segunda-feira, 30 de julho de 2012

TODO CRISTÃO É TEÓLOGO


Roger E. Olson
 
Um influente cristão, professor de Bíblia e pregador de rádio, ironizou: “Feliz é o cristão que nunca se encontrou com um teólogo!”. Que ele quis dizer? Não são poucos os mal-entendidos, estereótipos, mitos e falsas impressões que cercam a teologia – até mesmo nas comunidades cristãs. Na realidade, parece haver um preconceito crescente contra a teologia e os teólogos em alguns círculos cristãos.
 
Todo teólogo sabe disso e sente-se frustrado com essa concepção negativa. Numa manhã de domingo, eu (Roger) cheguei a uma igreja para falar a uma classe de escola dominical de adultos sobre o tópico “Teologia do século XX” e recebi uma carta anônima enviada ao endereço da igreja, mas dirigida a mim. O remetente vira o anúncio da série de palestras na coluna da igreja no jornal da cidade e escreveu duas páginas com fortíssimas objeções. Lançava imprecações contra a teologia, dando a entender que ela não passa de um substituto precário ao relacionamento pessoal com Deus!
 
Teólogos Anônimos
 
A impressionante ironia das afirmações do professor de Bíblia e da diatribe do autor da carta é esta: ambos são teólogos – cada um à sua maneira! Teologia é qualquer reflexão sobre as questões essenciais da vida que aponte para Deus. Por conseqüência, tanto o professor quanto o missivista são teólogos. Nós os chamaremos “teólogos anônimos”, porque, como a maioria das pessoas, não se dão conta de que o são.
 
Ninguém que reflita sobre as perguntas cruciais da vida escapa de fazer teologia. E qualquer um que reflita sobre as questões fundamentais da vida – incluindo perguntas sobre Deus e nossa relação com ele – é teólogo.
 
Uma jovem, sentada em meu escritório, compartilhava seus sonhos e aspirações. Depois de alguns estudos bíblicos e cursos teológicos, interessara-se em explorar melhor as questões acerca de Deus, da salvação e da vida cristã. Numa guinada crucial da conversa, ela fitou-me com algum receio nos olhos e disse: “Sabe, acho que gostaria de ser teóloga – se conseguir chegar lá!”.
 
Descobri por trás do medo uma concepção errônea, que faz do teólogo uma criatura temível, preocupada apenas em elaborar pensamentos profundos e perturbadores, incompreensíveis à maioria das pessoas. Minha resposta tentava aliviar aquela ansiedade. Disse-lhe: “Você já é uma teóloga!”. Expliquei-lhe que ela poderia ser chamada por Deus para fazer carreira por essa trilha da existência cristã – refletir sobre as questões cruciais da vida, inclusive sobre Deus –, mas que atender ou não a esse chamado não mudaria sua condição de teóloga.
 
Cresce entre os cristãos a concepção errônea de que existe um grande abismo entre “cristãos comuns” e “teólogos”. Para alguns, a percepção desse abismo gera medo; para outros, suspeita e ressentimento. É nosso propósito fechar o vão e mostrar que cada pessoa – especialmente o cristão – é um teólogo e que o profissional da teologia é simplesmente o cristão vocacionado para fazer o que de certa maneira fazem os demais cristãos: pensar e ensinar acerca de Deus.
 
Ao longo deste livro, portanto, tentaremos mostrar duas coisas. Primeira: a teologia é inevitável ao cristão que pensa, e a diferença entre teólogos profissionais ou não é apenas de posição, não de qualidade. Segunda: profissionais ou não, os teólogos (todos os cristãos que pensam, independentemente da denominação) precisam uns dos outros. Teólogos profissionais existem para servir à comunidade de fé, não para ditar-lhe as crenças ou para dominá-la intelectualmente. Os teólogos leigos precisam dos profissionais, pois estes fornecem àqueles as ferramentas para o estudo da Bíblia, a perspectiva histórica e a articulação sistemática, meios que lhes permitem aprimorar a prática da teologia.
 
O termo “teologia” é formado pela combinação de duas palavras gregas: theos, que significa “Deus”, e logos, que significa “razão”, “sabedoria” ou “pensamento”. Portanto, “teologia” significa literalmente “pensamento de Deus” ou “raciocinar sobre Deus”. Alguns dicionários, de modo mais formal e específico, a definem como “a ciência de Deus”. Nessa acepção, porém, “ciência” significa simplesmente “reflexão sobre algo”. Logo, no nível mais básico, “teologia” é qualquer pensamento que reflita ou contemple a realidade de Deus – até mesmo o debate sobre ele.
 
Deus está presente em todas as questões básicas da vida. Sempre e em todo lugar que alguém reflete sobre os grandes porquês da vida, há pelo menos uma reflexão indireta acerca de Deus ou direcionada a ele. Deus é o horizonte de toda indagação humana. Isso significa que, de forma surpreendente, até mesmo autores populares, compositores, novelistas, poetas e as mentes criativas da cultura popular atuam como teólogos.
 
Um exemplo eminente é o famoso cineasta e ator Woody Allen. Alguns de seus filmes estão centrados na psicologia. Muitos deles, porém, dão o mesmo tratamento à teologia. Em Crimes e Pecados, Allen explora a grande pergunta, repetidas vezes levantada pelo salmista: “Por que os maus prosperam e os íntegros sofrem?”. Embora não ocorra com freqüência a pergunta explícita acerca de Deus nesse filme, o tema “Deus” está implícito na pergunta aflitiva “Por quê?”. Por quê? Obviamente porque, não existindo Deus, a pergunta deixa de ser aflitiva! Por que afligir-se com algo que pode ser simplesmente uma lei natural – a assim chamada sobrevivência dos mais aptos? “Por que os maus prosperam e os íntegros sofrem?” somente será uma pergunta aflitiva se Deus for o horizonte derradeiro da existência humana. Em última análise, portanto, a pergunta é uma indagação acerca de Deus: “Por que Deus permite que essas coisas aconteçam?”. Woody Allen e outros teólogos anônimos da cultura popular levantam a questão, muitas vezes de modo surpreendente e proveitoso.
 
Teologia de Cosmovisão
 
Em determinado momento da vida, toda pessoa tem de defrontar e debater-se com questões que apontam para a pergunta fundamental acerca de Deus. Reconheçamos que nem todos a formulam explicitamente. Não obstante, até mesmo onde é ignorado ou negado, Deus continua sendo o último horizonte – pano de fundo e alvo – em relação ao qual surgem e para o qual apontam todas as perguntas fundamentais da vida. Nesse sentido, toda pessoa reflexiva é um teólogo.
 
Um modo de o iniciante captar a universalidade da teologia, portanto, é vê-la como a indagação e a reflexão sobre as perguntas fundamentais da vida. Arthur Holmes, professor de filosofia da Universidade de Wheaton, rotula essa teologia mais elementar e universal “teologia de cosmovisão” (visão de mundo). Ou seja, desde tempos imemoriais, pessoas comuns, homens e mulheres nas ruas e no mercado, bem como pensadores profissionais em suas torres de marfim, refletem sobre certas perguntas permanentes da vida.
 
Em momentos menos meditativos, tais perguntas talvez soem tolas para muitos de nós. Por exemplo, um filósofo moderno argumenta que a pergunta mais importante de todas é: “Por que existe algo, ao invés de não existir nada?”. Contudo, até mesmo essa pergunta aparentemente abstrata e irrespondível possui certa atração, por ser simplesmente a expressão maior da indagação mais comum, que todo ser reflexivo levanta vez por outra: “Por que estou aqui?”. Outras perguntas cruciais da vida são: “Que devo fazer com minha existência?”; “Que é verdadeiramente viver bem?”; “Será que existe algo após a morte?”.
 
A mais importante dentre as perguntas fundamentais da vida é aquela acerca de Deus, porque para ela apontam as demais. Se existe Deus – o Criador “do céu e da terra” –, então todas as outras interrogações adquirem significado novo e obtêm eventuais respostas, que de outro modo conduziriam somente a becos sem saída.
 
A teologia de cosmovisão (visão de mundo) é comum a todas as pessoas que pensam, porque indagar das questões fundamentais da vida faz parte da existência humana. Isso poderia ser em si mesmo um indicativo de que existe Alguém além de nós.
 
Teologia Cristã
 
Que diremos, porém, sobre a teologia cristã? Iria além da teologia de sentido vago e genérico mencionada acima? Ela de fato faz isso. Como definir, então, de forma apropriada, a teologia cristã? Uma definição de longa data é “fé em busca de entendimento”. A despeito das interpretações equivocadas, a teologia cristã não diz: “Entenda e depois creia”. Pelo contrário, procura entender com o intelecto o que o coração – o cerne do caráter de uma pessoa – já crê e com o qual está comprometido.
 
Essa definição de teologia remonta no mínimo ao grande teólogo medieval Anselmo de Cantuária. Anselmo foi monge, teólogo, filósofo e arcebispo de Cantuária no século XII. Ele é famoso por formular o que muitos supõem ser a prova racional perfeita da existência de Deus – o chamado argumento ontológico, cuja intenção é demonstrar, acima de qualquer dúvida possível, que Deus precisa existir, com base na definição de Deus como “o Ser, maior que o qual ninguém pode ser concebido”.
 
Por causa de seus escritos, Anselmo conquistou a reputação imerecida de ser um racionalista radical – alguém que se recusava a crer em qualquer coisa que não pudesse ser provada. Na realidade, Anselmo escreveu a maioria de suas grandes obras, incluindo as versões do argumento ontológico acerca da existência de Deus, em forma de oração! Numa dessas orações, deixou absolutamente claro que não estava tentando provar a existência de Deus para crer, mas porque já tinha fé. Seu lema era: Credo ut intelligam – “Creio para poder entender”.
 
A fé em busca de entendimento, portanto, é um modo diferente de expressar o cerne da teologia em Anselmo. Iniciamos com a fé, que em última análise é um misterioso presente da graça. No entanto, isso não significa que a pessoa não exerça nenhum papel. Mas a fé é mais que simplesmente optar por acreditar em algo e com certeza mais que um substituto precário a bons argumentos. Fé é ser cativado por alguém – Alguém! – que convoque e reivindique nossa vida.
 
É deste modo que a vida cristã começa: com graça e fé, não com a razão. A razão pode exercer um papel e ser um instrumento no chamado de Deus, no entanto ninguém se tomará cristão simplesmente por chegar ao fim de uma corrente puramente humana de argumentos e concluir: “Bem, penso que se quero ser racional tenho de acreditar em Deus e em Jesus Cristo”. Não, a gênese do cristianismo autêntico pode conter um processo racional, mas não pode ser reduzida a isso. Fé é o elemento misterioso que implica convicção pessoal, discernimento a partir de outra posição e coração transformado, que se inclina para Deus de maneira nova.
 
Ligando a Teologia de Cosmovisão à Teologia Cristã
 
Como conectar esses dois tipos de teologia – a que é própria dos que pensam (ou teologia de visão de mundo) e a que é comum a todos os cristãos? Parece que as questões fundamentais da vida servem como sinais ou pistas de transcendência. Ou seja, apontam para cima, para algo ou alguém atrás da existência finita da criatura. Podemos denominar “a busca da humanidade por Deus” o processo e a prática de refletir sobre as perguntas mais importantes da vida. É uma procura universal que se mostrará sempre frustrada, a menos que essa busca se torne “Deus procurando pela humanidade”.
 
Os cristãos acreditam que foi exatamente isso que aconteceu na história narrada pela Bíblia. Deus começou a enviar respostas às indagações humanas por intermédio de eventos históricos, grupos de pessoas, profetas, mensagens inspiradas e finalmente pela vinda de Deus em pessoa para conviver com os seres humanos. Os cristãos crêem que a narrativa bíblica responde às perguntas fundamentais da vida. Recebê-las e reconhecê-las como Palavra de Deus, todavia, são obras da graça de Deus e decorrência da fé. Por fim, reconhecer a Deus não é somente uma descoberta filosófica, embora a pessoa possa se abrir primeiro a Deus e à sua palavra, reconhecendo a correlação entre as respostas ali encontradas e as perguntas fundamentais e perenes da vida.
 
Este é o motivo por que a teologia cristã é superior à teologia de cosmovisão: a primeira completa e consuma a segunda. O cristão, portanto, não é apenas um teólogo limitado à reflexão sobre as perguntas cruciais da vida, como Woody Allen, e sim alguém capaz de refletir sobre o significado da Palavra de Deus e sobre como ela ilumina a vida, conferindo sentido e propósito à existência.
 
A fé cristã autêntica leva-nos a gravitar em torno do entendimento desse Deus que reivindicou nossa vida para si. E, à medida que procura entender o significado da fé para responder às perguntas extremas da vida ou simplesmente às questões básicas sobre o relacionamento com Deus, o cristão já faz teologia.
 
Logo, você é um teólogo cristão. Talvez nunca tenha pensado desse modo, por considerar a teologia misteriosa ou mesmo perigosa. Muitos cristãos julgam erroneamente que a teologia consiste em interrogar a Deus ou em questionar a autoridade da Bíblia e daí concluem que a teologia é uma ameaça à fé. Talvez você tenha sofrido com esse equívoco ou conheça alguém que sofreu. Talvez você tenha sido advertido por um cristão bem intencionado a tomar cuidado com o estudo da teologia “porque ela pode destruir sua fé”.
 
As advertências desestimulantes partem da família e dos amigos. Alguns de nossos mentores espirituais tentaram nos dissuadir do estudo da teologia impelidos pelo preconceito profundamente arraigado que a considera substituto da fé. Estamos felizes por haver superado essas objeções, porque para nós a teologia foi e continua sendo o estudo libertador e enriquecedor que nos aproxima cada vez mais de Deus.
 
Níveis de Teologia na Prática
 
Até aqui afirmamos que todo ser humano é teólogo e que todo cristão é ou deveria ser teólogo cristão. A forma como definimos teologia, teólogo e teólogo cristão pode dar a entender que embaralhamos as cartas a favor de nosso argumento. Mas não manipulamos as palavras. Pelo contrário, tentamos mostrar que há níveis distintos de teologia. Todo cristão pode ser teólogo, mas nem por isso as teologias se tomam iguais. Analisaremos os diferentes tipos e níveis de teologia no próximo capítulo, mas por ora fará bem antecipar algo dessa discussão.
 
Para esclarecer o pressuposto de que toda pessoa é teólogo, recorreremos a algumas analogias. Você acreditaria se disséssemos que todo cidadão é químico? Cientista político? Psicólogo? Matemático? Qualquer um que cozinhe utilizando receitas é, em certo sentido, químico. Sem conhecimento rudimentar – pelo menos intuitivo – de substâncias, medidas, combinações e efeitos de temperaturas, jamais conseguiríamos cozinhar nada.
 
Cozinhar, portanto, é talvez a forma mais básica de química leiga. Imagine agora o cozinheiro amador que decida melhorar suas habilidades para satisfazer o paladar dos convidados com delícias da culinária. O caminho mais seguro e acertado é fazer um curso e ler alguns livros. O cozinheiro torna-se chefe de cozinha desenvolvendo suas habilidades e seu conhecimento de química. Obviamente isso ainda está muito distante da ciência química tal como é estudada e praticada nos laboratórios universitários! Não obstante, há certa continuidade entre a prática do cozinheiro nas artes culinárias e a ciência do químico.
 
Qualquer cidadão que participe de uma assembléia da cidade, de uma reunião com a direção da escola ou da convenção de seu partido é cientista político. Suponhamos que o eleitor instruído decida candidatar-se ao conselho escolar. No processo, ele necessariamente afiará seu conhecimento e sua habilidade para a prática da ciência política. Talvez leia bons livros sobre teoria política e daí desenvolva a filosofia da polis (“comunidade”). Sem dúvida, isso está muito longe da disciplina altamente teórica e às vezes especulativa tal como ensinada nas universidades. Não obstante, há continuidade real entre o envolvimento do participante informado acerca de política partidária e as teorias do cientista político.
 
Analogias idênticas podem ser estabelecidas nas áreas da psicologia e da matemática. De algum modo, cada um de nós é psicólogo amador. Mas sempre que alguém decide ir além da interpretação intuitiva de sonhos e investigar o funcionamento do subconsciente, ele caminha em direção à ciência da psicologia. Controlar um talão de cheques constitui-se uma forma rudimentar de matemática, embora haja obviamente águas bem mais profundas a serem atravessadas por quem optar por ela.
 
Suponha que você ouviu um cozinheiro amador queixar-se da ciência formal da química por não ser possível praticá-la exaustivamente na cozinha, por demandar ferramentas especializadas, vocabulário e conceitos em geral encontrados apenas em laboratórios bem equipados e bibliotecas: “Feliz é o cozinheiro que nunca se encontrou com um químico!”. Absurdo? Sem dúvida.
 
Imagine que você escutou o delegado de uma convenção política do bairro queixar-se dos cientistas políticos pelo fato de suas teorias serem difíceis de entender e “tirarem a vitalidade da política”. Suponha que o intérprete leigo de sonhos reclame dos psicólogos por serem tão intelectuais, ou imagine o caixa de banco criticando a matemática por ser abstrata. Todos esses absurdos podem acontecer – e talvez aconteçam! Mas a maioria das pessoas franziria a testa e diria algo como: “Sabe, você poderia ser um cozinheiro melhor se conhecesse um pouco mais de química e equipasse melhor sua cozinha” ou: “Lidar com dinheiro pode ser mais divertido que a matemática, mas sem ela você prejudicará os clientes ou o banco”.
 
Nosso argumento é óbvio: “Pelo fato de crerem em Deus e acreditarem que ele se relaciona com eles de diversas maneiras (pela Palavra, pela graça, pela fé, pela oração etc.), os cristãos fariam bem em aprofundar-se no significado de Deus e em tentar conhecê-lo da forma mais completa possível, com todas as forças de seu ser – tanto com a mente quanto com o coração. Deveriam reconhecer que são teólogos leigos e valorizar a ajuda recebida da teologia formal. É óbvio que, como teólogos profissionais, admitimos que o verdadeiro motivo de nossa profissão é ajudar cristãos ordenados ou não a aumentar sua compreensão acerca de Deus. A continuidade e a correlação deveriam substituir a hostilidade, o medo ou a suspeita entre teólogos leigos e profissionais. Na descoberta da verdade acerca de Deus e de seu relacionamento conosco eles são interdependentes e trazem benefícios um ao outro.
 
O título deste livro é uma pergunta: Quem precisa de teologia? A resposta que elaboramos de ponta a ponta é semelhante à que poderia aparecer num livro análogo intitulado Quem precisa de química?, direcionado a cozinheiros e donas de casa. Podemos imaginar outro livro, Quem precisa de psicologia?, destinado a pessoas que buscam compreender a si mesmas.Quem precisa de matemática? poderia ser um bom livro para caixas de banco, escriturários e contadores. A resposta à pergunta expressa no título de cada livro seria a mesma: todo o mundo!
 
Cada uma dessas obras provavelmente salientaria que todo leitor já é químico ou psicólogo ou matemático – em algum nível. E é provável que os leitores respondessem com entusiasmo a essa declaração.
 
Nossa esperança é que você responda entusiasticamente à declaração de que já é teólogo – e que até mesmo ela o atinja como um choque. Obviamente, não pretendemos afirmar que você já é ou será um teólogo profissional – nem todos devem sê-lo. É nosso desejo, porém, que, ao perceber que é teólogo, você resista às alegações, mesmo as provenientes de cristãos devotos, que tentam convencê-lo de que a teologia é nociva ou simplesmente um devaneio ou ainda uma ameaça à verdadeira fé.
 
Agora, porém, transportamo-nos da teologia em sentido mais geral para a teologia em “sua melhor forma”. O que se pretende ao discorrer sobre diferentes tipos e níveis de teologia e sustentar que nem todas as teologias são iguais? Essas são as questões sobre as quais nos debruçaremos em seguida.

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