sexta-feira, 20 de julho de 2012

MISSIONÁRIOS E IGREJA NO TURCOMENISTÃO




Como na maior parte do continente asiático, o cristianismo
difundiu-se no Turcomenistão por meio da
Igreja Apostólica do Oriente, mas foi praticamente
erradicado pelos exércitos de Tamerlão (o último
grande conquistador da Ásia Central), que conquistaram

a região e fizeram do islamismo a religião
dominante.
As primeiras conversões de turcomanos aconteceram
na década de 1990, pelo testemunho da Igreja
protestante russa e pelo trabalho missionário. No
início, os pequenos grupos de crentes foram formados
como uma extensão da Igreja russa, mas logo
estabeleceram sua própria identidade cultural.
O grau inicial de liberdade no país logo foi reduzido,
e o governo começou a pressionar os cristãos.
Muitos cristãos russos deixaram o país por causa do
agravamento da situação e, assim, a Igreja ortodoxa
sofreu perdas significativas.

Grande parte dos cristãos turcomanos mantém sua
identidade religiosa em sigilo.
Como a população é monitorada pelo governo, diferentes
grupos de cristãos têm dificuldade em interagir.
Isolados, sem materiais nem ensinamento,
surgem interpretações erradas da Bíblia, heresias
e falta de confiança mútua.
A Perseguição
A história da Igreja no Turcomenistão foi marcada
por mártires no passado, mas atualmente há certa
liberdade para a evangelização. Ainda assim, é comum
que os cristãos sejam hostilizados pelos muçulmanos
e enfrentem muitas restrições por parte
do governo.
A maior parte dos templos das igrejas protestantes
foi demolida na década de 1990.
Todos os grupos religiosos do país devem se registrar,
para que suas atividades não sejam consideradas
ilegais. O processo para se obter registro foi
facilitado em 2004, mas ser registrada não garante à
igreja liberdade de culto. Os grupos não registrados
são banidos.
Da mesma forma, é proibido publicar e distribuir
livros cristãos. A importação desse material é censurada,
sendo necessário ter uma aprovação do Comitê
de Assuntos Religiosos para cada item.

Não pode haver Sociedade Bíblica no país, nem livrarias
cristãs. Além disso, as leis proíbem qualquer
tipo de trabalho missionário ou proselitista, principalmente
com os muçulmanos. Embora oficialmente
o governo não favoreça nenhum grupo religioso,
tem financiado a construção de mesquitas pelo país.
Autoridades, clérigos e a sociedade pressionam
os convertidos a voltarem ao islã. Isso ocorre de
forma mais intensa na zona rural. Abandonar o
islamismo significa negar a identidade turcomana.
Assim, aqueles que trocam o islã e se tornam cristãos
são acusados de trair a «fé de seus antepassados».
História e Política
O Turcomenistão situa-se na Ásia Central, às margens
do Mar Cáspio, entre o Irã e o Cazaquistão.
Desertos planos dominam quase todo o território
turcomano, mas há a presença de montanhas ao sul

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Perfil de país
do país. O nome do país significa “lar dos turcomanos”.
Há também a hipótese de que seu nome faça
referência a uma conversão em massa de 200 mil
nativos ao islamismo no século X e, por isso, teriam
recebido o titulo de Turk Iman, que significa “povo
de fé ou de fé forte”.
Na antiguidade, muitos impérios dominaram as terras
do atual Turcomenistão, como o Império Persa,
Alexandre, o Grande, persas sassânidas, seljúcidas
(século 12) e Genghis Khan (século 13). Nos séculos
VII e VIII, a Ásia Central foi invadida pelos árabes
muçulmanos e desde então o país passou por um
processo de islamização. Os primeiros habitantes do
país foram as tribos nômades turcas, que migraram
da região do atual Cazaquistão a partir do século X.
O Império Russo começou a se expandir no século
XVIII, passando a conquistar territórios da Ásia
Central e da Europa Oriental. Em 1925 o país se
tornou parte da União das Repúblicas Socialistas
Soviéticas (URSS) e permaneceu sob o poder dos
comunistas até 1990.

O Turcomenistão se tornou um país independente
em 22 de agosto de 1990. Desde então, o país só teve
dois presidentes no poder: Niyazov, que governou
de 1990 a 2006 e seu substituto, Kurbanguly Berdymukhamedov.
O atual governo é, em tese, uma
República Presidencialista, mas na prática é um
Regime Presidencial Autoritário com os poderes
concentrados na pessoa do presidente.
População

O povo turcomano se formou durante o período de
domínio seljúcida, a partir da miscigenação de turcos
oguzos com tribos nômades locais. Um grande
número de turcomanos migrou para o Iraque ao
longo da história; hoje, estima-se que haja mais de
4 milhões deles no norte do Iraque. Os principais
grupos étnicos do país são os turcomanos, os uzbeques
e os russos.

4 comentários:

  1. Muito boa postagem, gostei mesmo. O lugar é muito bonito que pena que não é Laico, apesar de ser um homem religioso, defendo o estado Láico.
    Conheça meu blog também http://biblia31.blogspot.com.br/

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    1. Ok, meu querido, estarei vendo seu blog. Obrigado pela visita e comentários!

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  2. Tb gostei da matéria e reforço que é uma pena um país tão bonito ser tiranizado. Mas gostaria de fazer umas ressalvas. O islamismo tb é perseguido no Turcomenistão. Esse negócio de o ditador financiar a construção de mesquitas é só para inglês ver... Na verdade, o governo só faz isso como forma de dizer que apoia a cultura da população (que é predominantemente muçulmana), mas, no frigir dos ovos, o que existe no Turcomenistão, aos olhos dos muçulmanos do mundo inteiro, tb é algo herético, já que a religião gira em torno do culto à personalidade do "presidente" Niyazov, ainda o verdadeiro governante, por trás do atual presidente fantoche e que está no poder desde os tempos da URSS comunista (1985)! O Islã lá, é um islã de "estado". Nada que não for feito com o conhecimento do governo é permitido.

    Assim, o cenário é muito, muito pior: cristãos de diversas confissões são esmagados pois são uma pequena minoria e o restante da população cultua o ditador como Deus, travestido de representante de um islamismo que na verdade não existe. Pobre povo!

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  3. Excelentes comentários João Inácio, poste depois, suas fontes para atualizarmos nosso conhecimento a respeito dos Turcomenos. Abraços e Obrigado.

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