sábado, 3 de março de 2012

Uma Breve Definição da Trindade

Uma Breve Definição da Trindade

por

James White

Uma das perguntas mais frequentemente repetidas com a qual tenho que tratar é: “Como alguém explica, ou até mesmo entende, a doutrina da Trindade?”. Quando os cristãos são confrontados com uma pergunta com respeito à Trindade, como ela poderia ser mais bem explicada?

Para mim, eu sei que simplificar a doutrina aos seus elementos mais básicos tem sido muito importante e muito útil. Quando reduzimos a discussão aos três claros ensinos bíblicos que fundamentam a Trindade, podemos mover nossa discussão da informação bíblica abstrata para a concreta, e podemos ajudar aqueles envolvidos em falsas religiões a reconhecer quais dos ensinos bíblicos eles estão negando.

Devemos lembrar primeiramente que pouquíssimos têm uma boa idéia do que a Trindade é em primeiro lugar – por conseguinte, a precisão na definição será muito importante. A doutrina da Trindade é simplesmente que há um ser eterno de Deus – indivisível, infinito. Esse um ser de Deus é compartilhado por três pessoas co-iguais e co-eternas, a saber, o Pai, o Filho e o Espírito.

É necessário aqui distinguir entre os termos “ser” e “pessoa”. Seria uma contradição, obviamente, dizer que há três seres dentro de um ser, ou três pessoas dentro de uma pessoa. Assim, qual é a diferença? Reconhecemos claramente a diferença entre ser e pessoa todos os dias. Reconhecemos o que algo é, todavia, reconhecemos também indivíduos dentro de uma classificação. Por exemplo, falamos do “ser” do homem – ser humano. Uma rocha tem um “ser” – o ser de uma rocha, bem como de um gato, de um cachorro, etc. Todavia, nós sabemos também que há atributos pessoais também. Isto é, reconhecemos tanto “o que” como “quem” quando falamos sobre uma pessoa.

A Bíblia nos diz que há três classificações de seres pessoais – Deus, homens e anjos. O que é personalidade? A capacidade de ter emoção, vontade, de se expressar. Uma rocha não pode falar. Gatos não podem pensar sobre si mesmos com relação a outros, e, digamos, trabalhar para o bem comum da “espécie dos gatos”. Portanto, estamos dizendo que há um ser eterno e infinito de Deus, compartilhado plena e completamente por três pessoas, Pai, Filho e Espírito. Um o que, e três quem.

NOTA: Não estamos dizendo que o Pai é o Filho, ou o Filho o Espírito, ou o Espírito o Pai. É muito comum as pessoas compreenderem incorretamente a doutrina como significando que estamos dizendo que Jesus é o Pai. A doutrina da Trindade não diz isso de forma alguma!

As três doutrinas bíblicas que fluem diretamente para o rio que é a Trindade são as seguintes:

1) Há um e somente um Deus, eterno e imutável.

2) Há três Pessoas eternas descritas na Escritura – o Pai, o Filho e o Espírito. Essas Pessoas nunca são identificadas uma com a outra – isto é, elas são cuidadosamente diferenciadas como Pessoas.

3) O Pai, o Filho e o Espírito são identificados como sendo plenamente Deus – isto é, a Bíblia ensina a divindade de Cristo e a divindade do Espírito Santo.

Alguém poderia possivelmente representar isso da seguinte forma:

Os três lados do triângulo representam as três doutrinas bíblicas, como rotuladas. Quando alguém nega qualquer um desses três ensinos, os outros dois lados apontam para o resultado. Por conseguinte, se alguém nega que há Três Pessoas, ela é deixada com os dois lados da Plena Igualdade e do Um Deus, resultando no ensino “Oneness” (unidade, unificação, união) da Igreja Pentecostal Unida e outras. Se alguém nega a Plena Igualdade, ela é deixada com as Três Pessoas e Um Deus, resultando no “subordinacionismo” como visto nas Testemunhas de Jeová, o Caminho Internacional, etc. (embora para ser perfeitamente preciso, as Testemunhas de Jeová negam todos os três lados de alguma forma – elas negam a Plena Igualdade (isto é, Jesus é o Arcanjo Miguel), as Três Pessoas (o Espírito Santo é uma “força” ativa impessoal, como a eletricidade) e o Um Deus (eles dizem que Jesus é “um deus” – uma divindade menor do que Jeová; por conseguinte, eles não são na realidade monoteístas, mas henoteístas). E, se alguém nega o Um Deus, ela é deixada com o politeísmo, a crença em muitos deuses, como claramente visto na Igreja Mórmon, a religião mais politeísta que já encontrei.

Com esperança, esses três breves pensamentos serão de ajuda para você “crescer na graça e no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo”.

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