'da' hora da tentação". Ler-se-ia: "eu te guardarei 'na' hora da tentação". Convictos, desta verdade podemos afirmar: A IGREJA NÃO PASSARÁ PELA GRANDE TRIBULAÇÃO.


4 – O MILÊNIO

"...e reinarão com Cristo durante mil anos"; Ap. 20.4b. O milênio será, de acordo com as escrituras, um tempo de restauração para todas as coisas. Ao invés do pecado, a justiça encherá a Terra.

Será verdadeiramente a Idade Áurea da Terra, acerca do qual os poetas têm entoado, e pela qual este mundo triste e sofrido tem esperado através de todos os séculos, desde que o seu Rei foi crucificado e assim o Senhor da Glória foi rejeitado pelos que lhe pertenciam e por cuja razão, o reino foi adiado.

Haverá profundas mudanças na Terra, durante o Milênio. A maldição que Deus pronunciou devido ao pecado, será removida e assim a benção de Deus mover-se-á sobre a Terra.

Vejamos agora alguns itens a serem considerados sobre o Milênio.


4.1 – A forma de Governo

TEOCRÁTICO, isto é, o próprio Deus regerá o mundo na pessoa do Seu Filho, o Senhor Jesus Cristo; Dn. 7.4.

4.2 – A Sede do Governo

Jerusalém, será a capital do mundo. A desprezada cidade tantas vezes pisada pelos exércitos invasores.

4.3 – Condições espirituais

As condições espirituais em evidência durante o Milênio contrastarão fortemente com as prevalecentes nos dias atuais. Então terá sua total realização a profecia de Joel 2.28,29, em que, o Espírito Santo será derramado sobre Israel e as demais nações.

4.4 – O conhecimento do Senhor será universal durante o Milênio; Is. 11.9; Jr. 31.34. Tal qual hoje o mal prevalece e muitas nações jazem nas trevas da idolatria, naquele tempo a justiça de Deus prevalecerá e todas as nações conhecerão o nome do Senhor Jeová Rafá.

4.5 – Satanás será amarrado durante o Milênio. Esse inimigo, tanto de Deus como do homem, será algemado e lançado no abismo, de maneira que ele ficará impossibilitado de exercer o seu nefasto programa de engano entre os homens; Ap. 20.1-3.

4.6 – Haverá paz universal durante este período em estudo. Hoje os esforços humanos para promover a paz entre os homens são vãos. Porém chegará o dia em que o Príncipe da Paz estabelecerá a perfeita harmonia entre as nações.

4.7 – Fim do Milênio

Satanás será solto do abismo, por um pouco de tempo e enganará as nações afim de congregá-las para a batalha.

O fato de que o homem dará ouvidos aos enganos de Satanás, embora tenha usufruído das bênçãos e das melhores influências espirituais, durante este período, mostrará que o estado de depravação natural do coração humano, ainda se encontra enraizado dentro do seu instinto pecaminoso, por natureza, e este estado de depravação será revelado no fim desse período de 1.000 anos.

Mas, no ponto pinacular da rebelião contra o Senhor, Deus enviará fogo do céu que os devorará.

O fim do Milênio marcará também o fim de todas as dispensações terrestre e o fim do tempo.


5 – O JULGAMENTO FINAL

E Ap. 20.11-15 descreve-se o julgamento que terá lugar ao fim do Milênio, mil anos depois do julgamento das nações, realizando-se não sobre a terra, como foi o caso do julgamento das nações, mas sim nas regiões celestiais onde Deus habita. A primeira ressurreição, Ap.20.6, ocorrerá antes do início do Milênio e será para os mortos justos pertencentes a todas as dispensações, à Igreja, e ao grupo salvo durante a G.T.; Ap.7

Sendo que os participantes da 1ª ressurreição são descritos como bem aventurados, e santos, naturalmente os demais mortos que não viverem até o fim do Milênio não o são. Por essa razão cremos que perante o GTB comparecerão os mortos ímpios.

A presença do Livro da Vida será necessária na condenação daqueles que alegarão méritos das suas obras, quando deveriam ter aceitado a Cristo como seu Salvador, fato que teria colocado seus nomes nesse livro do Cordeiro.

Os ímpios serão julgados segundo as suas obras. O registro delas será aberto e lido para determinar o grau de castigo. O Lago de Fogo será para todos os ímpios. Para este lugar serão removidos para sempre a morte e o Hades.


6 – O ESTADO PERFEITO E ETERNO.

Jesus não deixou de mencionar sobre essa era perfeita. Apocalipse 21 e 22 descrevem as glórias deste estado eterno.

A cidade de Jerusalém, a celestial, baixará de vez sobre a Terra. A nova terra tem seu relevo totalmente diferente.

Quem preparou esta cidade foi Jesus. A cidade é quadrangular. Nessa cidade não haverá mais noite, nem precisará da luz do sol, porque o Senhor Deus brilhará sobre os seus e reinarão pelos séculos dos séculos. Deus enxugará de nossos olhos toda a lágrima.

Conheceremos as águas límpidas do Rio da Vida e sentiremos o gostoso sabor do fruto da Árvore da Vida. ALELUIA!!!

Fim da viagem.

1. FONTES BIBLIOGRÁFICAS

CABRAL, Elienai. Revista Lições Bíblicas (3º trimestre 1998) CPAD.

FALCÃO, Napoleão. Fita K-7. As cinco verdades sobre a morte.

GILBERTO, Antônio. O calendário da profecia (9ª Edição 1997) CPAD.

GOMES, Gesiel Nunes. O Rei está voltando (1ª Edição 1978) LEAL.

HORTON, Stanley M. Doutrinas Bíblicas (2ª Edição 1996) CPAD.

HORTON, Stanley M. A Vitória Final (1ª Edição 1995) CPAD.

LOCKYER, Sr. Herbert. Apocalipse – O drama dos Séculos, (1ª Edição em Português 1992) Editora Vida.

OLSON, N. Laurence. O plano Divino Através dos Séculos (18ª Edição 1998) CPAD.

PENTECOST, Dwight. Manual de Escatologia, Ed.Vida, 2008.

PATE, C.Marvin As INTERPRETAÇÕES DO APOCALIPSE, Ed.Vida, sp, 2004.

___, Jornal "Chamada da Meia Noite". (1995)



Fonte: http://www.webartigos.com/articles/14935/1/PALESTRAS-EM-ESCATOLOGIA-BIBLICA/pagina1.html#ixzz0zoMFu67B

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