quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

CONTRA O CFT-CONSELHO FEDERAL DE TEÓLOGOS

Veja abaixo a mensagem enviada pelo diretor da Faculdade, prof. Prof.
Dr. Lourenço Stelio Rega, ao Senador Paulo Paim


Estimado Senador Paulo Paim,


Permita-me apresentar: sou diretor da Faculdade Teológica Batista de
São Paulo (FTBSP), instituição fundada em março de 1957 e pertencente
à Convenção Batista do Estado de São Paulo. Credenciada no MEC
Portaria 1719/05. Tenho estado envolvido no campo da pesquisa
teológica desde 1978, quando assumi cadeira de ensino teológico nesta
mesma faculdade, seguindo nela carreira, desde aluno até o cargo de
diretor da mesma. Tenho escrito livros e artigos no campo da
teologica, por todo esse tempo, participado de debates e conferências
em âmbito nacional e no exterior. Por 5 anos fui presidente da ABIBET
- Associação Brasileira e Instituições Batistas de Ensino Teológico.
Atualmente sou seu vice-presidente. Apresento minha formação par aseu
conhecimento: Bacharel em Teologia ( FTBSP, e Faculdade Teológica
Batista do Paraná), Mestre em Teologia (especialização em Ética -
FTBSP), pós-graduado em Administração de Empresas (núcleo de Análise
de Sistemas - Escola de Comércio Álvares Penteado, S.Paulo),
Licenciando em Filosofia (UNIFAI, SP), Mestre em Educacão
(especialização em História da Educacão - PUC-SP) e Doutor em Ciências
da Religião (PUC-SP). Atualmente sou professor na FTBSP de Ética
Bíblica e Teológica, Bioética e Filosofia da Religião.

Há anos tenho acompanhado tentativas na Câmara dos Deputados para que
o Estado legalize a profissão de teólogo, todos rejeitados e
arquivados. Senão vejamos: Projeto de Lei nº 1.506, de 1999, do então
Deputado Benedito Dias Projeto de Lei nº 4.922, de 2005, do então
Deputado José Divino (Arquivado nos termos do Artigo 105 do Regimento
Interno da Câmara dos Deputados) Projeto de Lei nº 2.407, de 2007, do
então Deputado Victório Galli

Coloco em anexo todos esses documentos e os pareceres dos relatores
aprovados pela Câmara dos Deputados, que possuem argumentos
esclarecedores sobre a matéria.

Se o nobre Senador puder conferir, verá que o Projeto de Lei ao Senado
114/2005 do Senador Crivella é uma reedição desses PLCs (Projetos de
Leis à Câmara).

No primeiro PLCs sobre o assunto mencionou-se a criação do Conselho
Federal de Teólogos. Esse Conselho já existe e, houve entre a
comunidade de teólogos evangélicos a suspeita de que estivesse por
trás da mobilização da matéria. No passado a Revista Eclésia, uma das
mais importantes do meio evangélico, fez reportagem sobre o assunto e
foi possível denunciar a intenção que estava por trás destas
iniciativas, todas sabiamente arquivadas pela Câmara dos Deputados.
Será que a intenção obscura e oculta era transformar o Conselho
Federal de Teólogos em arrecadador das anuidades que seriam devidas
pelos "teólogos" que configuravam, nos projetos apresentados, qualquer
pessoa que estivesse atuando em culto religioso - imagine a somatória
disso incluindo padres, sacerdotes, monges, pastores, pais de santo,
rabinos, sheiques muçulmanos, etc? Recentemente essa organização
começou a reconhecer diplomas de teologia, em afronta direta ao
credenciamento pelo MEC.

Agora o Senador Crivella, parece-me que vem novamente tentar colocar a
matéria em pauta e em outro plenário, o Senado Federal. Há alguns
pontos que desejaria solicitar a sua sábia atenção:

Se o nobre Senador ainda não teve a oportunidade de considerar os
pareceres rejeitando os PLCs acima mencionados, solicito a sua
especial, sábia e urgente atenção para essa leitura, pois contém
relevantes argumentos esclarecedores.
Por outro lado, deveria o Estado leigo se envolver em exercício de
profissão no âmbito religioso? Nos projetos apresentados à Câmara dos
Deputados, conclui-se que não.
Ser teólogo é mais do que o Senador Crivella colocou no artigo
descritivo da função. Não basta um curso de graduação, é preciso
prosseguir nos estudos e pesquisas, pelo menos chegando ao doutorado,
e com produção acadêmica relevante.

O projeto fala da criação de um Conselho Nacional de Teologia. O que
seria esse conselho?
por ser de teologia, vai interferir na liberdade religiosa e afetar a
crença das diversas religiões?
vai ser uma versão nova do Conselho Federal de Teólogos?
vai ser um órgão arrecadador das centenas de milhares de religiosos
conforme já demonstrei acima? Não seria isso um oportunismo, tão
presente no ambiente religioso contemporâneo, que chamamos no campo da
teologia de RELIGIÃO DE MERCADO?
Por ser demais importante, transcrevo abaixo, com destaques, o parecer
do Deputado Eudes Xavier, acolhido pelo plenário da Câmara dos
Deputados rejeitando o PLC 2407, acima mencionado:

II - VOTO DO RELATOR

Apesar da louvável atuação dos teólogos, e da muito nobre intenção do
autor deste projeto de lei, a nosso juízo, ele não merece prosperar,
por fundamentos que serão aqui considerados.

O texto constitucional vigente (art. 5º, inciso XIII) afirma a
licitude do exercício de toda e qualquer profissão, somente se
admitindo excepcionar essa regra geral em casos especiais, in verbis:

“Art.
5º.........................................................................

XIII – é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão,
atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer.”

Isto implica afirmar que a restrição ao exercício de qualquer
profissão apenas se justifica quando o interesse público assim o
imponha, pelos riscos inerentes à atividade a ser regulada. Não é esse
o caso dos Teólogos, em razão da absoluta falta de interesse público
que fundamente a sua regulamentação.

Não se põe em dúvida aqui se o conhecimento da Teologia é importante
para o eficiente e cabal desempenho das atividades ilustrativamente
enumeradas no art. 4º do projeto de lei em apreço.

Todavia as atividades em questão não podem ser consideradas de
competência privativa do profissional de Teologia, sob pena de
configurar, de forma inequívoca, uma reserva de mercado indevida, em
prejuízo de outros profissionais com formação idêntica ou semelhante,
como é o caso de vários estudiosos das ciências das religiões ou
ministros religiosos que não cursaram especificamente um curso
superior de Teologia, ou mesmo os que têm mestrado ou doutorado em
filosofia das religiões.

Não é suficiente que a profissão cuja regulamentação se propõe decorra
de conhecimentos técnicos e científicos específicos. Impõe-se que o
seu exercício, quando praticado de forma inadequada, ineficiente ou
inconseqüente, possa vir a causar danos sociais com riscos à
segurança, à saúde e à integridade física da coletividade. Nada nos
indica que as atividades do Teólogo sejam suscetíveis de gerar riscos
sociais como os acima especificados.

Ademais a função da religião é conquistar, pela formação do
convencimento, pela iluminação, pela revelação, pela fé, as almas das
pessoas para as verdades que professam. O IDE bíblico independe de
qualquer regulamentação humana.

Não é desnecessário afirmar que a atividade teológica não pode ser
concebida como uma profissão liberal, como a dos advogados. Ora, se
houver a regulamentação que se pretende, o passo imediato é a criação
de conselhos de fiscalização da profissão em níveis federal e
regionais.

Líderes religiosos não devem buscar lucro, mas a salvação de almas.
Sob que argumento alguém que se considera um vocacionado deveria pagar
para ostentar tal título perante um conselho de fiscalização
profissional?

A cobrança de anuidades poderia configurar uma forma explícita de
desestímulo ao livre direito de culto, matéria consagrada na
Constituição da República como direito fundamental, portanto
inafastável, incólume até mesmo pelas investidas de emendas
constitucionais, por configurarem cláusula pétrea.

Cumpre destacar que esta Comissão de Trabalho, de Administração e
Serviço Público já enfrentou o mérito aqui discutido em outra
oportunidade, na reunião deliberativa de 19/5/2004, decidindo pela
rejeição de proposição semelhante, o Projeto de Lei nº 1.506, de 2004,
do então Deputado Benedito Dias, (Na realidade a data é 1999 - minha
observação) acompanhando o voto do ilustre Relator Deputado Tarcisio
Zimmermann.

Isso sem contar sobre a discutível constitucionalidade e juridicidade
da formulação de proposição que proponha a regulamentação da prestação
de serviço eclesiástico, pastoral, sacerdotal ou semelhantes, tema que
certamente despertará os debates na Comissão de Constituição e Justiça
e de Cidadania.

Por essas razões, somos pela rejeição do Projeto de Lei nº 2.407, de
2007.

Sala da Comissão, 2008. Deputado EUDES XAVIER

Relator


Escrevo com a certeza de que o ilustre Senador vai considerar estes
fatos e discussões que já foram discutidas no plenário de comissões e
da Câmara dos Deputados.

Não sei se posso ajudar em mais alguma coisa, mas estou ao seu inteiro
dispor.

Prof. Dr. Lourenço Stelio Rega

Diretor

Faculdade Teológica Batista de São Paulo

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

CONFERENCIA DE TEOLOGIA VIDA NOVA EM NITERÓI-RJ


Por misericórdia do Grande Deus, estivemos em Niterói-RJ participando da Conferencia de Teologia da Vida Nova, cujo tema foi ETICA CRISTÃ num mundo sem Deus! Foi dia 05 e 06/10/2011 e contou com a participação do Dr.Lourenço Stelio Rega de SP, do Poderoso Professor e Dr.Russel Shedd a quem tive a honra de ouvir e aprender, e do Dr.Jonas Madureira ambos também de SP. Compartilharei o material espetacular das minhas anotações da mensagem de ensino do Dr.Shedd aqui, e os que quiserem o material do Dr.Lourenço me enviem um email. O Dr.Shedd ensinou e falou sobre um tema palpitante, atual e necessário para a Igreja Evangélica Brasileira que compartilho com vcs: Ministério Pastoral: Profissão ou Ministério?


CONFERENCIA DE TEOLOGIA VIDA NOVA

ANOTAÇÕES DO 2º DIA – TEMA: Ministério Pastoral: Profissão ou Ministério?

“Dizem que a filosofia fala o que a gente já sabe de uma maneira que nós não entendemos”

Jonas Madureira.

Dr.Russel Shedd.

A primeira pergunta feita aos candidatos ao ministério é: “ Vcs tem o chamado?”

Shedd foi consagrado em Janeiro de 1958.

1) A VOCAÇÃODO PASTOR– A Bíblia não usa a palavra “chamado” mas, dom, desejo de ministério.

Há o chamado interno soberano feito por Deus para a Salvação (1 Co1.9; 1Pe5.10 – 1Pe 2.9 – Predestinação, nesse sentido todos receberam o chamado, Paulo fala do seu chamado para a salvação(Gl1.17), há ainda outras passagens sobre isso (Rm8.30; 9.24; 2Tm 1.19; Ef2.4; Gl 5.8; Deus CHAMA (no presente, Ele continua chamando) 1Ts 5.24; Rm9.11; Gl5.13; 1Ts 4.7 – chamado para a santificação – Ef 4.4; 1Pe 3.9; Ministério Sacerdotal Hb 5.4 – Fala do Min.Sacerdotal e Não do Min.Pastoral – Já que todo filho de Deus é Sacerdote ou Sacerdotisa.

Somos Sacerdotes – 1Pe 2.9; 2.25

Rm12.1; Rm 15.16 – Oferecemos a nós mesmos. Oferecemos a nossos discípulos a Deus, Louvor tb é sacrifício Hb 13.16;

Há o Sacrifício Missionário Fp 4.18 em comparação com Ef 5.2 a palavra grega para “Cheiro suave” é a mesma nos dois textos.

Charisma – É o lugar onde precisamos nos situar para entender o chamado ( Significa Doação do Espírito dotando-nos com essa habilidade para servir)

Dom – Rm 12.6-8 – 3 palavras falam do Pastorado: Ensino (Pastor que é mestre no grego), Encorajamento, Liderança)

1Pe 4.10-11 – O texto divide os que tem o dom de falar dos que tem o dom de servir.

Presbíteros – São os que ensinam.

Barnabé- Fez parte da equipe apostólica mas, não era apóstolo.

2Tm 1.6; 1Tm 3.1 – Fala do desejo de ser Bispo mas, não do chamado como o empregamos. Só seja Pastor se tiver o dom para isso. ESTUDE PRINCIPALMENTE LINGUAS ORIGINAIS POIS, SE VC FALA O QUE ELES JÁ LERAM ( OS MEMBROS DA IGREJA) ENTÃO DIRÃO QUE O PASTOR SÓ LHES DÁ PALHA! RSRSRSSRSRS!

1Tm 4.14 – É o texto sobre o dom de Timóteo. Engraçado que todos os membros são chamados “Irmãos” mas, Timóteo é chamado “O Irmão”, para não haver divisão entre o clero e os leigos.

REFLEXÃO: “VC TEM CERTEZA DE ESTAR CUMPRINDO SUA MISSÃO NA TERRA?”

Timóteo é um “DIAKONOS”, um “DOULOS” 1Tm 1.24. Em 1Ts 3.2 os Pastores trabalham junto, são embaixadores de Deus (2Co 5.20).

Pastores e Mestres – At 20.28

O Pastor deve ser simples!

“O MELHOR CRITÉRIO PARA SE MEDIR A ESPIRITUALIDADE NÃO SÃO OS EXTASES MAS, A OBEDIENCIA” Osvald Chambers.

Atitudes de um Pastor segundo At 20.28:

a)SERVI como um “Doulos” com lágrimas

b)Seu alvo é sempre a Edificação da Igreja, pregar todo designio, todo conselho de Deus.

c)É alguém espiritual que restaura o que caiu.

d)Elogia Timóteo pelo interesse do bem dos Filipenses (Fp2.22)

e)Tem o temor de Deus e da Sua Palavra.

Exemplo: Thomas Shepard , 1)todo sermão que preparava ele chorava.

2)Aplicava a si mesmo o sermão 3)Quando ia ao púlpito pensava sobre seu momento de prestar contas a Deus!

SERIEDADE DA PREGAÇÃO – O pastor primeiro cuida do seu relacionamento com Deus senão acaba se tornando um PROFISSIONAL!

2) O PASTOR PROFISSIONAL

a)é COMPETENTE

b)Tem talento com a Boca, em agradar o Auditório, Carisma.

c) De meia Idade, tem mais experiência.

d)TEM USADO O SUCESSO E OS RECURSOS DO MUNDO NA IGREJA!(Marketing, Vender a si mesmo, Construir um templo que provoque inveja de outros pastores)

e)Exige salário ( Paulo recusou usar esse direito legitimo! )

f) É um sucesso na avaliação dos membros.

g)NÃO OFENDE NINGUÉM – Faria sucesso como político! Por isso muitos pastores vão pra politica , são profissionais!

h)Aparencia

i)Boas Relações.

j)Esquece o Principal: Crescimento espiritual do Rebanho!

L)Quando os números crescem esquecemos o Discipulado. Mas, JESUS GASTOU MAIS TEMPO COM OS 12 ENSINANDO-OS, DO QUE COM OS 5000!!!!!!!!!!

m)INSPIRA CONFIAÇA PELO QUE SABE (CHEIO DE TÍTULOS, E CURSOS) NÃO PELA SUA ESPIRITUALIDADE!

n)trabalha por dinheiro!

o)Tem capacidade de entreter, atrai as pessoas com humor (2Tm4.3)

p)O PROFISSIONAL SE PREPARA PARA AJUDAR AS PESSOAS PSICOLOGICAMENTE NÃO ESPIRITUALMENTE.

q)Não fala de pecado

r)Não fala do sofrimento provocado pelo pecado.

s)Não fala do castigo eterno.

t)Não trabalha pelo reino vindouro por isso procura ajuda de outros profissionais para manter a CLIENTELA, AGRADA O FREGUES!

u)Suas mensagens são SÓ DE AUTO-AJUDA

v)Enfatiza a Igreja como Instituição somente!

x)Projeta a si mesmo pela mídia.

z)Preocupa-se com a resolução de problemas comuns a humanidade (Shedd disse ter sido aluno de Paul Tillich, Bultimann, entre outros universalistas que ensinavam a esquecer o evangelismo pois todos são de Deus! )

acabou o alfabeto) Pode ocupar cargos.

*Preocupa-se com a religiosidade em vez de REALIDADE ESPIRITUAL!