terça-feira, 29 de março de 2016

CRISTO FOI CRUCIFICADO NA QUARTA, QUINTA OU SEXTA FEIRA? QUAL ERA O DIA DA PREPARAÇÃO?








CRISTO FOI CRUCIFICADO NA QUARTA, QUINTA OU SEXTA FEIRA? QUAL ERA O DIA DA PREPARAÇÃO?

Lc 23.54 e Jo 19.31 para as Bíblias de Estudo:
“dia da preparação, termo técnico para sexta-feira” (Bíblia Vida Nova)
“O sábado especial, o primeiro dia da festa, não o sábado normal, que seria dali a 2 dias. O sábado especial sempre ocorria no 15º dia de nisã não importando em qual dia da semana acontecesse. Desta vez foi numa quinta-feira. (Bíblia de Dake)
“o dia da preparação era sexta-feira, preparação para o sábado” (Bíblia Plenitude)
“sexta-feira, o dia em que Jesus morreu era o dia de preparação para o sábado” (Bíblia Anotada)
“era contra a Lei de Deus deixar exposto durante a noite o corpo de uma pessoa morta (Dt 21.23) também era ilegal trabalhar depois do pôr-do-sol na sexta-feira, quando começa o sábado para os judeus” (Biblia de Aplicação Pessoal)
“Preparação – véspera do sábado quando eram feitos os preparativos para aquele dia.”
“sexta-feira da semana da páscoa” (Biblia de Estudo NVI)
“Sexta-feira, preparação para sábado” (Bíblia de Estudo Almeida).
“Sexta, dia em que se preparava para o sábado”
“Parasceve Pascal, quinta que acaba conflitando com os sinóticos. A melhor interpretação é considerar a referencia a sexta-feira como  o dia de preparação antes do sábado semanal.
(Bíblia de Genebra).


Era a parasceve pascal. "A hora do duplo sacrifício aproximava-se. Era meio-dia. Os cordeiros pascais estavam sendo preparados para o sacrifício, e o Cordeiro de Deus também foi sentenciado à morte" (Hoskyns).
(COMENTÁRIO BIBLICO DE MOODY, PÁG 114)

Acerca do sepulcro em que Jesus foi deitado afirma-se com grande ênfase que ninguém ainda havia sido colocado nele. A referência cronológica “dia da preparação e começo do sábado” coincide com Mc 15.42 e Jo19.42. Isso diz respeito ao entardecer de sexta-feira por volta do pôr do sol. Por causa da proximidade do sábado foi preciso acelerar o sepultamento do corpo.
(COMENTÁRIO DE LUCAS, Editora Evangélica Esperança, FRITZ RIENECKER, PÁG 301)

A isso se acrescenta que era ―dia da preparação‖, ou seja sexta-feira, e ainda a parasceve da Páscoa. Naquele ano o sábado era ao mesmo tempo o dia 15 de Nissan, ou seja, o dia da Páscoa. Por isso João escreveu: ―Era grande o dia daquele sábado‖. Era duplamente feriado. Num sábado desses de forma alguma poderia ser feito o ―trabalho‖ de retirar os corpos da cruz e trasladá-los para o vale do Hinom.
(COMENTÁRIO DE JOÃO, Editora Evangélica Esperança, WERNER de BOOR, Pág 260 comentando Jo 19.31)

No Gr, secular, paraskeue se acha no sentido geral de “preparação”, mas o NT
emprega o subs. paraskeue sempre como expressão de tempo, para indicar o “ dia
da preparação” antes de um Sábado ou festa da Páscoa: Mt 27:62; Mc 15:42; Jo
19:14, 31, 42. Isto sugere que no NT, assim como no AT, e no mesmo sentido em
todas as partes da tradição, paraskeuazõ e kataskeuazõ são termos que têm o significado
de “ aprontar para” , “preparar” e “ equipar” . Têm a função teológica de antecipar
a atividade salvífica de Deus para com o homem, que é introduzida por um ministério
de preparação que tem nele o sabor do Advento.
 F. Thiele
(DICIONÁRIO INTERNACIONAL DE TEOLOGIA, LOTHAR COENEN , COLIN BROWN, Pág 543)

Mt 27:62: No dia seguinte, isto é, o dia depois da preparação, reuniram-se os principais sacerdotes e os fariseus perante Pilatos, «dia seguinte, que é o dia depois da preparação...» Está claramente em foco o dia de sábado.
O termo preparação (no grego, paraskeue) era uma palavra técnica para indicar o dia anterior ao sábado—sexta-feira—, o dia em que se faziam os preparativos para o sábado. Passou a fazer parte do uso cristão, e Clemente de Alexandria (200 D.C.—ver Strom. VII. §76), diz que esse dia passou a chamar-se Dies Veneris, ou sexta-feira, aniversário da crucificação de Jesus, sendo uma «grande» ou «santa» paraskeue.
(NT INTERPRETADO, CHAMPLIN PAG 649)

No sec II d.C., e posteriormente, houve considerável diversidade e debate sobre a data em que deve ser observada a páscoa cristã, as Igrejas da Ásia Menor durante muito tempo seguiram a computação "quarto-décima", mediante a qual a páscoa era regularmente observada a 14 de nisã, enquanto a Igreja de Roma e de outros lugares seguiam um calendário que comemorava a paixão anualmente numa sexta-feira e a ressurreição num domingo. Este último foi o modo que prevaleceu.
(DICIONÁRIO DA BIBLIA, J.D.DOUGLAS, PÁG 1002)

O Dia da Crucificação: Os acontecimentos descritos neste capítulo ocorreram na sexta-feira, conforme concorda a maioria dos eruditos antigos e modernos. O dia da crucificação de Jesus tem sido variegadamente situado na quarta-feira, na quinta-feira ou na sexta-feira. Apesar de que qualquer dessas datas conta com algumas dificuldades, contudo, a sexta-feira, que tem sido tradicionalmente aceita como o dia. da crucificação, desde os tempos mais antigos, é a que conta com menor número de objeções. A questão tem provocado muitos debates, e muito tempo tem sido desperdiçado, e imensas energias têm sido concentradas nessa discussão. Para alguns, o conhecimento e a declaração do dia certo parecem ter a importância de uma convicção religiosa. Que a sexta-feira foi o dia da crucificação, é indicado pelos seguintes argumentos:
1. Um número demasiado de acontecimentos teve lugar nas narrativas, segundo as temos, para permitir que todos tivessem ocorrido entre o domingo, que foi o dia da entrada triunfal, e a crucificação de Jesus, se esta tivesse tido lugar na quarta ou mesmo na quinta-feira.
2. O testamento deixado pelos pais da igreja primitiva, até o terceiro século, é unânime em afirmar que a crucificação teve lugar na sexta-feira. (Ver Wordsvforth, The Greek New Testament, sobre as passagens envolvidas, incluindo Mat. 27:62, onde há uma lista dos nomes dos pais que apoiavam a sexta-feira). De fato, da parte dos pais da igreja, não temos outra data exceto a sexta-feira. Os antigos pais da igreja são anteriores aos primórdios da Igreja Católica Romana, pelo que, de forma alguma podemos asseverar que a crucificação na «sexta-feira» foi uma invenção dessa organização religiosa.
3. O testamento do símbolo favorece o dia de sexta-feira. Quando da criação, Deus trabalhou durante seis dias, e então descansou. Assim também Cristo trabalhou durante esses seis dias, e então descansou no dia sétimo, o sábado.
4. A profecia de Jesus, de que estaria no sepulcro por «três dias e três noites» (Mat. 12:40), embora para ouvidos modernos pareça três dias e noites completos, para os antigos não era assim, por causa do costume de computar partes do dia ou da noite como se fossem dias ou noites inteiras. Uma parte da sexta-feira, o sábado e uma parte do domingo, satisfaria o sentido aqui tencionado. Ao computarem seqüências do tempo, os antigos sempre incluíram, nesse cômputo, o mesmo dia em que a declaração era feita. Assim sendo, «em três dias» incluiria o dia em que a declaração foi feita. Esses três dias seriam a sexta-feira, o.sábado e o domingO; Partes desses dias podiam ser chamadas de «três dias».
5. A cronologia simples de Lucas (23:54-24:1) não deixa dúvida alguma a respeito, porquanto ele menciona declaradamente três dias: 1. A «preparação» (vs. 54), isto é, o dia anterior ao sábado, ou sexta-feira, conforme essa palavra significa até mesmo no grego moderno, sendo usada com esse sentido por todas as páginas do N.T. onde ela aparece. 2. O sábado (vs. 56), durante o qual descansaram. 3. O primeiro dia da semana (24:1) ou domingo. Se é que a crucificação ocorreu antes, o que teria acontecido à quarta-feira e à quinta-feira, nesse novo cálculo cronológico? João 19:31 diz especificamente que o corpo de Jesus foi tirado da cruz, a fim
, de que não permanecesse ali no dia de «sábado».
6. Alguns tentam fazer desse «sábado» um feriado judaico diferente, salientando que, no vs. 31, esse sábado é chamado de «grande o dia daquele sábado». Mas a expressão se deriva do fato que este dia era o sábado durante o periodo da páscoa, sincronizado com o segundo dia da festa dos pães asmos. A narrativa de Lucas indica que somente um dia de «sábado» está aqui em foco, por maior que fosse considerado esse dia.
7. Alguns estribam-se no fato de que, em Mat. 28:1, a palavra usada para sábado está no plural, o que leva tais intérpretes a traduzirem, «no fim dos sábados», como se tivesse ocorrido mais de um sábado (ou feriados especiais), o que faria com que o dia da «preparação» fosse a terça-feira, ao passo que os dias de quarta-feira, quinta-feira, sexta-feira e sábado seriam os «sábados». Todavia qualquer pessoa que consulte um dicionário grego
completo do N.T. descobrirá que o plural era freqüentemente usado em lugar do singular, embora estivesse em vista apenas um sábado. Outras instâncias desse fato se encontram em Mat. 12:1; Marc. 1:21; 2:23; 3:2,4; Luc. 4:31; 6:9. Em todas essas instâncias, o grego tem o plural, mas o contexto mostra sempre que se trata do singular. Esse emprego do plural era comum entre os demais autores, fora do N.T., conforme um dicionário grego completo facilmente revela. Que o singular era tencionado é óbvio em Marc. 16:1, que usa o singular, «sábado», e de onde Mateus extraiu a sua narrativa (posto parecer correto dizer, com o que muitíssimos concordam, que Marcos foi usado como base dos evangelW de Mateus e de Lucas). Adicione-se a isso a narrativa em Luc. 23:54,56, que também usa o singular.
8. Ê altamente improvável que as mulheres tivessem esperado durante quase três dias e meio (desde a tarde de quarta-feira até à manhã de domingo), antes de irem ao sepulcro, a fim de ungirem e embalsamarem o corpo de Jesus. Nessa altura, a putrefação estaria tão adiantada que todo esforço seria estranho e inútil. Afinal de contas, elas esperavam encontrar um cadáver, embora não tivessem ficado desapontados por não terem encontrado tal.
9. As Escrituras declaram pelo menos por nove vezes que, Jesus ressuscitaria ao terceiro dia. (Mat. 16:21; 17:23; 20:19; Marc. 9:31; 10:34; Luc. 9:22; 18:33; 24:7; I Cor. 15:4). Segundo o costume do cômputo inclusivo das seqüências de tempo, comum entre as culturas antigas, ao enumerar qualquer número de dias, horas, meses ou anos, sempre se incluía nessa numeração o dia em que se fazia a declaração e é óbvio que o dia da crucificação deve estar incluído nesse cômputo dos «três dias». Jesus queria dizer que ressuscitaria ao terceiro dia. Assim sendo, segundo esse cômputo à moda antiga, temos a sexta-feira, o sábado e o domingo. O terceiro dia, a começar na quarta-feira, dificilmente poderia ser o domingo. Jesus teria de ter ressuscitado na sexta-feira, se a quarta-feira tivesse sido o dia de sua crucificação. Se o dia de sua crucificação foi na quinta-feira, Jesus teria de ter ressuscitado no sábado. Alguns intérpretes, embora em pequeno número, ensinam exatamente isso. As descrições sobre a manhã da ressurreição parecera indicar que a ressurreição teve lugar bem cedo, na manhã de domingo, talvez às três horas da madrugada, ou entre as três floras e as seis horas da manhã. Não contamos com qualquer declaração específica sobre a hora exata. De conformidade com os cálculos dos judeus, o domingo) teria começado às 18:00 horas daquele que ainda consideraríamos como dia de sábado. Portanto, Jesus poderia ter permanecido no túmulo por diversas horas do «domingo», ainda que tivesse ressuscitado tão cedo como a meia-noite de nosso sábado, embora bem dentro do domingo, segundo a maneira de contar dos judeus. Assim sendo, embora tivesse ressuscitado antes da meia-noite do domingo judaico, Jesus ainda estaria morto no túmulo, no domingo. Dessa maneira, esteve no túmulo por «três dias», conforme ele declarou que ficaria. «Três dias e três noites», sendo uma expressão que não precisa envolver mais do que partes desses três dias e noites, não está fora de lugar.


(NOVO TESTAMENTO INTERPRETADO, CHAMPLIN, PÁG 624 comentando Mt 27.1).

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